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terça-feira, 24 de maio de 2016

Lixo na trilha: não!

Mais um post oriundo da minha viagem ao Monte Roraima, ainda sem a postagem da viagem em si, mas uma dica importante que queria já deixar publicada.

Tem alguns trilheiros, espero que sejam  poucos, que não sabem o que fazer com o próprio lixo quando não vêem uma lixeira próxima, acham que a Natureza dará conta da reciclagem dos materiais descartados inapropriadamente.

Fiz um video mostrando uma área de camping com lixo comum e de como faço o manejo individual do lixo sanitário.



Deixo para leitura um link de um artigo muito interessante sobre os impactos de cagar no mato de forma errada e como manejar o número 2. Vale muito a leitura: http://www.extremos.com.br/noticias/121022_como_cagar_no_mato/


terça-feira, 8 de março de 2016

Friozinho na barriga - Preparativos para o Monte Roraima

Sabe quando você é bem claro quanto as coisas que gosta de fazer? É fácil para as pessoas te agradarem, elas sabem onde procurar presente no dia do seu aniversário, sabe o que te agrada ser compartilhado na sua timeline, enfim, num desses desabafos no Facebook de como gosto de fazer uma trilha, uma colega de trekking me fez um convite especial. Me chamou para fazer o Monte Roraima!!!!

Não sei qual é a fonte original dessa foto.
Isso foi em Janeiro e a viagem está marcada para a segunda quinzena de março de 2016. A passagem foi comprada no mesmo dia do convite. Monte Roraima é um dos trekkings que sonho fazer desde sempre. São 8 dias isolados. A quilometragem não é tão longa, são aproximadamente 40Km, 2000m para subir, o Monte tem 2800m de altura aproximadamente.

Mais uma imagem que não sei a fonte.

Minha pesquisa inicial envolveu visitar os sites das agências de turismo para ter uma ideia de como é organizada uma expedição.

Exemplo de expedição. Se pode fazer a expedição em várias formatações, meu grupo estava disposto a fazer 8 dias. Esse é um roteiro legal que peguei inspiração para comentar com o grupo
ROTEIRO SIMPLIFICADO 
1º dia: Cidade de origem / B. Vista
2º dia: B. Vista – reunião pela parte da manhã. Tarde livre para o grupo socializar, com opção de passeios pela tarde. Noite livre.
3º dia: Início da viagem de B. Vista – Fronteira – S. Elena – Paraitepuy e início do trekking para dormir às margens do rio Tek.
4º dia: Trekking do rio Tek até a base do Mt Roraima.
5º dia: Caminhada de subida da base para o topo do Mt Roraima – primeira noite no topo.
6º dia: Caminhada no topo para visitar Pedra Maverick, Piscinas Jacuzzi, La Ventana e Salto Catedral. Segunda noite no topo.
7º dia: Caminhada no topo, visitando o Vale dos Cristais / Ponto Triplo / El Foso – terceira noite no topo.8º dia: Inicio da volta, iniciando a descida para a base, onde almoçam, e depois seguir até o acampamento rio Tek. Pernoite.
9º dia: Último dia. Trekking do rio Tek até Paraitepuy, depois S. Elena e B. Vista. Fim da expedição.
fonte:http://www.roraima-brasil.com.br/

Depois comecei a ler o que os trilheiros falavam a respeito.Todos feitos por brasileiros, faltou a leitura em blogs dos estrangeiros, mas fiquei com preguiça de pensar em inglês ou espanhol. A minha triagem foi a seguinte:

1. Esse blog aqui tb foi ótimo para fazer a pesquisa e me nortear, tem muita coisa bacana.



2. Esse outro aqui foi mais intimista no relato com dicas desde os guias até hospedagem.




3. Esse terceiro relato que separei é do site Mochileiros.com. Foi muito bem escrito e está com uma fotos de tirar o fôlego...
 


No nosso grupo tem uma moça que sabe melhor o espanhol e está fazendo os contatos com os guias e pousadas. Os preços são um tanto tabelados nos passeios, nossa escolha ficou baseada em experiências positivas de conhecidos, a pousada foi a mais barata mesmo.
Tudo fechado para a aventura. 


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Acampando no Canadá - parte II


A segunda parte dessa viagem se passou mais no interior do Parque Nacional da Penísula de Bruce.

Esse tipo de camping por lá se chama Backcountry camping o que significa que é uma área mais isolada, de difícil acesso, com a Natureza próxima, bem íntima,  mas com alguma intervenção do homem. Não há chuveiro e o banheiro é de compostagem. A água tambem deve ser coletada e purificada, ou então percorra o caminho com seus litros no lombo. Fizemos isso. -Roots!!!

Não é camping selvagem. Pois o Estado está lá organizando e fiscalizando - porém a fiscalização é escassa, vimos lixo na trilha e fogueiras onde não deveria.  Vc só pode acampar se fizer reserva, nisso eles eram organizados, dá para fazer tudo pelo site.

Pois bem, nossa área de Camping era num sítio chamado Stormhaven.





Todas as informações desse tipo de camping estão disponíveis pela internet. Pode-se fazer inclusive reservas online. Visite o site e admire as lições de ecoturismo.


A caminhada está em vermelho
No mapa acima dá para ver nosso trajeto, sinceramente, não lembro por quantas horas andamos, mas pode ter sido umas 3h. Estacionamos o carro no P2 e o ponto incial foi no Yurts (uma tenda inspirada nas tendas dos nomades da Asia Central, que aliás, estão ali para serem alugadas).
Yurt
A trilha é demarcada, então, não precisa de guia. Algumas bifurcações não são bem sinalizadas, mas não o suficiente para se perder.
Coisa linda cheia de graça no início da trilha
 
Início trilha
 
Uma das muitas praias de pedra que passamos
 
Depois a trilha fica assim, repare na sinalização do tronco.

Nosso caminho até chegarmos a Bruce trail foi bem movimentado, era verão, então, o parque estava cheio. Depois foi super tranquilo, com poucos passantes e só visual para apreciar.

Parada para o banho

"Somos amigas, amigas, amigas pra valer...." lá lá lá

Bora que tem mais chão.

A área das nossas barracas era um deque de madeira na beira do lago, protegido pela vegetação.
Dequezinho show de bola

Duas barracas montadas e uma moça com caneca na mão fazendo pose de fodona
Lindo! Montamos a barraca e fomos aproveitar o restinho do sol e mergulhar na água mais cristalina que já vi. Delicinha. Preparamos a janta, tomamos nossa segunda garrafa de vinho e fomos dormir cedo, pq tínhamos pretensão de ver o sol nascer.
Fiquei na água até ficar enrugada

Restaurante
  
Não se engane pela claridade, devia ser quase 19h.
Como esse camping é mais afastado, é imperativo que a comida e artigos de higiene fiquem longe da barraca e pendurados. Podem aparecer ursos!
Cada deque tem seu ponto para pendurar os pertences. Nossa mochila não tinha cadeado e não ficamos com receio de sermos furtadas. Não é fantástico?!
Feito isso, ainda observamos as estrelas, continuamos a conversar e exaustas fomos desmaiar.

Na manhã seguinte... não deu para ver o sol nascer, estava nublado, mas mesmo assim foi esotérico. Aquele momento que você sabe que faz parte de algo maior e agradece por estar ali.
sozinhas na praia

Muito bem! Ganhou estrelinha da fisioterapeuta.
Preparamos o café e fomos explorar a área.
Estava muito bom! 

Aquele momento de planejar o dia tomando uma boa xícara de café

 Nesse dia nadamos muito. Na ponta da praia tinha uma formação rochosa curiosa que parecia a cabeça de um gigante mergulhado até a altura dos olhos mirando a outra margem do lago.
Andamos...
....descansamos...
...fizemos graça...

...até parar aqui...

....e retornamos...

...para entrar na água mais a frente e começar a nada. Essa grutinha é onde estávamos.

Quase chegando na cabeça do gigante.

Chegamos na cabeça do Gigante

Aproximadamente lá pelas 14h, fechamos nosso camping, demos tchau para aquele lugar maravilhoso e retornamos para a base.

Natureza diferente explorada.
Agora é chamar essas amigas aventureiras para planejar a próxima trip.
Obrigada lindas, a viagem foi o máximo.

Parada num café ucraniano à beira da estrada. Back to Toronto.
Fim.



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Dica Dazamigas - Como prender um biquini sem grampos


Super rápido.

Como pendurar biquini no Camping? Dazamigas mostra.

Conheça o nó  Boca de Lobo. Siga o passo-a- passo para fazê-lo.

Faça uma alça na corda

Passe a alça por trás da área (geralmente isso será um galho, uma outra corda) onde pretende fixar o nó

Puxe a alça para frente enquanto as pontas passam por dentro

Puxe as pontas, a alça fará uma constricção e terás o Nó Boca de Lobo


Agora um exemplo da vida real. Com o biquíni.



terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Desempenho da Mochila EVO 20, Saco Estanque entre outras observações


O blog etá parado, mas eu não. Firme nas trilhas, me preparando para uma aventura maior que é subir o Monte Roraima ainda esse ano. O treinamento do trilheiro é a própria trilha.

No último final de semana de Janeiro fui conhecer finalmente a Trilha do Perigoso e da Praia do Meio em Barra de Guaratiba.

Essas duas praias fazem parte do conjunto de praias selvagens do Parque Estadual da Pedra Branca.
Agora não falarei delas, mas fiz um videozinho de 10 minutos mostrando o equipamento que usei e como eles ficaram depois de tomarem chuva.

 http://youtu.be/mBN3qhcPHDU

Esses produtos vocês podem encontrar na Loja Bihai Adventure,se você mencionar que conhece o blog Mulheres na Mata ao comprar qualquer produto da loja ganha uma surpresa.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mais uma Trilha - Morro da Babilônia


Para continuar no embalo de 2013, acompanhei por mais uma vez o grupo Adventurers. Dessa vez o passeio foi a Trilha das Fortalezas, no Morro da Babilônia, com aproximadamente 2 Km de extensão, uns 200 m de altura e considerada de nível leve.

O Morro da Babilônia faz fronteira com Botafogo, Urca e Leme. Nesse morro encontramos a Comunidade do Babilônia/Chapéu Mangueira, pacificada em 1998. Essa trilha não é nova, mas devido à proximidade com uma área onde traficantes e ladrões se escondem, não é muito conhecida pelo público e temos relato de assalto, mas nada que tire o brilho dela.

Em 5 de junho de 2013 foi criado por decreto o Parque Natural Municipal Paisagem Carioca, o que melhora ainda mais as ações para o manejo da área que futuramente integrará o grande projeto da Transcarioca.

Esse morro ganha sua cobertura mais típica desde 2001 a partir de esforços para seu reflorestamento.

Década de 90

Meados de 2008
fonte: http://liverio.wordpress.com/ acessado em 20/01/2014.

O nome da trilha se dá porque geograficamente ela fica entre as Fortaleza de São João e o Forte Duque de Caxias (Forte do Vigia ou do Leme) e por ali também encontramos ruínas do Forte da Ponta do Anel e da Guanabara (que não encontramos por ser de acesso difícil-dificílimo).

Também encontramos uma casamata usada na Segunda Guerra Mundial, o Metro guardou por lá explosivos na época de suas obras em Copacabana, e nós passamos por esse Paiol.

O mais interessante nessa trilha é observar cartões postais do Rio por ângulos totalmente diferente.
São vários mirantes:
1. Mirante de Copacabana
2. Mirante Rio Sul
3. Mirante do Telégrafo
4. Pedra do Urubu

Eu fiz a trilha começando pela Vila Militar, mas também é possível contratar guias da Coop Babilônia para fazer o percurso, ótima alternativa, deixo aqui o relato de uma amiga blogueira que já fez essa trilha com eles e teve uma ótima experiência, confere lá no Ziga da Zuca o que estou falando.

E aqui outro relato com fotos bem bacanas e orientações de como fazê-la.

Veja o resumão em vídeo:




DICA: Visite a fanpage do grupo Adventurers no Facebook, siga a agenda de passeios, aproveite, porque ainda é de graça.

Patrocínio: Bihai Adventure








segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Review Fogareiro Lumix


Eu já dei a dica do Fórum Bushcraftbr, um local de ótimas trocas de informações sobre mato e numa recente brincadeira entre seus membros, um deles ganhou o fogareiro desse pequeno post.
Passeando no supermercado, na secção de churrasco, encontrei um e não hesitei em levar. E após minha última trilha, resolvi testar.

Fiz a trilha do Bico do Papagaio, de intensidade pesada, e sabia que chegaria um tanto exausta no final do percurso.

 Aprendi que um cafezinho é um ótimo restaurador de ânimo e ali seria o momento para testar esse pequenino.

Detalhes Técnicos:
O fabricante não menciona em qual metal o produto é feito, mas ele se parece com aquelas latinhas de tinta.
Ele é composto de três partes, uma tampa, suporte e recipiente ventilado. A tampa dá mais estabilidade ao conjunto e seria um regulador da chama também.
Acompanha três pastilhas de álcool sólido de 19 g.
Dimensões: 8,5 cm de diâmetro x 5,5 cm de altura.
Acompanha manual.
Uma pastilha leva 3,5 min para ferver 300 ml de água e a fervura  se mantem por mais 8 min, segundo o fabricante. A minha caneca com uns 150 ml de água esquentou a água em 2,5 min, mas em 6 a pastilha havia acabado. Vale comentar que não usei a tampa e ventava forte no local.

O fabricante diz que:

  • 1 pastilha queima por 9 min
  • 2 pastilhas queimam por 15 min
  • 3 pastilhas queiman por 25min
Com essas informações dá até para fazer uma refeição de preparo rápido (a ser testado).

Segue agora o vídeo do teste desse fogareiro:




terça-feira, 19 de novembro de 2013

Travessia Paineiras x Vista Chinesa, via Morro do Queimado

Apesar de toda a especulação imobiliária, serviços inflacionados, políticos bandidos, o Rio de Janeiro é uma cidade fantástica.

Conheci por intermédios de amigas um grupo que faz as trilhas pela cidade,  Projeto Descobrindo os Cantos do Rio, não apenas as mais conhecidas, mas aquelas que estão abrindo conforme o avanço das UPPs, ou aquelas que simplesmente não são divulgadas.

Essa minha primeira excursão com eles foi a Travessia Paineiras x Vista Chinesa, via Morro do Queimado, uma trilha que o Parque Nacional da Tijuca não divulga (?).

O grupo Adventurers é muito organizado. Existe uma pequena explicação sobre a trilha no ínicio da caminhada, os organizadores levam kit de primeiros socorros, água e alimentação para os desavisados. Para quem gosta de história a Rosely conhece bastante sobre o Parque.
Trilha moderada.




sábado, 2 de novembro de 2013

Impressões sobre o repelente Exposis

Uma pausa antes de continuar sobre os posts de Bonito/Pantanal.

Não ir ao campo não é opção para mim, então precisava de algo eficiente contra os carrapatos, meus piores vilões.Veja esse post sobre a Travessia Lapinha x Tabuleiro.
Depois de maus momentos com carrapatos, dessa vez eu utilizei de um repelente mais forte. O Exposis Extreme está recomendado por vários aventureiros e mateiros e seria o único a repelir os carrapatos. Funcionou muito bem. E agora não sairá mais da mochila. Recomendo muito. O vendedor não me apontou diferença entre o extrême e o spray, o que mudaria era a forma de aplicação.


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Reflexões

Inspiração. Arte e esporte nos fazem sentir inspirados!

Se vc tira as máscaras quem é que surge de verdade?

 Há uns 10 dias conheci a história de uma moça que percorrerá 6 países da América do Sul com sua bike numa viagem solo.

Eu, depois de tanto tempo, fiz minha primeira aventura sozinha.

 E ontem vi uma peça "Parem de falar mal da rotina" que através do humor e poesia dá uma sacudida lá no íntimo e nos manda olhar direto para o coração e escancarar qual é a verdade que nos falta para sermos felizes. Não é peça auto-ajuda, mas um  momento de lazer inteligente e inspirador.

Isso não é coincidência, é sincronicidade. Então, se a vida está chamando para um novo caminho, irei percorrê-lo. Isso é saber reconhecer Deus conversando diretamente com você. E Deus para mim é fonte de amor - independente de religião, não sou católica, nem evangélica, nem umbandista, nem budista, nem wicca, sou espiritualista, só para deixar claro.
Não é me lançar em  viagens solos, mas naquilo que realmente me faz feliz, sair para o mato, se ninguém quiser me acompanhar, irei comigo, mas os amigos são sempre bem-vindos, já que mesmo o andarilho Christopher McCandless,  disse " A felicidade só real quando compartilhada".
Observação:  vc o  conhece do filme Na Natureza Selvagem (Into the Wild - 2007) cuja trilha sonora é tema de vários filmes no YT, quando o assunto é aventura solitária.

Então, o foco agora está mais claro: Um final de semana por mês estarei saindo para o mato, montanha, mar, deserto,  quem sabe não começo um projeto de andar pelas 10 maiores montanhas do Brasil, ou de cada estado, e quem sabe fazer percursos internacionais.
Ficarei atenta às conversas com Deus e caminharei pela minha felicidade.


E todo o projeto precisa de certos recursos financeiros. Tenho parceria com uma amiga  em uma loja virtual de material esportivo, o lance é simples, já que muitas vezes fazemos pequenos pedidos com os distribuidores para atender a demanda de amigos montanhistas, que não tem tempo de ir às compras, então, aquilo que não estiver no site, mas gostaria de ter, nos envie por email, através da página de contato da loja que a gente tenta dar um jeito.

http://www.bihaiadventure.com/

Então, se quiser, me apoiar nesse embrião de projeto pode divulgar para os amigos e comprar com a gente! :)
Onde a vida é Outdoor!

E vamos que vamos!

sábado, 20 de julho de 2013

Lapinha-Tabuleiro: Lição 2

Além das boas histórias e do bom povo que conheci, uns dos suvenir que trouxe para casa foram os carrapatos. A trilha é feita por cavalos e burros e vez e outra em alguns trechos devem passar vaca e boi animais notoriamente abrigo de micuins e carrapatos.
Esses parasitas ficam nas folhas e capins esperando um sangue quente passar para atacar. Dizem os artigos que os percebemos 24h depois.
No meu grupo todos foram sorteados, então creio que os intrusos fizeram seu ataque depois que passamos pela D. Maria.
Percebi as minhas primeiras feridas na barriga, provavelmente, os seres irritantes se aproveitaram dos momentos em que tirava a mochila das costas e apoiava no chão para pegarem carona na barrigueira. Depois apareceram as feridas na perna. Porém, só percebi a infestação um dia depois que cheguei em casa.

Extremamente cansada da viagem não tomei uma atitude simples de deixar a minha mochila e os equipamentos isolados, cheguei e joguei tudo no chão da sala e corri para o banho e depois cama.
Quando acordei, começou o martírio. No desespero, liguei para a veterinária da minha cachorra. :) A essa altura a minha cadela tinha passado o dia comigo, já que nós duas dormimos o sono dos guerreiros que voltam da batalha... As orientações foram simples, catar todos os carrapatos em mim, tomar banho com bucha, passar aspirador pela casa, comprar remédio de carrapato para passar no ambiente e  outro para passar na Juju. E observar. Com a Juju felizmente nada aconteceu, mas para mim, o inferno.
Tomava anti-histamínico como quem come bala, acaba o efeito, eu tomava outro e vivi por uma semana em estado alucinógeno, tomei remédio para verme, passei sabonete contra sarna e piolho,  jogava álcool 70% no corpo, tudo que podia eu fazia. A minha vontade era passar o vermífugo da juju em mim, mas deixa para lá. Foram quinze dias para passar a coceira e as feridas começarem a ficar menos vermelhas,
Mais de um mês e depois, ainda tenho algumas cicatriz  no corpo.
Pelo visto a barreira física da roupa, não foi suficiente. Para o próximo camping ou travessia similar a essa achei um produto anti-carrapatos que pode ser passado tanto nos equipamentos e roupas, quanto no corpo.
Se chama Exposis, vou comprar e experimentar e depois comento se funcionou mesmo.                            


Resumo

1. Quando chegar de uma trilha deixe seu equipamento em quarentena e lave imediamente suas roupas.  

2. Previna-se de carrapatos.                                                                                                                                                                                          





terça-feira, 19 de março de 2013

Volta da Moringa


Esse não é o primeiro nó que aprendemos, na verdade ele nem foi mencionado no curso de sobrevivência, mas eu achei que seria uma boa ilustração para uma das funções do meu chaveiro-mosquetão de paracord.




Na loja Bihai Adventure você encontra esse chaveiro-mosquetão.

Para ver o esquema que me fez entender o nó segue o link: http://www.lisbrasil.com/pagina/volta-da-moringa

sexta-feira, 1 de março de 2013

Reflexões sobre Segurança - Kit de Sobrevivência


Li uma reportagem de um turista perdido na Ilha Chiloé, no Chile, e não posso deixar de comentar sobre a prudência de ter um kit de sobrevivência sempre junto ao corpo.

Eu tenho o meu no tamanho de um porta-câmera e nele tenho materiais sobressalentes do que carrego na minha mochila quando vou para o mato. Não é paranóia, é questão de segurança.



E se vc se perder ou se ferir? Sabe o que fazer?


A chance de se perder nas trilhas demarcadas dos parques é pequena, mas existe, principalmente nos trekkings em que há pernoite. Supõe-se que esse cenário nunca irá acontecer já que além de você andar por lugares demarcados, terá a companhia de um guia.

O kit também serve para locais isolados onde não haja eletricidade ou água, ou para qualquer situação em que esperar é a melhor estratégia para se sair do problema. Ele é um equipamento sobressalente.

Obviamente a montagem do kit depende de qual lugar você vai, mas existe uma regra que se deve decorar:
Ela é baseada no que fazer quando seu equipamento principal não pode ser operado, é o básico da sobrevivência. Deve ser compacto, leve e armazenado de forma que fique seco e sempre estar com você.

Vamos aos passos em ordem de prioridade:

1º Abrigo: Você provavelmente passará a noite esperando pelo socorro, já que a maioria das equipes de buscas encerram suas atividades pela noite ou madrugada. Mesmo se estiver com uma lanterna, não é aconselhável você procurar uma saída, acampe. Proteja-se de animais e do frio.
Opções: barraca de emergência,  ou saco de dormir,  ou cobertor de emergência aluminizados. São super compactos e leves.

2º Fogo: Além de ser uma fonte de calor, será uma forma de proteção contra animais e uma opção de sinalização para o resgaste. Junte gravetos, folhas secas, pedaços médios e grandes de madeira secas ou pouquíssimos molhados.
Opções: Isqueiro, palitos de fósforos impermeabilizados com parafina (e a lixa), pederneira, lima e pedra pirita, pedra de magnésio, lupa. Isca para o fogo (para começar a fogueira), algodão revestido com parafina ou vaselina sólida, OB (tem muito algodão compactado e já vem embalado de forma impermeável), pedaço de borracha de pneu, pedaço de pano com  parafina ou vaselina sólida,

3º Água: Um saco plástico, pastilhas de cloro, camisinhas.  Sem beber água por três dias você não sobrevive

4º Comida: Esse item é obviamente importante para a sobrevivência, mas você consegue ficar até 3 semanas sem comer. Deixe no seu kit uma barrinha de cereal, granola, barras protéicas, se vc for para um local que possa ter lagos e rios um mini kit de pesca com 2 anzóis e 10m de linha. Alguns sobrevivencialistas usam de armadilhas para caçar pequenos mamíferos, mas isso requer prática, e no Brasil a caça é proibida. Se você estudar pode entender de flora e fauna brasileira e procurar por comestíveis. Minhocas, escorpiões, lagartas de bambu etc são recursos calóricos que podem aliviar o cansaço.

5º Sinalização/Orientação: Apito, bússola e mapa do local, lanterna, espelho.

Outras ferramentas para seu kit: canivete, corda resistente (ex.: paracord), kit de costura (alfinete, agulha e linha), pinça, cortador de unha com lixa, fio dental, papel alumínio e fita adesiva (silver tape).