sexta-feira, 13 de junho de 2014

De volta ao esquema!

Baterias recarregadas, de volta às atividades mateiras! 

Depois de 4 meses sem trilhas, ajudando o corpo a cicatrizar de uma lesão séria do joelho, meu médico deu a notícia que mais aguardava, que a minha lesão estava dentro do prazo de recuperação e que poderia partir para a segunda etapa do tratamento, o treinamento funcional.

Pois bem, para celebrar essa notícia e atender um pedido de duas amigas queridas, parti para meu camping preferido. 




Dia lindo com estrada tranqüila, partíamos num domingo contrafluxo de carros com direito a um lanche num dos Kiosques do Alemão, nunca se erra pedindo um croquete de carne.




Nossa chegada foi suave apesar da estrada de terra estar muito acidentada, a bucolidade local já nos impregnava de calmaria, menos a Juju, minha cachorrinha mais do que animada com a possibilidade de ter espaço para brincar.

O foguete em formato canino, pulou na barraca de minhas amigas e acabou quebrando as varetas de sustentação, mas não desanimamos, pois eu tinha Silver Tape!






O resto é a mesma boa história de camping. Segue.

Cachoeira das Andorinhas - Entrada R$ 5,00

Super fácil de chegar que até a minha cachorrinha conseguiu fazer o percurso

Poção fundo e bom para nadar.

Existe à direita de quem chega, transpondo o rio uma trilha mais inclinada que leva para um segundo e terceiro poço, vale a pena conferir. Outro olhar para a cachoeira.

Sopa de lentilha com arroz, tomate e ovo frito. 

Campeonato de tiro ao alvo com estilingue
 
Fiquei em último lugar e com o braço dolorido!
  
O vício pela manhã continuou.

Toda habilidade em prova



Trilha de 2h pela propriedade. Levemente inclinada, com pequenos obstáculos, mas de intensidade leve. Pedida perfeita para meu retorno.

Uso do filtro de emergência LifeStraw. 

Todo mundo, menos a Juju, experimentou. Ninguém sentiu gosto ruim e nem passou mal depois, filtro 100% operacional.



Só ando em boa companhia

É assim que eu lembro dessa minha volta às atividades mateiras, o verde vivo, o cheiro de terra molhada e a amenidade que só a floresta pode me proporcionar.


Para finalizar, voltei com meu espirito feliz e pleno de energia. Comecei a fazer uma série de musculação mais pesada e incluí umas corridinhas na esteira p aumentar gradativamente a carga no joelho. 

As semanas q se seguiram foram repletas de boas lembranças.

domingo, 11 de maio de 2014

Escondidinho de frango

Eu há muito tempo já deixei o miojão, essa é uma receita rápida, fácil e só pesa uns 700g na mochila. Indico para o primeiro dia de trekking.
Abra o video no YouTube para ter as medidas certas da receita.





quarta-feira, 26 de março de 2014

Pedra da Gávea- Teste para os Montanhistas.


Até agora, essa é a trilha mais pesada que fiz no Rio de Janeiro, existem alguns obstáculos pelo caminho, mas nada impossível, porém, sem ajuda de amigos alguns trechos iria demorar mais para passar e provavelmente me machucaria.

Pode-se chegar na base do cume, chamada Praça da Bandeira, por vários caminhos, mas o mais divulgado é o que começa no Largo da Barra, seguindo pela Estrada Sorimã.

O clima quente e úmido foi mais uma vez um obstáculo, a Carrasqueira, o trecho de escalada, faz uma peneira psicológica e o acesso a cabeça do Imperador testa sua noção espacial e habilidade em ser macaco.

Uma das lições dessa trilha foi o racionamento de água, transpirando em baldes, tive uma queda de pressão no primeiro trecho da trilha que quase encerrou meu passeio, bebi muita água e dessa vez só contava com 1 L e 500ml de isotônico, não foram suficientes, ainda bem que no meio tem uma bica natural que pude reabastecer, no segundo trecho até o cume precisei controlar mais a sede, porém, desci quase sem água e precisei me apoiar um pouco no estoque dos amigos.

Minha segunda lição, fazer trilha acompanhada é estratégico: Segurança, Apoio, Generosidade, Ânimo e Fraternidade.
Obrigada aos amigos, Jana, Almir, Valmir e o Índio (que não gosta de aparecer em fotos)

E minha terceira lição: nunca se está 100% preparado para um desafio. Eu só fiz a trilha, porque acabara de fazer check-up médico e estava apta a exercícios físicos, além do que tinha terminado as minhas sessões de fisioterapia por conta de uma tendinite no tendão do glúteo mínimo e semanalmente subia algum morro e me sentia muito bem, logo, poderia subir a Pedra da Gávea. Porém, na Carrasqueira, um pé apoiado numa posição X somado a um impulso fez uma torção no meu joelho e meu menisco medial e ligamento colateral medial, não resistiram. Na hora, senti que uma m***a havia acontecido, mas o sangue quente e adrenalina mascararam a dor, continuei a subida numa boa, mas a descida foi penosa e os amigos tiveram muita solidariedade comigo.
Resultado: ruptura do menisco e estiramento do ligamento, procurei 3 médicos. O meu ortopedista que pensa logo numa cirurgia disse que meu caso era cirúrgico, o segundo queria fazer umas injeções para acelerar minha cicatrização e me mandou para a fisioterapia, sugeriu uma cicatrização espontânea e o terceiro que seria meu cirurgião pediu um tempo de 3 meses para que meu corpo tentasse regenerar os tecidos lesionados, pediu para pausar as atividades de impacto e o montanhismo, mas não interrompeu minha natação e sugeriu que assim que a dor passasse fizesse musculação.

A quarta lição, que ainda estou aprendendo, diariamente e principalmente aos finais de semana, são a Resignação e a Resiliência. Ainda bem que teve o Carnaval no meio para curar a tristeza.

Bom, termino o Post com um videozinho dessa aventura-teste cheia de lições!



Curiosidades:



  • Pedra da Gávea: 2512m de extensão de trilha, com altitude de 844m
  • O caminho que leva até o ínicio da trilha é uma estradinha feita por escravos e com algumas ruínas nas laterais.
  • Foi a 1ª Montanha Carioca a ser batizada com nome português em 01/01/1502. Gávea é o cesto do navio que fica o marinheiro que grita "Terra à vista".
  • Maior monolito à beira mar
  • Local de lendas urbanas e fenícias
  • Uma das trilhas mais assaltadas do Rio de Janeiro


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mais uma Trilha - Morro da Babilônia


Para continuar no embalo de 2013, acompanhei por mais uma vez o grupo Adventurers. Dessa vez o passeio foi a Trilha das Fortalezas, no Morro da Babilônia, com aproximadamente 2 Km de extensão, uns 200 m de altura e considerada de nível leve.

O Morro da Babilônia faz fronteira com Botafogo, Urca e Leme. Nesse morro encontramos a Comunidade do Babilônia/Chapéu Mangueira, pacificada em 1998. Essa trilha não é nova, mas devido à proximidade com uma área onde traficantes e ladrões se escondem, não é muito conhecida pelo público e temos relato de assalto, mas nada que tire o brilho dela.

Em 5 de junho de 2013 foi criado por decreto o Parque Natural Municipal Paisagem Carioca, o que melhora ainda mais as ações para o manejo da área que futuramente integrará o grande projeto da Transcarioca.

Esse morro ganha sua cobertura mais típica desde 2001 a partir de esforços para seu reflorestamento.

Década de 90

Meados de 2008
fonte: http://liverio.wordpress.com/ acessado em 20/01/2014.

O nome da trilha se dá porque geograficamente ela fica entre as Fortaleza de São João e o Forte Duque de Caxias (Forte do Vigia ou do Leme) e por ali também encontramos ruínas do Forte da Ponta do Anel e da Guanabara (que não encontramos por ser de acesso difícil-dificílimo).

Também encontramos uma casamata usada na Segunda Guerra Mundial, o Metro guardou por lá explosivos na época de suas obras em Copacabana, e nós passamos por esse Paiol.

O mais interessante nessa trilha é observar cartões postais do Rio por ângulos totalmente diferente.
São vários mirantes:
1. Mirante de Copacabana
2. Mirante Rio Sul
3. Mirante do Telégrafo
4. Pedra do Urubu

Eu fiz a trilha começando pela Vila Militar, mas também é possível contratar guias da Coop Babilônia para fazer o percurso, ótima alternativa, deixo aqui o relato de uma amiga blogueira que já fez essa trilha com eles e teve uma ótima experiência, confere lá no Ziga da Zuca o que estou falando.

E aqui outro relato com fotos bem bacanas e orientações de como fazê-la.

Veja o resumão em vídeo:




DICA: Visite a fanpage do grupo Adventurers no Facebook, siga a agenda de passeios, aproveite, porque ainda é de graça.

Patrocínio: Bihai Adventure








segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Review Fogareiro Lumix


Eu já dei a dica do Fórum Bushcraftbr, um local de ótimas trocas de informações sobre mato e numa recente brincadeira entre seus membros, um deles ganhou o fogareiro desse pequeno post.
Passeando no supermercado, na secção de churrasco, encontrei um e não hesitei em levar. E após minha última trilha, resolvi testar.

Fiz a trilha do Bico do Papagaio, de intensidade pesada, e sabia que chegaria um tanto exausta no final do percurso.

 Aprendi que um cafezinho é um ótimo restaurador de ânimo e ali seria o momento para testar esse pequenino.

Detalhes Técnicos:
O fabricante não menciona em qual metal o produto é feito, mas ele se parece com aquelas latinhas de tinta.
Ele é composto de três partes, uma tampa, suporte e recipiente ventilado. A tampa dá mais estabilidade ao conjunto e seria um regulador da chama também.
Acompanha três pastilhas de álcool sólido de 19 g.
Dimensões: 8,5 cm de diâmetro x 5,5 cm de altura.
Acompanha manual.
Uma pastilha leva 3,5 min para ferver 300 ml de água e a fervura  se mantem por mais 8 min, segundo o fabricante. A minha caneca com uns 150 ml de água esquentou a água em 2,5 min, mas em 6 a pastilha havia acabado. Vale comentar que não usei a tampa e ventava forte no local.

O fabricante diz que:

  • 1 pastilha queima por 9 min
  • 2 pastilhas queimam por 15 min
  • 3 pastilhas queiman por 25min
Com essas informações dá até para fazer uma refeição de preparo rápido (a ser testado).

Segue agora o vídeo do teste desse fogareiro:




domingo, 8 de dezembro de 2013

O que levar de Roupas e Acessórios para Pantanal

Esse é um vídeo em que falo brevemente sobre o meu vestuário e acessórios no Pantanal. Os índios andavam nus por lá, mas nós não temos a mesma resistência.
Eu tive o dilema da calça comprida, fui numa época quente, sol forte o que pedia  uma bermuda, só que aprendi que conforto vem em segundo quando se fala em ambiente natural.
A calça preferida para os passeios foi a Bihai Extreme, calça de tecido rip stop, com tramas de poliester e algodão, com seis bolsos que são extremamente úteis. O tecido da calça é o mesmo das calças militares, então, é bastante resistente.
E usei uma blusa de poliamida, de mangas longas, muito usada por pescadores para proteger do sol e assim evitar ficar passando protetor solar periodicamente. O fator de proteção UV da camisa é 50+.
Botas sempre.
Chapéu de abas grandes.
Óculos escuros.
Prefira os com lente polarizadas porque essas lentes aumentam o contraste das cores ao mesmo tempo que diminuem o reflexo da luz, em campo aberto faz muita diferença.
Binóculos
Fiz uma breve pesquisa e resolvi seguir as dicas de um site sobre Ornitologia e deu super certo. Precisava de algo pequeno, mas que atendesse as necessidades. Comprei um Tasco, uma marca do grupo Victorinox. Pensei, se o canivete é bom, provavelmente o binóculo dará conta do recado, e deu.
Repelente Extrême, já comentado em outro post.

Dito, vamos ao vídeo:


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Bonito - Vale a pena! Parte 3

Dia 4

Boca da Onça


Mais uma fazenda com muitos atrativos e boa infraestrutura. Essa me chamou a atenção por ter a cachoeira mais alta do Mato Grosso do Sul.

Meu grupo chegou por volta das 9h no receptivo, fomos recebidos com café, suco, bolo caseiro, bolinho de chuva e de queijo. Esperamos por uns 30 minutos para partir, mas o receptivo é lindo e tem uma pequena sala contando a história do local, alguns artefatos cobertos com cálcario, ossos de alguns animais locais e cerâmica dos índios da região e como sempre um redário para descansar. O tempo voou...
O maior pertenceu a uma onça pintada e o menor a uma onça parda



 A Trilha ecológica da Boca da Onça tem 4km de extensão, mas é muito tranquila  de se fazer. Meu grupo começou no sentindo anti-horário, e o primeiro ponto de parada é na plataforma de rapel com uma descida de 90m.







De lá se tem a vista de todo o vale do Rio Salobra.
 

 E mais a frente começa uma descida de uns 800 degraus até a cachoeira que dá nome ao local. Eu recomendo muitíssimo que se faça o sentindo anti-horário da trilha, imagina subir 886 degraus, desafiante, né?!



Eu nunca tinha visto uma cachoeira com deck de madeira...

boca da onça


O poço é fundo e existe uma bóía que delimita o espaço para banho.

A água gelada curou a fatiga das pernas e continuamos o percurso. Friso que apesar de longa, a caminhada é muito tranquila, se o caminho não é plano, há corrimões, passarelas e escadas.











Nós passamos por várias formações curiosas com seus devidos nomes criativos até chegar no banho mais gostoso: no Buraco do Macaco.


Cachoeira do Fantasma?
Buraco do Macaco























De volta ao receptivo almoçamos, descansamos e retornamos à pousada.

A segunda recomendação desse passeio: se tiver papetes ou sandálias de trekking, use-as. São várias paradas para banho. Leve toalha e roupas de secagem rápida, além do fiel repelente.

À noite visitei o Projeto Jibóia. Sinceramente, para quem tem curso de sobrevivência como eu, não somou muito. O trabalho do cara é interessante, a palestra está mais para um Stand up comedy, e no final tiramos foto com uma jibóia no pescoço.

Bonito chegou ao seu final e deixou ótimas impressões, Esses 4 dias foram o suficiente para mim, mas se tivesse recursos ficaria mais com certeza.

Crédito das fotos para Jaciane Hammad.

continua agora com os passeios do pantanal