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terça-feira, 31 de março de 2015

5 Impressões sobre o Curso de Operador Bushcraft

Eu poderia resumir em uma palavra de quatro letras, que começa com F e termima com  A, todo o curso, mas extenderei minha narrativa para vocês entenderem o quê digo.

Breve

 Conheci a Equipe Black pelo fórum Bushcraftbr. No início não me interessou os cursos, porque tinha acabado de fazer um curso de sobrevivência e outro seria redudante, mas como o fórum tem bons parceiros, resolvi me colocar à prova depois de 2 anos.

Quem eles são?

"BLACK é um grupo de treinamento, instrução e assessoria que atua no segmento de aventura, na organização de cursos e atividades de aventura, dando o suporte necessário à empresas, escolas, grupos de resgate, escoteiros, guias, monitores de esportes radicais, atletas e praticantes de atividades de aventura."  Retirado da página de divulgação do fórum.

O curso foi na Serra do Mar, próximo a São Bernardo do Campo, nos pegaram no metro de SP, estação Sacomã, tivemos atraso na saída, pq houve imprevistos com uns dos participantes. Nossa viagem até a base foi muito tranquilla.
Represa Billings

Objetivo
O objetivo do curso era passar por aquele final de semana praticando os conhecimentos mateiros utilizando recursos arcaicos e modernos para garantir a nossa sobrevivência.

Aborda-se de tudo um pouco:

- Orientação e Navegação
Contador de passos

Orientação pelo sol

- Transporte de ferido
Padiola improvisada com troncos grossos e gandolas. Posição 1

Posição 3 

- Nós e Amarras
Tudo o que se vê foi montato por nós com a ajuda dos instrutores
- Técnicas de Captação, Filtragem e Purificação

Chapéu, lenços e bandanas para a filtragem de macroelementos da água

- Montagem de Abrigo
Rede Guepardo, Toldo 2 x 3 da Nautika, 8 m de corda

Não se deixa equipamento no chão

- Abate e limpeza de caça ( no caso uma galinha)
- Construçao de armadilha
Exemplo de armadilha

- Noções de nutrição na sobrevivência

- Bate-papo sobre lâminas de sobrevivência


Minhas impressões

1. A comunicação desde inscrição, pagamento, orientações de transporte foi boa, bem explicada.
2. Local excelente para prática, todos os recursos que precisávamos estavam lá.
3. Conteúdo bem abragente e bem explicado. Apenas a tarefa de transposição de vítima foi tumultuada, pois foi realizada tarde e um tanto apressada, acho que poderia ter sido segmentada. Éramos 7 alunos, enquanto uns poderiam ter adaptado a padiola para o transporte, outros poderiam arrumar o cabo de transposição.
4. Como usamos recursos naturais, acho que poderíamos levar mudas de plantas locais para refazer aquilo que precisamos usar e termos aulas sobre como melhor usar os recursos sem desperdício.
5. Curso totalmente recomendado. O valor foi justo e o local era desafiador e os instrutores bem capacitados. Valeu tudo.
Missão Cumprida

Valores
Curso R$237,00
Passagem Rio - SP ida e volta R$170,00
Outros (lanche, taxi, bus) 35,00

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Manual de Primeiros Socorros

Demorei, mas não falhei em postar sobre atendimento de emergência. Segue uma Apostila da Fio Cruz atualizada sobre os procedimentos que todos os trilheiros conscientes deveriam conhecer.
Leia, estude e pratique. É fato que os primeiros socorros diminuem as taxas de mortalidade e lesões graves se bem executados.



terça-feira, 19 de agosto de 2014

Banco de Bateria portátil ou Power Bank

Todo mundo hoje sai com algum eletrônico no bolso, celular, camera, gps, sei-lá-mais-o-quê e para ficarem mais leve e durarem mais tempo esses aparelhos tem usados baterias recarregáveis ou invés de pilhas.
Às vezes o registro é tão intenso que a bateria é consumida rapidamente e para não lamentar o cessar de fotos, a solução são os power banks Atualmente, os camelôs cariocas têm oferecido esses bancos de bateria portáteis nas esquinas do centro da cidade. Fui no Saara (um grande mercado popular por aqui e comprei um para testar).
bateria recarregável

Na caixa diz que tem 5000mAh de armazenamento (0.o), Input: DC 5V-1000mA, Output DC 5.3V-1000mA(MAX), tamanho 22x24x96mm.

Review do gadget nesse video:

Minha conclusão: A qualidade é mediana, mas para emergência vale a pena.


domingo, 10 de agosto de 2014

Curso de Resgate em Situações Adversas - Cruz Vermelha

Mais uma experiência de tirar o fôlego! Privação de sono, conforto, fome, sede e nível de alerta máximo, mas como diria um companheiro do curso: "Muito feliz, faria tudo de novo"!

O Curso de Resgate instrui sobre sobrevivência, primeiros socorros, rapel, orientação, gestão de estresse (muito interessante), busca e salvamento, nós e amarras. Infelizmente o rapel não pode ser mostrado devido às condições climáticas.
http://www.cruzvermelharj.org/products/curso-de-resgate-em-situa%C3%A7%C3%B5es-adversas1/
A parte teórica foi muito bem fundamentada e parte prática bem executada.


Levei câmera, mas não dava tempo para registrar, percebi uma fotógrafa entre a equipe de apoio e deixei o trabalho para quem entende.
O curso exige algum preparo físico, além de leve privação de sono (que não deixa seu corpo descansar), vez ou outra carregamos vítimas com pelo menos 80Kg, exploramos o terreno a  procura de lenha, montamos abrigos em lugares desconfortáveis, subimos e descemos morros para cumprir a prova de orientação. Foi puxado!
Para começar fizemos pernoite na própria Cruz Vermelha e não sabíamos ao certo a que horas iríamos sair. Digamos que fomos acordados por instrutores animados!
Uma das muitas formações que íríamos fazer

Chegada no local das simulações
Não posso contar aqui tudo o que aconteceu e como, se não tiro o elemento surpresa de como acontecia as nossas simulações, mas em todas a adrenalina saía pela pele.


Porém, no Curso da Cruz Vermelha, tínhamos uma psicóloga à disposição e nossos limites eram testados frequentemente. No fim do curso ainda houve um tempo para a turma expor quais eram os fatores de estresse que mais afetaram nosso desempenho.
O fator emocional mina muito, então, ficou muito claro que devemos manter nosso corpo saudável, pq é menos um item para se preocupar numa situação de emergência. Outro fator que diminui bastante o estresse é conhecimento. Eu sei fazer nós e amarras, mas quando o tempo não está a seu favor, um nó simples não sai, lição aprendida: informação só vira conhecimento se colocado em prática, então pratiquemos nossas técnicas.
E quando todo mundo passa perrengue junto, a união é forte, um bom grupo saiu de lá.



Mas a volta foi assim para todo mundo...






domingo, 11 de maio de 2014

Escondidinho de frango

Eu há muito tempo já deixei o miojão, essa é uma receita rápida, fácil e só pesa uns 700g na mochila. Indico para o primeiro dia de trekking.
Abra o video no YouTube para ter as medidas certas da receita.





terça-feira, 19 de março de 2013

Volta da Moringa


Esse não é o primeiro nó que aprendemos, na verdade ele nem foi mencionado no curso de sobrevivência, mas eu achei que seria uma boa ilustração para uma das funções do meu chaveiro-mosquetão de paracord.




Na loja Bihai Adventure você encontra esse chaveiro-mosquetão.

Para ver o esquema que me fez entender o nó segue o link: http://www.lisbrasil.com/pagina/volta-da-moringa

sexta-feira, 1 de março de 2013

Reflexões sobre Segurança - Kit de Sobrevivência


Li uma reportagem de um turista perdido na Ilha Chiloé, no Chile, e não posso deixar de comentar sobre a prudência de ter um kit de sobrevivência sempre junto ao corpo.

Eu tenho o meu no tamanho de um porta-câmera e nele tenho materiais sobressalentes do que carrego na minha mochila quando vou para o mato. Não é paranóia, é questão de segurança.



E se vc se perder ou se ferir? Sabe o que fazer?


A chance de se perder nas trilhas demarcadas dos parques é pequena, mas existe, principalmente nos trekkings em que há pernoite. Supõe-se que esse cenário nunca irá acontecer já que além de você andar por lugares demarcados, terá a companhia de um guia.

O kit também serve para locais isolados onde não haja eletricidade ou água, ou para qualquer situação em que esperar é a melhor estratégia para se sair do problema. Ele é um equipamento sobressalente.

Obviamente a montagem do kit depende de qual lugar você vai, mas existe uma regra que se deve decorar:
Ela é baseada no que fazer quando seu equipamento principal não pode ser operado, é o básico da sobrevivência. Deve ser compacto, leve e armazenado de forma que fique seco e sempre estar com você.

Vamos aos passos em ordem de prioridade:

1º Abrigo: Você provavelmente passará a noite esperando pelo socorro, já que a maioria das equipes de buscas encerram suas atividades pela noite ou madrugada. Mesmo se estiver com uma lanterna, não é aconselhável você procurar uma saída, acampe. Proteja-se de animais e do frio.
Opções: barraca de emergência,  ou saco de dormir,  ou cobertor de emergência aluminizados. São super compactos e leves.

2º Fogo: Além de ser uma fonte de calor, será uma forma de proteção contra animais e uma opção de sinalização para o resgaste. Junte gravetos, folhas secas, pedaços médios e grandes de madeira secas ou pouquíssimos molhados.
Opções: Isqueiro, palitos de fósforos impermeabilizados com parafina (e a lixa), pederneira, lima e pedra pirita, pedra de magnésio, lupa. Isca para o fogo (para começar a fogueira), algodão revestido com parafina ou vaselina sólida, OB (tem muito algodão compactado e já vem embalado de forma impermeável), pedaço de borracha de pneu, pedaço de pano com  parafina ou vaselina sólida,

3º Água: Um saco plástico, pastilhas de cloro, camisinhas.  Sem beber água por três dias você não sobrevive

4º Comida: Esse item é obviamente importante para a sobrevivência, mas você consegue ficar até 3 semanas sem comer. Deixe no seu kit uma barrinha de cereal, granola, barras protéicas, se vc for para um local que possa ter lagos e rios um mini kit de pesca com 2 anzóis e 10m de linha. Alguns sobrevivencialistas usam de armadilhas para caçar pequenos mamíferos, mas isso requer prática, e no Brasil a caça é proibida. Se você estudar pode entender de flora e fauna brasileira e procurar por comestíveis. Minhocas, escorpiões, lagartas de bambu etc são recursos calóricos que podem aliviar o cansaço.

5º Sinalização/Orientação: Apito, bússola e mapa do local, lanterna, espelho.

Outras ferramentas para seu kit: canivete, corda resistente (ex.: paracord), kit de costura (alfinete, agulha e linha), pinça, cortador de unha com lixa, fio dental, papel alumínio e fita adesiva (silver tape).




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Testando para Crer - Desidratando carne em forno convencional

Só a prática para levar à perfeição.

Achei um vídeo muito bom no canal GuiadoSobrevivente no YT que falava em como desidratar carne no forno para armazená-la sem refrigeração.

Ok. Foram 800g de carne temperadas com 2 dentes de alho, 1 folha de louro, 1 grão de pimenta, sal e açúcar e 65min no forno com a temperatura de aproximadamente 100°C. Tempo de conservação no saco à vácuo 2 anos.

Quando vi esse vídeo, pensei: "Essa seria a minha solução para levar carne para o trekking de forma leve e prática". Mas não é.
Primeiro meu forno aquece no mínimo a 180°C, mesmo deixando a porta aberta eu não sei se lá dentro está a 100°C. Pelo tempo que precisou para ficar seco e crocante, foram muito mais que 65min.
Peguei como referência outros videos gringos mostrando receitas diferentes, e fiz a minha. Acho que o importante no processo são temperos que tenham propriedades conservativas e a desidratação.
Essa terceira vez eu documentei.


Deixei as carnes de boi e frango marinando por 24h na geladeira, o tempeiro ficou muito bom. Ao coloca-los na grelha antes sequei com papel toalha o suco e os deixei mais secos para agilizar o processo. A desidratação deu certo, os bifinhos ficaram crocantes.
Porém, errei feio na hora do armazenamento, porque em duas semanas meus bifinhos estragaram e imaginava que sem estar à vácuo poderiam durar pelo menos 1 mês. Eu separei ele em três recipientes. Algo não ocorreu como deveria.
O primeiro recipiente é saco plástico para comida que ficou dentro da despensa. O saco furou e a comida foi invadida por formigas. Os outros dois recipientes foram potes de vidros cobertos com uma película plástica, um pote foi para a geladeira e outro para o armário. Os dois começaram a estragar em 10dias. O que estava na geladeira chegou a estufar a película e um odor azedo surgiu, o outro não.
A segunda vez que fiz esses bifes os levei para o camping, e eles duraram por 4 dias e fiz do mesmo jeito, não sei o que posso ter feito errado, acho que foram meus recipientes que estavam contaminados e estragaram antecipadamente minha comida, mas valeu a lição e com certeza tentarei de novo porque esses bifinhos ficam uma delícia.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Cuidado com os Raios

No Brasil, o verão é marcado por ocasionais pancadas de chuva, eu particularmente não sou fã do verão, porque sendo mês de férias, as trilhas estão lotadas, o calor castiga e tem as tais pancadas.
Com essas pancadas temos as tempestades e isso é um problema enorme se você está na trilha e pior ainda se estiver perto de uma cachoeira.


Segue algumas dicas da Defesa Civil para se proteger dos raios:

1. Não fique próximo a postes, mastros, cercas de arame, varais metálicos, linhas de transmissão, trilhos de trem, árvores isoladas e em topos de morros. Evite locais abertos e descampados.
2. Se estiver acampando, NÃO fique dentro de barracas. Procure abrigo em vales, desfiladeiros e depressões no solo. As hastes das barraca atraem os raios.
3. Saia imediatamente de piscinas, lagos, lagoas e praias e cachoeiras.
4. Não ande a cavalo, nem use o telefone ou qualquer outro aparelho elétrico.
5. Se estiver ao ar livre Não segure objetos metálicos longos como varas de pescas, tripés e bastões de caminhada.
6. Nunca deite no chão, pois é nele que caem as descargas elétricas. Se estiver ao ar livre durante uma tempestade e sentir seus pelos arrepiarem ou sua pele coçar, este é um sinal de que um raio está para cair na região.Se não houver abrigo próximo fique numa posição fetal com a cabeça entre os joelhos.

Fonte: www.campinas.sp.gov.br/noticias-integra.php?id=17118

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

10 dicas de Segurança na Trilha


Para quem pratica esportes que o desafio e limite extremos são componentes da atividade a segurança deve ser sempre checada e rechecada.
Acidentes acontecem pelos seguintes eventos: negligência, imprudência e imperícia.


A saber:

  • Negligência é desleixo, desatenção, inobservância ou omissão no que deve ser feito.
  • Imprudência é falta de cautela, de observar o mal que pode acontecer e saber o que fazer para evitá-lo.
  • Imperícia é a falta de técnica para uma atividade.

Assim, os preparativos para um trekking incluem  além dos itens de segurança o auto conhecimento.

1. Antes da atividade saiba como está a sua saúde, faça check-up médico.


2. Esteja em dia com seu condicionamento físico. O trekking é sobre a caminhada e não sobre o destino. Se vc não estiver com a musculatura saudável, o risco de lesões é maior, as entorses, por exemplo, podem acabar com o passeio.

3. Conheça e respeite seus limites técnicos. Se vc ainda não sabe manusear um GPS ou uma bússola não se aventure em lugares que não conheça. Na verdade é sempre prudente andar com guias locais. 


4. Caminhada também exige equipamentos de proteção individual, exemplos: perneira, bota ou tênis, apito, boné, anorak... O equipamento depende da atividade e do lugar.


5. Sempre avise onde você vai, quantos dias pretende ficar e com quem vai. Se você tiver um rádio, leve um e deixe outro na base, se vc tiver problemas poderá acionar alguém rapidamente. Na falta, o celular pode até funcionar, mas não é garantido.

6. Tenha um kit de sobrevivência junto ao seu corpo, ele será um equipamento sobressalente se por acaso o seu principal falhar. 

7. Saiba primeiros socorros básicos. A intervenção simples, mas imediata pode salvar vidas.

8. Saiba a previsão do tempo e evite sair na chuva. Lugares com cachoeira e rios podem imundar imediatamente e vc correrá risco de vida.

9. Carregue lanternas, mesmo que faça a trilha pela manhã, e leve baterias extras.

10. Esteja alerta, não use drogas, a paisagem e as endorfinas internas já te levarão ao êxtase.



Curtam sempre a trilha com segurança!

Obrigada pela visita ao blog e até o ano de 2013!
Feliz Ano Novo!






terça-feira, 6 de novembro de 2012

Preparação para o Caminho

fonte: http://migre.me/bBRQJ
Meu post fugirá um pouco do tema Montanhismo. Estudando o tema sobrevivência em floresta e auto-sustentabilidade entrei em contato com um modo de vida muito peculiar; os Preparadores e Sobrevivencialistas tem m ponto de vista muito interessante.  Eles sustentam a ideia de ter várias fontes de energia, comida, abrigo, segurança, etc e não depender exclusivamente do Estado. Eles se planejam para eventos inesperados e de emergência.

Um programa da NatGeo, “DoomsDay Prepers” ( Preparadores do Fim do Mundo), mostra a faceta de alguns sobrevivencialistas americanos e canadenses, que gastam fortunas em suas preparações como estocagem de comida e água potável para mais de um ano, construção de bunkers, defesa de perímetro com armas de fogo, aquisição de roupas especiais em caso de pandemia, ataque nuclear, mas a maioria que se expõe em vídeos e blogs não é extremista e nem se prepara para colapsos mundiais, mas para situações de desastre ambiental ou financeiro de seus locais de moradia.

fonte: http://migre.me/j94Lc

Todos eles extremistas, moderados e inciantes fazem uma avaliação de risco de seu ambiente e dali partem para a preparação. Isso me pareceu tão precavido e interessante porque eles acabam por desenvolver habilidades para criar ambientes auto-sustentáveis ou quase lá.
Eles se perguntam:”E se uma tempestade tropical atingir a minha cidade? O que devo fazer para me manter são e salvo durante e após o evento?
 E Se numa crise financeira, eu perder meu emprego e minhas qualificações não são mais suficientes para o novo mercado que surge. Como farei para sobreviver nesse período de contenção de despesas”?
E várias outros cenários de emergência surgem, eles chamam isso de SHTF (Shit ou Stuff Hits The Fan), traduzido, quando a merda bate no ventilador, ou toda situação que para você pode ser de desastre e que pode mudar o rumo da sua vida.
http://americanpreppersnetwork.com/path-of-the-prepper
Nos acostumamos muito rápido com a prontidão da modernidade, e esquecemos de pequenas habilidades que proporcionaram aos nossos avós uma independência das grandes marcas, das lojas de departamento, dos serviços essenciais do Estado etc.
Lembro que minha mãe tinha uma despensa com os principais itens da cesta básica que duravam meses, isso porque nos anos 80 a inflação era muito alta e o dinheiro não tinha muito valor. Minha mãe sabia produzir alimentos como iorgurte e bebidas como licor, além de saber costurar, também fazia pequenos reparos na casa para economizar dinheiro e proporcionar a mim e meus irmãos moradia, lazer e estudo de qualidade.
Atualmente, as idéias dos sobrevivencialistas estão na moda à medida que fazer uma horta e criar pequenos animais em casa se torna uma saída para os alimentos cheios de veneno, alguns sabem como captar e estocar energia solar e eólica e assim ficam com energia em caso de apagão, reciclam e reutilizam garrafas PETs diminuindo o volume de lixo. Por esse ângulo de observação esse modo de viver parece um resgaste a um modo mais simples e naturalista de viver. 
fonte: http://migre.me/bBSNW
Os preparadores não são ermitões em ambientes rurais, ao contrário, eles criam pequenos grupos, onde cada indivíduo tem uma habilidade que beneficiará o grupo, mas cada um faz a sua preparação individual e quando ocorrer o SHTF eles se juntarão para ficarem mais eficientes. Os preparadores também fazem suas preparações nas grandes cidades, mas se preocupam em ter um local externo se caso a vida na cidade se tornar insalubre.
E quando surgiu isso? Desde sempre. Me parece que a conscientização nos EUA e na Europa ocorreu após a Segunda Guerra e se intensificou no período da Guerra Fria. Eu vejo mais os vídeos de preparação para situações de emergência dos americanos. O Norte da América é uma terra com um cardápio variado para eventos naturais catastróficos, e não é por castigo de Deus, é que sua posição é infeliz. Lá eles têm terremotos de grande magnitude, ventos e chuvas fortes com vários graus de força, quatro estações do ano com temperaturas que oscilam estupidamente, enchentes, pragas, poluição ambiental excessiva e uma cultura de massa hipnotizante para o consumo e descarte que leva a uma produção estratosférica de lixo. Logo eles tem que se preparar para essas emergências.
 Nós brasileiros temos também nossos preparadores e sobrevivencialistas, muitos sem essa identidade, mas aqueles que habitam no semi-árido, caatinga, cerrado criaram técnicas de preservação de alimento muito eficientes como a carne seca, charque, carne de sol, rapadura, doces de frutas no tacho, farinha de mandioca, estocagem de grãos, caça, identificação de plantas medicinais e por aí vai.
Moendas dos engenhos, século XVI - Ilustração: autor desconhecido
Carne de Sol (fonte:http://migre.me/bBViv)

Há também o grupo consciente dessa necessidade de estar pronto para qualquer situação e disponibilizam na rede vários artigos muito úteis sobre preparação.
O assunto é muito rico, eu, particularmente, estou tentando reproduzir as técnicas de desidratação de alimentos em forno convencional e produção de compotas para diversificar os alimentos que levo para o mato, porque depender de alimentos industrializados está muito caro. 


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Paracord 550 - O fio da Sobrevivência


O que é a paracord?

- É uma corda de nylon que existe desde a Segunda Guerra Mundial. Elas foram primeiramente usadas pelos militares americanos como as cordas que seguravam o para-quedas. Durante a guerra,os soldados perceberam que aquelas cordas poderiam ter outras utilidades. Daí surge um item multiuso que estimula a criatividade até hoje.
fonte: http://www.worldaffairsboard.com/attachments/ground-warfare/8864d1194715058-holy-cow-airborne-jumping-dont-seem-like-good-idea-after-all-764px-waves_of_paratroops_land_in_holland.jpg


O Exército Americano classifica essa corda em seis tipos. A mais usual é o tipo III (type III), nós encontramos anúncios com os seguintes dizeres: "550 Paracord Parachute Type III 7 Strand Core 100 FT. 

100 ft parachute cord lanyard
Color
49 colors for your selection
Weight
198g/6.93oz
Total length
100 ft / 31m
Max breaking strength
550lb
Core yarns
7 Strand
Diameter
approx 3.5-4mm/0.138”-0.158”
Essa é tabela que meu fornecedor usa no detalhamento do produto.

Cores: são várias. O interessante é que encontramos cordas com estampas que camuflam na vegetação, cores berrantes que facilitam a localização e até aquelas que refletem luz da lanterna no escuro que agiliza achar uma armadilha à noite, por exemplo.

Weight (peso): 198g e Total lenght (comprimento) 100ft or 31m (na verdade é 30,48m.na conversão exata), Diameter (diametro) 3,5-4mm.
São 31m de corda, com peso menor que 200g, isso faz dela uma ótima opção de corda para levar no kit de  sobrevivência porque não ocupa muito espaço e nem pesa na mochila.

Core yarns:  7 strand. No caso esse paracord tem 7 fios no seu interior. Imagina, você tem além daqueles 31m,  31x7= 217m de corda, claro que será algo mais fino, menos resistente, mas se você precisar construir um abrigo, improvisar uma linha de pesca ou fio para costurar sua mochila, etc tem muita corda confinada num volume mínimo.

Max breaking strengh: força máxima de ruptura: 550lb ou 250Kg.. Isso significa que seu paracord consegue aguentar uma força, tensão, de até 250kg,  não que ele sustente 250kg. Numa emergência ela pode ser usada para sustentar parcialmente o seu peso ( média de 70kg) numa descida, mas ela não se presta para uma corda de escalada, mas se você precisar descer um barranco de 7m, ela pode te auxiliar, com alguma segurança, mas não é recomendado.

Resumindo, esse paracord ou parachute - corda de para-quedas - que aguenta uma tensão de até 550lb ou 250kg, que seu core, sua área central é preenchida por 7 strand, 7 fios, tem 100ft ou 31m.

E para que serve?
O paracord é uma super corda de nylon. É um item de apoio para seu acampamento.

Com ele vc pode:

  • Construir um apoio para toldos, barraca, rede, cadeira.
  • Fazer bow drill e conseguir fogo.
  • Fazer armas primitivas e armadilha
  • Tecer uma rede de pesca.
  • Fazer um laço que segure sua faca ou ferramentas.
  • Fazer empunhadura de faca.
  • Conseguir fazer alguma sinalização se a cor for berrante.
  • Ser um passatempo enquanto espera socorro ou simplesmente relaxa.
  • Treinar nós e amarras

Como pode carregar:

  • Cadarço do seu calçado.
  • Pulseira
  • Chaveiro
  • Empunhadura da faca
  • Enrolada dentro do seu kit.
 fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Parachute_cord



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Escolha sua faca

Atenção as próximas dicas são para escolhas de facas para bushcraft e sobrevivência na mata.

Lá em Janeiro de 2012 depois do curso do CSAH percebi que era um erro fazer as trilhas apenas com meu canivete suiço. Tudo bem que nunca precisei de algo a mais, nunca precisei construir abrigo ou fazer fogueira, mas em certas ocasiões ter um facão iria ajudar a ver melhor o caminho e limpar a área de camping, ou fazer buracos.
Como sair andando é só colocar o tênis e ir, a preparação se restringia ao lanche, água (sem me preocupar com a purificação da mesma), uma jaqueta, um kit de primeiro socorros e um apito. Nada de cordas, purificadores de água, sinalizadores, cobertor de alumínio, faca, isqueiro etc.
Prática Segura? Nunca pensei nisso.
Felizmente os anos se passaram, fiquei mas ponderada e a coleta de informações ficou mais fácil.

Obviamente essas dicas não são minhas, não tenho experiência para isso, mas quero ter uma ferramenta boa, por isso, fiz meu dever de casa e quero repassar a todos como começar a escolher suas facas mateiras. 

Quando ler as dicas abaixo, lembre-se que você precisa cortar troncos para construir um abrigo ou acender uma fogueira, fazer pequenos entalhes, ou cortes de precisão para criar outros instrumentos úteis

O que se deve observar numa faca para sobrevivência:

1. LÂMINA:

  • Ser FIXA, isso quer dizer que uma lâmina fixa ao cabo é mais confiável e que ao fazer um trabalho mais pesado ela não vai ceder e te ferir.
  • Ser um MONOBLOCO, ou como você vai ouvir falar FULL TANG, isso quer dizer que a lâmina não acaba quando começa o cabo, na verdade o cabo vai envolver uma parte da peça. Existem modelos como a faca Mora que a peça de metal é tão boa, que ela afunila sua largura e chega até a metade do cabo e continua ser uma faca extremamente confiável para trabalhos pesados, por mais frágil que ela apareça.
  • Qualidade do Metal: esse item vale uma boa discussão, é um assunto muito rico que vale muitas observações. O aço é uma liga que contém principalmente ferro e carbono, mas outros elementos podem ser incorporados e a partir daí encontramos várias qualidades de aço para nossas lâminas, mas para o nosso caso, usa-se muito o Aço Inoxidável 440 C, ou o Aço Carbono 1095, 5160, 52100. Nas facas importadas se encontram os aços VG-10, AUS-8 e Sandvick 12 c 27. Com dureza na escala de Rockwell entre 56-60.
    • O que é a aço inoxidável?
      • A faca de aço inoxidável leva na sua composição cromo que aplicado na superfície confere uma camada que dificulta a oxidação da lâmina e facilita sua limpeza e conservação. O inox é uma ótima pedida para os que farão suas atividades com águas salgadas.
    • Você verá nos blogs e sites de cutelaria artesanal os seguintes termos:
      • Aço Damasco: cuteleiros mais experientes conseguem  misturar diferentes tipos de aço para conseguir um aço mais resistente e com características especiais.
      • Têmpera seletiva: é um tratamento térmico diferenciado no fio em relação ao dorso da faca. Assim, pode-se ter numa mesma lâmina um fio duro e um dorso mole que garantirá um corte preciso e um dorso capaz de absorver impacto evitando rachaduras e quebra da lâmina.
      • Uma questão muito curiosa é que os cuteleiros artesanais também reutilizam aços provenientes de peças de maquinário pesado, como molas de caminhão, serras de madeiras, lima etc.
  • Formato: Aqui entra muito o gosto pessoal, a que eu mais gosto tem o formato que chamam de Drop point ou formato de ponta de gota. Esse tipo de formato torna a faca robusta, mesmo que ela seja pequena, como nos canivetes, e de fácil manejo em lâminas um pouquinho maior, isso acontece porque ela vai formando uma pequena curva convexa até a ponta (no dorso), o que confere resistência na ponta e um maior área de corte. Ela não é indicada para perfurações, mas com pequenos ajustes personalizáveis isso pode ser atenuado como o falso fio no dorso junto à ponta.
  • Detalhes:
    •  Ranhuras no dorso: fica próximo a empunhadura (cabo) que propiciam mais firmeza ao polegar na hora que precisar colocar um pouco mais de força. Vi também o termo Filework, mas pelo que entendi são ranhuras por todo o dorso com apelo estético
    • Dorso plano e em ângulo reto: serve para ser um apoio para o polegar na hora de fazer trabalhos mais finos e superfície para riscar a pederneira.
    • Serrilhas: eu não gosto. Elas não são muito úteis para serrar tronco, nem rasgar tecidos, além disso diminuem á área de corte da lâmina lisa e assim você precisará gastar mais energia para um trabalho.
  • Fio: tem que vir com um bom fio de fábrica. Para saber se a faca está afiada corretamente basta ela cortar sem dificuldades, melhor ainda com o seu próprio peso, uma folha de papel.
  • Tamanho: entre 9 a 15cm  (estou falando só da lâmina). Esse tamanho é suficiente para cortar um pedaço de madeira e fazer entalhes com precisão. Além de ser mais fácil para carregar.
  • Espessura: entre 2,5 a 4mm. Isso fornece uma boa quantidade de aço para que a faca tenha um peso ótimo para trabalhos que exijam força. A faca tem que ser um pouquinho pesada.
  • Largura: eu gosto de até 6cm pelos motivos expostos acima.

2. EMPUNHADURA (cabo)

  • Ergonômica: você precisa sentir firmeza na pegada
  • Furo de artilho: um furo no final da cabo para passar um cordelete que se prende ao punho. Uma medida de segurança para não deixar a faca cair no chão
  • Pomo: de material resistente ou como continuação da lâmina para deferir golpes que sirvam para quebrar coco, castanhas, servir de martelo etc.
Algumas marcas indicadas por especialistas. Clique no nome para ser direcionado para o site com mais informações. 


Bushcraft Forest








Esee 3



Tramontina Commander


Ka-Bar BK2
Becker Campanion

Cold Steel SRK
SRK(SURVIVAL RESCUE KNIFE)


Para início é isso aí.

Principais fontes:
http://www.sbccutelaria.org.br/wiki/index.php?title=A%C3%A7os_para_Cutelaria

http://www.silveiraknives.net/site/content/view/3/11/lang,br/


Composição de alguns aços :

http://www.knifeco.ppg.br/acos.htm
http://www.spyderco.com/edge-u-cation/index.php?item=3

Bons exemplos de faca para bushcraft e sobrevivência

http://cutelariastein.blogspot.com.br/2012/05/review-e-teste-faca-guarani.html

http://www.cutelariaartesanal.com.br/vca/bushcraft/







quarta-feira, 4 de abril de 2012

A opção da Bota de Segurança

Outro dia vi um review sobre botas para usar na Mata. O autor do vídeo analisou uma bota de segurança (epi) que visualmente se assemelha a essas botas de trekking que encontramos nas lojas de aventura.
Ele usa a tal bota há uns 8 anos e nunca o deixou na mão. Um dos argumentos usado é sobre os aspectos de segurança. A tal bota é destinada para ambientes que apresentam riscos de acidentes, seguem normas da ABNT e passaram pelo Inmetro, tem certificação de qualidade. Outro ponto a favor da bota era o preço, que atualmente fica em torno de R$ 100,00, muito mais barato do que vemos em lojas especializadas.
Além disso a bota se mostra muito confortável e resistente à água, em outro vídeo em resposta a esse primeiro, o  autor coloca que a numeração desse determinado fabricante é generosa, então, vale pedir até um número menor.
Assim que a minha bota da Timberland (o único ponto negativo que vejo nela é o solado que não é muito aderente), quiser aposentar vou testar uma dessas.

A numeração começa no 33. Esse aí parece ser o modelo novo, não é o mesmo que aparece no vídeo.
fonte: www.vichi.com.br/Nobuck/4048_VCEN_2400_LV.php

Segue os links:

Do video: http://www.youtube.com/watch?v=CY-pC_NwkoM
Da Especificação técnica: http://www.vichi.com.br/PDF/Nobuk%204048%20VCEN%202400%20LV.pdf

quinta-feira, 15 de março de 2012

Site muito interessante

Me registrei num fórum sobre bushcraft, ou arte mateira, uma atividade para utilizar dos recursos que o meio ambiente natural te oferece. É um resgate de técnicas que os bandeirantes, exploradores, índios, caboclos, peões, usavam para pescar, caçar por necessidade, se abrigar,etc. Ressurge como esporte.

Estou aprendendo muita coisa com eles, principalmente, a parte de sobrevivência e pescaria. Vale a pena ver os tutoriais e se gostar se registra e participe dos fórum. Fica a dica!