quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Manual de Primeiros Socorros

Demorei, mas não falhei em postar sobre atendimento de emergência. Segue uma Apostila da Fio Cruz atualizada sobre os procedimentos que todos os trilheiros conscientes deveriam conhecer.
Leia, estude e pratique. É fato que os primeiros socorros diminuem as taxas de mortalidade e lesões graves se bem executados.



terça-feira, 19 de agosto de 2014

Banco de Bateria portátil ou Power Bank

Todo mundo hoje sai com algum eletrônico no bolso, celular, camera, gps, sei-lá-mais-o-quê e para ficarem mais leve e durarem mais tempo esses aparelhos tem usados baterias recarregáveis ou invés de pilhas.
Às vezes o registro é tão intenso que a bateria é consumida rapidamente e para não lamentar o cessar de fotos, a solução são os power banks Atualmente, os camelôs cariocas têm oferecido esses bancos de bateria portáteis nas esquinas do centro da cidade. Fui no Saara (um grande mercado popular por aqui e comprei um para testar).
bateria recarregável

Na caixa diz que tem 5000mAh de armazenamento (0.o), Input: DC 5V-1000mA, Output DC 5.3V-1000mA(MAX), tamanho 22x24x96mm.

Review do gadget nesse video:

Minha conclusão: A qualidade é mediana, mas para emergência vale a pena.


domingo, 10 de agosto de 2014

Curso de Resgate em Situações Adversas - Cruz Vermelha

Mais uma experiência de tirar o fôlego! Privação de sono, conforto, fome, sede e nível de alerta máximo, mas como diria um companheiro do curso: "Muito feliz, faria tudo de novo"!

O Curso de Resgate instrui sobre sobrevivência, primeiros socorros, rapel, orientação, gestão de estresse (muito interessante), busca e salvamento, nós e amarras. Infelizmente o rapel não pode ser mostrado devido às condições climáticas.
http://www.cruzvermelharj.org/products/curso-de-resgate-em-situa%C3%A7%C3%B5es-adversas1/
A parte teórica foi muito bem fundamentada e parte prática bem executada.


Levei câmera, mas não dava tempo para registrar, percebi uma fotógrafa entre a equipe de apoio e deixei o trabalho para quem entende.
O curso exige algum preparo físico, além de leve privação de sono (que não deixa seu corpo descansar), vez ou outra carregamos vítimas com pelo menos 80Kg, exploramos o terreno a  procura de lenha, montamos abrigos em lugares desconfortáveis, subimos e descemos morros para cumprir a prova de orientação. Foi puxado!
Para começar fizemos pernoite na própria Cruz Vermelha e não sabíamos ao certo a que horas iríamos sair. Digamos que fomos acordados por instrutores animados!
Uma das muitas formações que íríamos fazer

Chegada no local das simulações
Não posso contar aqui tudo o que aconteceu e como, se não tiro o elemento surpresa de como acontecia as nossas simulações, mas em todas a adrenalina saía pela pele.


Porém, no Curso da Cruz Vermelha, tínhamos uma psicóloga à disposição e nossos limites eram testados frequentemente. No fim do curso ainda houve um tempo para a turma expor quais eram os fatores de estresse que mais afetaram nosso desempenho.
O fator emocional mina muito, então, ficou muito claro que devemos manter nosso corpo saudável, pq é menos um item para se preocupar numa situação de emergência. Outro fator que diminui bastante o estresse é conhecimento. Eu sei fazer nós e amarras, mas quando o tempo não está a seu favor, um nó simples não sai, lição aprendida: informação só vira conhecimento se colocado em prática, então pratiquemos nossas técnicas.
E quando todo mundo passa perrengue junto, a união é forte, um bom grupo saiu de lá.



Mas a volta foi assim para todo mundo...






sexta-feira, 13 de junho de 2014

De volta ao esquema!

Baterias recarregadas, de volta às atividades mateiras! 

Depois de 4 meses sem trilhas, ajudando o corpo a cicatrizar de uma lesão séria do joelho, meu médico deu a notícia que mais aguardava, que a minha lesão estava dentro do prazo de recuperação e que poderia partir para a segunda etapa do tratamento, o treinamento funcional.

Pois bem, para celebrar essa notícia e atender um pedido de duas amigas queridas, parti para meu camping preferido. 




Dia lindo com estrada tranqüila, partíamos num domingo contrafluxo de carros com direito a um lanche num dos Kiosques do Alemão, nunca se erra pedindo um croquete de carne.




Nossa chegada foi suave apesar da estrada de terra estar muito acidentada, a bucolidade local já nos impregnava de calmaria, menos a Juju, minha cachorrinha mais do que animada com a possibilidade de ter espaço para brincar.

O foguete em formato canino, pulou na barraca de minhas amigas e acabou quebrando as varetas de sustentação, mas não desanimamos, pois eu tinha Silver Tape!






O resto é a mesma boa história de camping. Segue.

Cachoeira das Andorinhas - Entrada R$ 5,00

Super fácil de chegar que até a minha cachorrinha conseguiu fazer o percurso

Poção fundo e bom para nadar.

Existe à direita de quem chega, transpondo o rio uma trilha mais inclinada que leva para um segundo e terceiro poço, vale a pena conferir. Outro olhar para a cachoeira.

Sopa de lentilha com arroz, tomate e ovo frito. 

Campeonato de tiro ao alvo com estilingue
 
Fiquei em último lugar e com o braço dolorido!
  
O vício pela manhã continuou.

Toda habilidade em prova



Trilha de 2h pela propriedade. Levemente inclinada, com pequenos obstáculos, mas de intensidade leve. Pedida perfeita para meu retorno.

Uso do filtro de emergência LifeStraw. 

Todo mundo, menos a Juju, experimentou. Ninguém sentiu gosto ruim e nem passou mal depois, filtro 100% operacional.



Só ando em boa companhia

É assim que eu lembro dessa minha volta às atividades mateiras, o verde vivo, o cheiro de terra molhada e a amenidade que só a floresta pode me proporcionar.


Para finalizar, voltei com meu espirito feliz e pleno de energia. Comecei a fazer uma série de musculação mais pesada e incluí umas corridinhas na esteira p aumentar gradativamente a carga no joelho. 

As semanas q se seguiram foram repletas de boas lembranças.

domingo, 11 de maio de 2014

Escondidinho de frango

Eu há muito tempo já deixei o miojão, essa é uma receita rápida, fácil e só pesa uns 700g na mochila. Indico para o primeiro dia de trekking.
Abra o video no YouTube para ter as medidas certas da receita.





quarta-feira, 26 de março de 2014

Pedra da Gávea- Teste para os Montanhistas.


Até agora, essa é a trilha mais pesada que fiz no Rio de Janeiro, existem alguns obstáculos pelo caminho, mas nada impossível, porém, sem ajuda de amigos alguns trechos iria demorar mais para passar e provavelmente me machucaria.

Pode-se chegar na base do cume, chamada Praça da Bandeira, por vários caminhos, mas o mais divulgado é o que começa no Largo da Barra, seguindo pela Estrada Sorimã.

O clima quente e úmido foi mais uma vez um obstáculo, a Carrasqueira, o trecho de escalada, faz uma peneira psicológica e o acesso a cabeça do Imperador testa sua noção espacial e habilidade em ser macaco.

Uma das lições dessa trilha foi o racionamento de água, transpirando em baldes, tive uma queda de pressão no primeiro trecho da trilha que quase encerrou meu passeio, bebi muita água e dessa vez só contava com 1 L e 500ml de isotônico, não foram suficientes, ainda bem que no meio tem uma bica natural que pude reabastecer, no segundo trecho até o cume precisei controlar mais a sede, porém, desci quase sem água e precisei me apoiar um pouco no estoque dos amigos.

Minha segunda lição, fazer trilha acompanhada é estratégico: Segurança, Apoio, Generosidade, Ânimo e Fraternidade.
Obrigada aos amigos, Jana, Almir, Valmir e o Índio (que não gosta de aparecer em fotos)

E minha terceira lição: nunca se está 100% preparado para um desafio. Eu só fiz a trilha, porque acabara de fazer check-up médico e estava apta a exercícios físicos, além do que tinha terminado as minhas sessões de fisioterapia por conta de uma tendinite no tendão do glúteo mínimo e semanalmente subia algum morro e me sentia muito bem, logo, poderia subir a Pedra da Gávea. Porém, na Carrasqueira, um pé apoiado numa posição X somado a um impulso fez uma torção no meu joelho e meu menisco medial e ligamento colateral medial, não resistiram. Na hora, senti que uma m***a havia acontecido, mas o sangue quente e adrenalina mascararam a dor, continuei a subida numa boa, mas a descida foi penosa e os amigos tiveram muita solidariedade comigo.
Resultado: ruptura do menisco e estiramento do ligamento, procurei 3 médicos. O meu ortopedista que pensa logo numa cirurgia disse que meu caso era cirúrgico, o segundo queria fazer umas injeções para acelerar minha cicatrização e me mandou para a fisioterapia, sugeriu uma cicatrização espontânea e o terceiro que seria meu cirurgião pediu um tempo de 3 meses para que meu corpo tentasse regenerar os tecidos lesionados, pediu para pausar as atividades de impacto e o montanhismo, mas não interrompeu minha natação e sugeriu que assim que a dor passasse fizesse musculação.

A quarta lição, que ainda estou aprendendo, diariamente e principalmente aos finais de semana, são a Resignação e a Resiliência. Ainda bem que teve o Carnaval no meio para curar a tristeza.

Bom, termino o Post com um videozinho dessa aventura-teste cheia de lições!



Curiosidades:



  • Pedra da Gávea: 2512m de extensão de trilha, com altitude de 844m
  • O caminho que leva até o ínicio da trilha é uma estradinha feita por escravos e com algumas ruínas nas laterais.
  • Foi a 1ª Montanha Carioca a ser batizada com nome português em 01/01/1502. Gávea é o cesto do navio que fica o marinheiro que grita "Terra à vista".
  • Maior monolito à beira mar
  • Local de lendas urbanas e fenícias
  • Uma das trilhas mais assaltadas do Rio de Janeiro


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mais uma Trilha - Morro da Babilônia


Para continuar no embalo de 2013, acompanhei por mais uma vez o grupo Adventurers. Dessa vez o passeio foi a Trilha das Fortalezas, no Morro da Babilônia, com aproximadamente 2 Km de extensão, uns 200 m de altura e considerada de nível leve.

O Morro da Babilônia faz fronteira com Botafogo, Urca e Leme. Nesse morro encontramos a Comunidade do Babilônia/Chapéu Mangueira, pacificada em 1998. Essa trilha não é nova, mas devido à proximidade com uma área onde traficantes e ladrões se escondem, não é muito conhecida pelo público e temos relato de assalto, mas nada que tire o brilho dela.

Em 5 de junho de 2013 foi criado por decreto o Parque Natural Municipal Paisagem Carioca, o que melhora ainda mais as ações para o manejo da área que futuramente integrará o grande projeto da Transcarioca.

Esse morro ganha sua cobertura mais típica desde 2001 a partir de esforços para seu reflorestamento.

Década de 90

Meados de 2008
fonte: http://liverio.wordpress.com/ acessado em 20/01/2014.

O nome da trilha se dá porque geograficamente ela fica entre as Fortaleza de São João e o Forte Duque de Caxias (Forte do Vigia ou do Leme) e por ali também encontramos ruínas do Forte da Ponta do Anel e da Guanabara (que não encontramos por ser de acesso difícil-dificílimo).

Também encontramos uma casamata usada na Segunda Guerra Mundial, o Metro guardou por lá explosivos na época de suas obras em Copacabana, e nós passamos por esse Paiol.

O mais interessante nessa trilha é observar cartões postais do Rio por ângulos totalmente diferente.
São vários mirantes:
1. Mirante de Copacabana
2. Mirante Rio Sul
3. Mirante do Telégrafo
4. Pedra do Urubu

Eu fiz a trilha começando pela Vila Militar, mas também é possível contratar guias da Coop Babilônia para fazer o percurso, ótima alternativa, deixo aqui o relato de uma amiga blogueira que já fez essa trilha com eles e teve uma ótima experiência, confere lá no Ziga da Zuca o que estou falando.

E aqui outro relato com fotos bem bacanas e orientações de como fazê-la.

Veja o resumão em vídeo:




DICA: Visite a fanpage do grupo Adventurers no Facebook, siga a agenda de passeios, aproveite, porque ainda é de graça.

Patrocínio: Bihai Adventure