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domingo, 10 de agosto de 2014

Curso de Resgate em Situações Adversas - Cruz Vermelha

Mais uma experiência de tirar o fôlego! Privação de sono, conforto, fome, sede e nível de alerta máximo, mas como diria um companheiro do curso: "Muito feliz, faria tudo de novo"!

O Curso de Resgate instrui sobre sobrevivência, primeiros socorros, rapel, orientação, gestão de estresse (muito interessante), busca e salvamento, nós e amarras. Infelizmente o rapel não pode ser mostrado devido às condições climáticas.
http://www.cruzvermelharj.org/products/curso-de-resgate-em-situa%C3%A7%C3%B5es-adversas1/
A parte teórica foi muito bem fundamentada e parte prática bem executada.


Levei câmera, mas não dava tempo para registrar, percebi uma fotógrafa entre a equipe de apoio e deixei o trabalho para quem entende.
O curso exige algum preparo físico, além de leve privação de sono (que não deixa seu corpo descansar), vez ou outra carregamos vítimas com pelo menos 80Kg, exploramos o terreno a  procura de lenha, montamos abrigos em lugares desconfortáveis, subimos e descemos morros para cumprir a prova de orientação. Foi puxado!
Para começar fizemos pernoite na própria Cruz Vermelha e não sabíamos ao certo a que horas iríamos sair. Digamos que fomos acordados por instrutores animados!
Uma das muitas formações que íríamos fazer

Chegada no local das simulações
Não posso contar aqui tudo o que aconteceu e como, se não tiro o elemento surpresa de como acontecia as nossas simulações, mas em todas a adrenalina saía pela pele.


Porém, no Curso da Cruz Vermelha, tínhamos uma psicóloga à disposição e nossos limites eram testados frequentemente. No fim do curso ainda houve um tempo para a turma expor quais eram os fatores de estresse que mais afetaram nosso desempenho.
O fator emocional mina muito, então, ficou muito claro que devemos manter nosso corpo saudável, pq é menos um item para se preocupar numa situação de emergência. Outro fator que diminui bastante o estresse é conhecimento. Eu sei fazer nós e amarras, mas quando o tempo não está a seu favor, um nó simples não sai, lição aprendida: informação só vira conhecimento se colocado em prática, então pratiquemos nossas técnicas.
E quando todo mundo passa perrengue junto, a união é forte, um bom grupo saiu de lá.



Mas a volta foi assim para todo mundo...






domingo, 11 de maio de 2014

Escondidinho de frango

Eu há muito tempo já deixei o miojão, essa é uma receita rápida, fácil e só pesa uns 700g na mochila. Indico para o primeiro dia de trekking.
Abra o video no YouTube para ter as medidas certas da receita.





segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Testando para Crer - Desidratando carne em forno convencional

Só a prática para levar à perfeição.

Achei um vídeo muito bom no canal GuiadoSobrevivente no YT que falava em como desidratar carne no forno para armazená-la sem refrigeração.

Ok. Foram 800g de carne temperadas com 2 dentes de alho, 1 folha de louro, 1 grão de pimenta, sal e açúcar e 65min no forno com a temperatura de aproximadamente 100°C. Tempo de conservação no saco à vácuo 2 anos.

Quando vi esse vídeo, pensei: "Essa seria a minha solução para levar carne para o trekking de forma leve e prática". Mas não é.
Primeiro meu forno aquece no mínimo a 180°C, mesmo deixando a porta aberta eu não sei se lá dentro está a 100°C. Pelo tempo que precisou para ficar seco e crocante, foram muito mais que 65min.
Peguei como referência outros videos gringos mostrando receitas diferentes, e fiz a minha. Acho que o importante no processo são temperos que tenham propriedades conservativas e a desidratação.
Essa terceira vez eu documentei.


Deixei as carnes de boi e frango marinando por 24h na geladeira, o tempeiro ficou muito bom. Ao coloca-los na grelha antes sequei com papel toalha o suco e os deixei mais secos para agilizar o processo. A desidratação deu certo, os bifinhos ficaram crocantes.
Porém, errei feio na hora do armazenamento, porque em duas semanas meus bifinhos estragaram e imaginava que sem estar à vácuo poderiam durar pelo menos 1 mês. Eu separei ele em três recipientes. Algo não ocorreu como deveria.
O primeiro recipiente é saco plástico para comida que ficou dentro da despensa. O saco furou e a comida foi invadida por formigas. Os outros dois recipientes foram potes de vidros cobertos com uma película plástica, um pote foi para a geladeira e outro para o armário. Os dois começaram a estragar em 10dias. O que estava na geladeira chegou a estufar a película e um odor azedo surgiu, o outro não.
A segunda vez que fiz esses bifes os levei para o camping, e eles duraram por 4 dias e fiz do mesmo jeito, não sei o que posso ter feito errado, acho que foram meus recipientes que estavam contaminados e estragaram antecipadamente minha comida, mas valeu a lição e com certeza tentarei de novo porque esses bifinhos ficam uma delícia.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Preparação para o Caminho

fonte: http://migre.me/bBRQJ
Meu post fugirá um pouco do tema Montanhismo. Estudando o tema sobrevivência em floresta e auto-sustentabilidade entrei em contato com um modo de vida muito peculiar; os Preparadores e Sobrevivencialistas tem m ponto de vista muito interessante.  Eles sustentam a ideia de ter várias fontes de energia, comida, abrigo, segurança, etc e não depender exclusivamente do Estado. Eles se planejam para eventos inesperados e de emergência.

Um programa da NatGeo, “DoomsDay Prepers” ( Preparadores do Fim do Mundo), mostra a faceta de alguns sobrevivencialistas americanos e canadenses, que gastam fortunas em suas preparações como estocagem de comida e água potável para mais de um ano, construção de bunkers, defesa de perímetro com armas de fogo, aquisição de roupas especiais em caso de pandemia, ataque nuclear, mas a maioria que se expõe em vídeos e blogs não é extremista e nem se prepara para colapsos mundiais, mas para situações de desastre ambiental ou financeiro de seus locais de moradia.

fonte: http://migre.me/j94Lc

Todos eles extremistas, moderados e inciantes fazem uma avaliação de risco de seu ambiente e dali partem para a preparação. Isso me pareceu tão precavido e interessante porque eles acabam por desenvolver habilidades para criar ambientes auto-sustentáveis ou quase lá.
Eles se perguntam:”E se uma tempestade tropical atingir a minha cidade? O que devo fazer para me manter são e salvo durante e após o evento?
 E Se numa crise financeira, eu perder meu emprego e minhas qualificações não são mais suficientes para o novo mercado que surge. Como farei para sobreviver nesse período de contenção de despesas”?
E várias outros cenários de emergência surgem, eles chamam isso de SHTF (Shit ou Stuff Hits The Fan), traduzido, quando a merda bate no ventilador, ou toda situação que para você pode ser de desastre e que pode mudar o rumo da sua vida.
http://americanpreppersnetwork.com/path-of-the-prepper
Nos acostumamos muito rápido com a prontidão da modernidade, e esquecemos de pequenas habilidades que proporcionaram aos nossos avós uma independência das grandes marcas, das lojas de departamento, dos serviços essenciais do Estado etc.
Lembro que minha mãe tinha uma despensa com os principais itens da cesta básica que duravam meses, isso porque nos anos 80 a inflação era muito alta e o dinheiro não tinha muito valor. Minha mãe sabia produzir alimentos como iorgurte e bebidas como licor, além de saber costurar, também fazia pequenos reparos na casa para economizar dinheiro e proporcionar a mim e meus irmãos moradia, lazer e estudo de qualidade.
Atualmente, as idéias dos sobrevivencialistas estão na moda à medida que fazer uma horta e criar pequenos animais em casa se torna uma saída para os alimentos cheios de veneno, alguns sabem como captar e estocar energia solar e eólica e assim ficam com energia em caso de apagão, reciclam e reutilizam garrafas PETs diminuindo o volume de lixo. Por esse ângulo de observação esse modo de viver parece um resgaste a um modo mais simples e naturalista de viver. 
fonte: http://migre.me/bBSNW
Os preparadores não são ermitões em ambientes rurais, ao contrário, eles criam pequenos grupos, onde cada indivíduo tem uma habilidade que beneficiará o grupo, mas cada um faz a sua preparação individual e quando ocorrer o SHTF eles se juntarão para ficarem mais eficientes. Os preparadores também fazem suas preparações nas grandes cidades, mas se preocupam em ter um local externo se caso a vida na cidade se tornar insalubre.
E quando surgiu isso? Desde sempre. Me parece que a conscientização nos EUA e na Europa ocorreu após a Segunda Guerra e se intensificou no período da Guerra Fria. Eu vejo mais os vídeos de preparação para situações de emergência dos americanos. O Norte da América é uma terra com um cardápio variado para eventos naturais catastróficos, e não é por castigo de Deus, é que sua posição é infeliz. Lá eles têm terremotos de grande magnitude, ventos e chuvas fortes com vários graus de força, quatro estações do ano com temperaturas que oscilam estupidamente, enchentes, pragas, poluição ambiental excessiva e uma cultura de massa hipnotizante para o consumo e descarte que leva a uma produção estratosférica de lixo. Logo eles tem que se preparar para essas emergências.
 Nós brasileiros temos também nossos preparadores e sobrevivencialistas, muitos sem essa identidade, mas aqueles que habitam no semi-árido, caatinga, cerrado criaram técnicas de preservação de alimento muito eficientes como a carne seca, charque, carne de sol, rapadura, doces de frutas no tacho, farinha de mandioca, estocagem de grãos, caça, identificação de plantas medicinais e por aí vai.
Moendas dos engenhos, século XVI - Ilustração: autor desconhecido
Carne de Sol (fonte:http://migre.me/bBViv)

Há também o grupo consciente dessa necessidade de estar pronto para qualquer situação e disponibilizam na rede vários artigos muito úteis sobre preparação.
O assunto é muito rico, eu, particularmente, estou tentando reproduzir as técnicas de desidratação de alimentos em forno convencional e produção de compotas para diversificar os alimentos que levo para o mato, porque depender de alimentos industrializados está muito caro.