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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Acampando no Canadá - Parte 1

Meu primeiro camping internacional foi em Ontário, Canadá, numa cidadezinha do interior chamada Tobermory. A cidade é um porto no Grande Lago de Huron, mais especificamentente em Georgian Bay e encravada na Bruce Pensinsula.


Pequena Tobermory
A vegetação e fauna são bem limitadas para nossos padrões tropicais e esse foi meu primeiro grande impacto. Distingui-se rapidamente os pinheiros e os carvalhos, esquilos, guaximim, morcegos, algumas aves como corujas, gaivotas e pica-paus e cobras, porém, eu não vi nenhum peixe.

A foto está horrível, mas esse é o Panorama do Parque que fiquei
A mente viajava nesse cenário com cores mais amarronzadas, o solo preto e mais fofo, o espaçamento na vegetação. Eu vivia as florestas que encontrava nos filmes e seriados norte-americanos. Foi uma emoção de descoberta, desbravamento...

Terra fofa
Adorei meu camping por lá. Fiquei num lugar chamado Harmony Acres por 2 noites. Saímos na sexta-feira à noite de Toronto para evitar a hora do rush e chegamos ao nosso destino uma hora da manhã. Montadas as barracas, fomos dormir às duas. 
Meu pedacinho de terra ocupado
O lugar é muito diferente do que já vi no  Brasil, as secções destinadas ao camping são separadas por uns 5 a 7 metros de vegetação e cada um tem uma mesa com bancos e local para a fogueira. E por conta da preservação das árvores e essa "parede" natural,  o camping fica com sombra e nós não fomos expulsos da barraca pelo sol. Apesar da lotação máxima não tive a sensação de muvuca.

Isso que chamo de Camping, o resto é terreno baldio

O site do camping diz que o local tem trilhas para serem feitas, mas como o tempo não era  extenso, fomos atrás das atrações principais do local.
Depois do café da manhã delicioso e substancioso partimos para a primeira atividade do dia. Canoagem.

 Nunca fiz canoagem, ficava fora do ritmo, cansava os braços rápido, mas achei o passeio bem legal, quem sabe não procuro fazer a mesma coisa por aqui?!

Minha primeira instrutora

canal raso
 Depois de 1 hora remando, com direito a banho de lago, passar por uma área alagada com no máximo 20cm de profundidade, ultrapassar barreira de castor, ouvir o silêncio, paramos nossos caiaques numa entrada qualquer da trilha e a fizemos por uns 40min até chegar a Grande Atração do lugar The Grotto.
shiiii, silêncio por favor

Passando pela barreira dos castores

É uma praia de pedra com uma Gruta Gigante. Eu não paro de repetir, é muito diferente.
O local é a atração de Tobermory, então é cheio.  Uma das minhas amigas resolveu enfrentar o engarrafamento de pessoas e descer até a Gruta eu e a outra ficamos admirando do alto, nossa corajosa escaladora.



No fim eu acabei visitando também a Gruta, mas fui nadando de uma praia até lá. Aliás, a água é cristalina e mais quente que muita água de cachoeira no Brasil.
Ficamos por lá por tempo suficiente e a nossa volta foi muito mais tranquila que imaginamos.
Minha segunda instrutora, já pegando um pouco mais de jeito
Cansadas, mas felizes era hora de uma refeição descende.
No camping era permitido uma fogueira, mas a madeira só poderia ser uma espécie de pinus comprada lá mesmo e dentro de um local determinado. Como é bom ascender a fogueira!!! Não usei nenhuma técnica primitiva, queríamos fogo logo e rápido.





Comemos salsichas na brasa e couscus com legumes. Além disso ainda tinha espiga de milho que só ficou pronto muito tarde e foi usado no nosso café da manhã. Vinho e marshamelow ao estilo canadense. (Estávamos muito ocupada comendo e não deu tempo para tirar fotos)

E para fechar esse maravilhoso dia, uma rede preguiçosa.
Elas não tiveram coragem de deitar na rede, não confiaram no meu nó, mas nem ligo, pq aí ficou  só para mim....

Continua numa segunda parte.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Desempenho da Mochila EVO 20, Saco Estanque entre outras observações


O blog etá parado, mas eu não. Firme nas trilhas, me preparando para uma aventura maior que é subir o Monte Roraima ainda esse ano. O treinamento do trilheiro é a própria trilha.

No último final de semana de Janeiro fui conhecer finalmente a Trilha do Perigoso e da Praia do Meio em Barra de Guaratiba.

Essas duas praias fazem parte do conjunto de praias selvagens do Parque Estadual da Pedra Branca.
Agora não falarei delas, mas fiz um videozinho de 10 minutos mostrando o equipamento que usei e como eles ficaram depois de tomarem chuva.

 http://youtu.be/mBN3qhcPHDU

Esses produtos vocês podem encontrar na Loja Bihai Adventure,se você mencionar que conhece o blog Mulheres na Mata ao comprar qualquer produto da loja ganha uma surpresa.

domingo, 11 de maio de 2014

Escondidinho de frango

Eu há muito tempo já deixei o miojão, essa é uma receita rápida, fácil e só pesa uns 700g na mochila. Indico para o primeiro dia de trekking.
Abra o video no YouTube para ter as medidas certas da receita.





domingo, 4 de agosto de 2013

Acampamento solo na Aldeia Velha - Silva Jardim




Nem tudo foi como planejado. Adiei por um dia a minha ida à Aldeia Velha por conta da chuva. Valeu a pena. Peguei um ônibus para Casimiro de Abreu um pouco mais tarde do que havia dito inicialmente, mas foi ótimo, pois não precisei esperar muito tempo pela condução que me levaria para Aldeia Velha. Aqui vale uma informação valiosa: Já havia comprado passagem para quinta-feira, mas só precisei ir ao guichê para trocá-la por uma nova, ao contrário das passagens áreas, as rodoviárias não pagam multa por no show e você não perde o seu dinheiro. O ônibus que vai para Aldeia Velha partiu pontualmente às 9h da manhã. Muito fácil de encontrá-lo, é só atravessar a BR-101, ele fica estacionado na esquina que de um lado tem uma lanchonete e no outro uma loja de ferramentas.
 Como se vê o bus é antigo e vai devagar pela estrada, em 35min cheguei no destino.
 A estrada já dá uma ideia da bucolidade da região e qual é sua vocação principal, a pecuária.






A vila é pequena, sem grandes atrativos.



plaquinha feliz!
E eis o local que fiquei Fazenda Bom Retiro. 
capelinha




Detalhes do Caminho da Floresta dentro da Fazenda. Dispensa legendas.
No meio do caminho encontro uma cadeira do mato e um dos instrumentos para fazê-la.
Acampamento com a barraca Everest  e com a rede Amazon, ambos da Guepardo. Montei a rede para saber se poderia passar uma noite, mas só consegui cochilar. Primeiro usei uma corda de varal para prender a rede, mas ela cedeu com o meu peso, depois usei o paracord que deu conta do recado. Usei nós bem simples como a volta do fiel e nó direito.
Silver tape nas pontas das cordas  da rede como armadilha para insetos. Dica extraída do Fórum Bushcraftbr
Início da noite fez 18°C.
O que para uma carioca, é desculpa para um gorro e casaco fleece.
Artesanato no mato. Porta-velas e uma lamparina a óleo. Fiz outras coisinhas também, que mostrarei aos poucos.
Desjejuem.


Andar, simplesmente por andar.



E no retorno ao Acampamento, na entrada da Fazenda, encontra-se esse rio de águas cristalinas.



Depois um merecido descanso na rede. Nunca havia acampado com rede e posso dizer que é uma maravilha ter uma rede para deitar, não foi possível dormir, mas só de não sentar no chão valeu a pena. A rede Amazon da Guepardo é leve não ocupa muito espaço e se mostrou bem resistente.
Três dias e duas noites que passaram muito rápido. Domingo, às 16h o ônibus partia para Casimiro de Abreu e de lá para casa.

Minha primeira viagem solo. Foi para perto, fácil de chegar e sair. Acampamento seguro, num lugar lindo. Tentarei voltar para praticar mais as artes mateiras: reconhecimento de plantas, práticas de nós e amarras, entalhes de madeira, orientação e confecção de móveis e técnicas de obtenção de fogo.