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terça-feira, 31 de março de 2015

5 Impressões sobre o Curso de Operador Bushcraft

Eu poderia resumir em uma palavra de quatro letras, que começa com F e termima com  A, todo o curso, mas extenderei minha narrativa para vocês entenderem o quê digo.

Breve

 Conheci a Equipe Black pelo fórum Bushcraftbr. No início não me interessou os cursos, porque tinha acabado de fazer um curso de sobrevivência e outro seria redudante, mas como o fórum tem bons parceiros, resolvi me colocar à prova depois de 2 anos.

Quem eles são?

"BLACK é um grupo de treinamento, instrução e assessoria que atua no segmento de aventura, na organização de cursos e atividades de aventura, dando o suporte necessário à empresas, escolas, grupos de resgate, escoteiros, guias, monitores de esportes radicais, atletas e praticantes de atividades de aventura."  Retirado da página de divulgação do fórum.

O curso foi na Serra do Mar, próximo a São Bernardo do Campo, nos pegaram no metro de SP, estação Sacomã, tivemos atraso na saída, pq houve imprevistos com uns dos participantes. Nossa viagem até a base foi muito tranquilla.
Represa Billings

Objetivo
O objetivo do curso era passar por aquele final de semana praticando os conhecimentos mateiros utilizando recursos arcaicos e modernos para garantir a nossa sobrevivência.

Aborda-se de tudo um pouco:

- Orientação e Navegação
Contador de passos

Orientação pelo sol

- Transporte de ferido
Padiola improvisada com troncos grossos e gandolas. Posição 1

Posição 3 

- Nós e Amarras
Tudo o que se vê foi montato por nós com a ajuda dos instrutores
- Técnicas de Captação, Filtragem e Purificação

Chapéu, lenços e bandanas para a filtragem de macroelementos da água

- Montagem de Abrigo
Rede Guepardo, Toldo 2 x 3 da Nautika, 8 m de corda

Não se deixa equipamento no chão

- Abate e limpeza de caça ( no caso uma galinha)
- Construçao de armadilha
Exemplo de armadilha

- Noções de nutrição na sobrevivência

- Bate-papo sobre lâminas de sobrevivência


Minhas impressões

1. A comunicação desde inscrição, pagamento, orientações de transporte foi boa, bem explicada.
2. Local excelente para prática, todos os recursos que precisávamos estavam lá.
3. Conteúdo bem abragente e bem explicado. Apenas a tarefa de transposição de vítima foi tumultuada, pois foi realizada tarde e um tanto apressada, acho que poderia ter sido segmentada. Éramos 7 alunos, enquanto uns poderiam ter adaptado a padiola para o transporte, outros poderiam arrumar o cabo de transposição.
4. Como usamos recursos naturais, acho que poderíamos levar mudas de plantas locais para refazer aquilo que precisamos usar e termos aulas sobre como melhor usar os recursos sem desperdício.
5. Curso totalmente recomendado. O valor foi justo e o local era desafiador e os instrutores bem capacitados. Valeu tudo.
Missão Cumprida

Valores
Curso R$237,00
Passagem Rio - SP ida e volta R$170,00
Outros (lanche, taxi, bus) 35,00

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Review Fogareiro Lumix


Eu já dei a dica do Fórum Bushcraftbr, um local de ótimas trocas de informações sobre mato e numa recente brincadeira entre seus membros, um deles ganhou o fogareiro desse pequeno post.
Passeando no supermercado, na secção de churrasco, encontrei um e não hesitei em levar. E após minha última trilha, resolvi testar.

Fiz a trilha do Bico do Papagaio, de intensidade pesada, e sabia que chegaria um tanto exausta no final do percurso.

 Aprendi que um cafezinho é um ótimo restaurador de ânimo e ali seria o momento para testar esse pequenino.

Detalhes Técnicos:
O fabricante não menciona em qual metal o produto é feito, mas ele se parece com aquelas latinhas de tinta.
Ele é composto de três partes, uma tampa, suporte e recipiente ventilado. A tampa dá mais estabilidade ao conjunto e seria um regulador da chama também.
Acompanha três pastilhas de álcool sólido de 19 g.
Dimensões: 8,5 cm de diâmetro x 5,5 cm de altura.
Acompanha manual.
Uma pastilha leva 3,5 min para ferver 300 ml de água e a fervura  se mantem por mais 8 min, segundo o fabricante. A minha caneca com uns 150 ml de água esquentou a água em 2,5 min, mas em 6 a pastilha havia acabado. Vale comentar que não usei a tampa e ventava forte no local.

O fabricante diz que:

  • 1 pastilha queima por 9 min
  • 2 pastilhas queimam por 15 min
  • 3 pastilhas queiman por 25min
Com essas informações dá até para fazer uma refeição de preparo rápido (a ser testado).

Segue agora o vídeo do teste desse fogareiro:




sábado, 2 de novembro de 2013

Impressões sobre o repelente Exposis

Uma pausa antes de continuar sobre os posts de Bonito/Pantanal.

Não ir ao campo não é opção para mim, então precisava de algo eficiente contra os carrapatos, meus piores vilões.Veja esse post sobre a Travessia Lapinha x Tabuleiro.
Depois de maus momentos com carrapatos, dessa vez eu utilizei de um repelente mais forte. O Exposis Extreme está recomendado por vários aventureiros e mateiros e seria o único a repelir os carrapatos. Funcionou muito bem. E agora não sairá mais da mochila. Recomendo muito. O vendedor não me apontou diferença entre o extrême e o spray, o que mudaria era a forma de aplicação.


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Reflexões

Inspiração. Arte e esporte nos fazem sentir inspirados!

Se vc tira as máscaras quem é que surge de verdade?

 Há uns 10 dias conheci a história de uma moça que percorrerá 6 países da América do Sul com sua bike numa viagem solo.

Eu, depois de tanto tempo, fiz minha primeira aventura sozinha.

 E ontem vi uma peça "Parem de falar mal da rotina" que através do humor e poesia dá uma sacudida lá no íntimo e nos manda olhar direto para o coração e escancarar qual é a verdade que nos falta para sermos felizes. Não é peça auto-ajuda, mas um  momento de lazer inteligente e inspirador.

Isso não é coincidência, é sincronicidade. Então, se a vida está chamando para um novo caminho, irei percorrê-lo. Isso é saber reconhecer Deus conversando diretamente com você. E Deus para mim é fonte de amor - independente de religião, não sou católica, nem evangélica, nem umbandista, nem budista, nem wicca, sou espiritualista, só para deixar claro.
Não é me lançar em  viagens solos, mas naquilo que realmente me faz feliz, sair para o mato, se ninguém quiser me acompanhar, irei comigo, mas os amigos são sempre bem-vindos, já que mesmo o andarilho Christopher McCandless,  disse " A felicidade só real quando compartilhada".
Observação:  vc o  conhece do filme Na Natureza Selvagem (Into the Wild - 2007) cuja trilha sonora é tema de vários filmes no YT, quando o assunto é aventura solitária.

Então, o foco agora está mais claro: Um final de semana por mês estarei saindo para o mato, montanha, mar, deserto,  quem sabe não começo um projeto de andar pelas 10 maiores montanhas do Brasil, ou de cada estado, e quem sabe fazer percursos internacionais.
Ficarei atenta às conversas com Deus e caminharei pela minha felicidade.


E todo o projeto precisa de certos recursos financeiros. Tenho parceria com uma amiga  em uma loja virtual de material esportivo, o lance é simples, já que muitas vezes fazemos pequenos pedidos com os distribuidores para atender a demanda de amigos montanhistas, que não tem tempo de ir às compras, então, aquilo que não estiver no site, mas gostaria de ter, nos envie por email, através da página de contato da loja que a gente tenta dar um jeito.

http://www.bihaiadventure.com/

Então, se quiser, me apoiar nesse embrião de projeto pode divulgar para os amigos e comprar com a gente! :)
Onde a vida é Outdoor!

E vamos que vamos!

sábado, 6 de julho de 2013

Faça você mesmo - Angulador para pedra de afiar faca

Todo hobby tem seus objetos de desejo que você compra um básico e logo depois quer outro mais incrementado, eu estou assim com canivetes, facas e itens de cozinha. Eu sempre usei um canivete, depois comprei um facão e hoje tenho algumas facas. Aprendi sobre diferenças de corte, formato de lâmina e sei que ter um canivete ou faca faz muita diferença na hora da necessidade.
Pois bem, todos os equipamentos têm sua manutenção, com as lâminas não é diferente, depois de usar você precisa limpar para tirar os resíduos e restabelecer o corte do fio se for preciso. Para me ajudar nessa última tarefa fiz um suporte de madeira para a pedra de afiar. Para saber as medidas das peças um pouco de matemática: finalmente usei as Leis dos Senos e Cossenos, Teorema de Pitágoras e Trigonometria (brincadeira, foi tudo no olho) , e com certeza um transferidor para saber se tudo ficou realmente no ângulo que deveria ficar.
Como aprendi no fórum Bushcraftbr um fio feito a 10° e depois terminado com um microfio a 20° permitem uma lâmina com boa capacidade de corte e manutenção do fio por mais tempo. Para ter mais precisão ao deslizar a lâmina da pedra resolvi criar esse suporte, já que a pedra fica na angulação que preciso e deslizando a lâmina numa posição reta em relação a pedra obtenho o fio necessário. No vídeo abaixo mostro o processo.

Por que tem um trecho de música de uma cantora famosa o link não está aparecendo, mas é só apertar que você será direcionado para o meu canal do YT.


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Tropeirismo e Trekking

Eu não gosto de comida liofilizada, salvo miojo (que acredito ser) todas têm um único gosto que não me agrada.
Acertar a quantidade de água e a temperatura no meio do mato não é fácil e se a hidratação da refeição não ocorre corretamente, o organismo será forçado a equilibrar roubando do próprio corpo a água a ser utilizada.
Lembrei da frase de um amigo naturapeuta sobre quais são os melhores alimentos a consumir e o mesmo me jogou que "aquilo que está ao ser redor já é suficiente". Então, para que inventar com produtos importados ou industrializados se poderia transportar e consumir alimentos que meus ancestrais utilizavam.
Busquei na nossa história pessoas que precisavam se deslocar em grandes distâncias e quais alimentos carregavam e cheguei nos tropeiros.
fonte:http://migre.me/e5M5h
fonte:http://migre.me/e5M7d

fonte: http://migre.me/e5Mav

Esses homens influenciaram enormemente os hábitos e a economia do Sul, Sudeste e Centro-Oeste na época do Brasil Colônia e Império e sua culinária resiste até hoje.
fonte: http://migre.me/e5Mvv
Eles eram chamados de tropeiros porque conduziam tropas de cavalos e mulas afim de transportar mercadorias e às vezes gado para os arraias que se formavam devido à mineração e depois escoavam a produção até o Rio de Janeiro. Devido aos seus deslocamentos ranchos foram criados que posteriormente evoluíram para vilas e cidades. Eles também eram os responsáveis por levar idéias e  notícias aos cantos do Brasil e podemos dizer que foram os primeiros a fazer a integração do território brasileiro.
Existe um projeto para que eles sejam reconhecidos como Patrimônio Imaterial pelo Iphan e até Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
A atividade do tropeirismo surgiu principalmente, porque todos os homens-livres e escravos eram empregados especificamente nas minas, então, alguém precisava levar comida, vestuário e utensílios até eles. No Sudeste, a Estrada Real é um legado dessa época.
mais sobre a Estrada Real acesse esse link: http://migre.me/e5Mk8

Os tropeiros carregavam para suas refeições principalmente: feijão, toucinho, fubá, farinha de mandioca, carne salgada ou seca, café, pimenta-do-reino e coité (um molho de vinagre com fruto caústico espremido). Daí surge um prato regional chamado Feijão Tropeiro.



A comida tropeira era, por si só, simples, prática e de muita “sustança’’, como os próprios tropeiros a definiam. O básico que o tropeiro levava para comer no caminho era o feijão, o arroz, a carne-seca e o toucinho. Depois vinham os acompanhamentos, como as farinhas de milho e de mandioca, o sal, o alho, o açúcar e o pó-de-café.
Logo de madrugada, o cozinheiro, que sempre era jovem, acordava e colocava o feijão para cozinhar, em um trempe “tripé” (arco de ferro com três pés, e sob o qual se coloca a panela ao fogo), enquanto os outros arreavam a tropa e colocavam a carga nos animais. Depois do feijão cozido, fazia-se o café, e, numa panela, fritava-se o toucinho, preparando um feijão tropeiro bem gordo, completando com a farinha de milho. Tomava-se o café com este feijão. O resto do feijão cozido, sem tempero, era colocado num caldeirão e levado no saco para o almoço no caminho. Depois de pelo menos 4 léguas (mais ou menos 24 Km), os tropeiros paravam num rancho e o cozinheiro ia preparar o almoço.
Fritava o torresmo numa panela, tirando o excesso de gordura, e só então colocava o feijão já cozido, os temperos e a farinha de milho, fazendo novamente o feijão tropeiro. Alguns tropeiros mais abastados tinham a carne-seca e a lingüiça que eram acrescidas ao feijão. Na seqüência, preparava-se o arroz tropeiro, fritando torresmo em pedaços, escorrendo o excesso de gordura e depois colocando o arroz para cozinhar.
Esse era o almoço e o jantar do tropeiro. Um outro fato curioso era o preparo do café, que era bebido logo após as refeições.
O tropeiro colocava o pó-de-café e o açúcar numa água já quente. Quando essa mistura fervia, para decantar o pó, o tropeiro colocava três carvões dentro da água, ou então uma pedra, que era  esquentados no próprio fogo.
Após todo esse procedimento, virava o café noutra vasilha e distribuíam para os membros da tropa.
Fonte: Sabores do Tempo dos Tropeiros – Caderno de Receitas
Esse prato vai constar no meu próximo trekking, porém, para não perder tempo e recursos cozinhando vou utilizar os feijões em caixinha pronto e temperado que já apresentei aqui no blog e das farofas prontas, o toucinho e algumas folhas de couve também me acompanharão, assim como o inseparável arroz.


fontes:
http://www.tropeirosdasgerais.com.br/historia.htm
http://www.uesc.br/revistas/culturaeturismo/edicao3/artigo2.pdf
http://site.er.org.br//index.php/home/index
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caminho_das_Tropas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tropeiro
http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/anteriores/edicao41/materia06/



terça-feira, 19 de março de 2013

Volta da Moringa


Esse não é o primeiro nó que aprendemos, na verdade ele nem foi mencionado no curso de sobrevivência, mas eu achei que seria uma boa ilustração para uma das funções do meu chaveiro-mosquetão de paracord.




Na loja Bihai Adventure você encontra esse chaveiro-mosquetão.

Para ver o esquema que me fez entender o nó segue o link: http://www.lisbrasil.com/pagina/volta-da-moringa

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Testando para Crer - Desidratando carne em forno convencional

Só a prática para levar à perfeição.

Achei um vídeo muito bom no canal GuiadoSobrevivente no YT que falava em como desidratar carne no forno para armazená-la sem refrigeração.

Ok. Foram 800g de carne temperadas com 2 dentes de alho, 1 folha de louro, 1 grão de pimenta, sal e açúcar e 65min no forno com a temperatura de aproximadamente 100°C. Tempo de conservação no saco à vácuo 2 anos.

Quando vi esse vídeo, pensei: "Essa seria a minha solução para levar carne para o trekking de forma leve e prática". Mas não é.
Primeiro meu forno aquece no mínimo a 180°C, mesmo deixando a porta aberta eu não sei se lá dentro está a 100°C. Pelo tempo que precisou para ficar seco e crocante, foram muito mais que 65min.
Peguei como referência outros videos gringos mostrando receitas diferentes, e fiz a minha. Acho que o importante no processo são temperos que tenham propriedades conservativas e a desidratação.
Essa terceira vez eu documentei.


Deixei as carnes de boi e frango marinando por 24h na geladeira, o tempeiro ficou muito bom. Ao coloca-los na grelha antes sequei com papel toalha o suco e os deixei mais secos para agilizar o processo. A desidratação deu certo, os bifinhos ficaram crocantes.
Porém, errei feio na hora do armazenamento, porque em duas semanas meus bifinhos estragaram e imaginava que sem estar à vácuo poderiam durar pelo menos 1 mês. Eu separei ele em três recipientes. Algo não ocorreu como deveria.
O primeiro recipiente é saco plástico para comida que ficou dentro da despensa. O saco furou e a comida foi invadida por formigas. Os outros dois recipientes foram potes de vidros cobertos com uma película plástica, um pote foi para a geladeira e outro para o armário. Os dois começaram a estragar em 10dias. O que estava na geladeira chegou a estufar a película e um odor azedo surgiu, o outro não.
A segunda vez que fiz esses bifes os levei para o camping, e eles duraram por 4 dias e fiz do mesmo jeito, não sei o que posso ter feito errado, acho que foram meus recipientes que estavam contaminados e estragaram antecipadamente minha comida, mas valeu a lição e com certeza tentarei de novo porque esses bifinhos ficam uma delícia.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Paracord 550 - O fio da Sobrevivência


O que é a paracord?

- É uma corda de nylon que existe desde a Segunda Guerra Mundial. Elas foram primeiramente usadas pelos militares americanos como as cordas que seguravam o para-quedas. Durante a guerra,os soldados perceberam que aquelas cordas poderiam ter outras utilidades. Daí surge um item multiuso que estimula a criatividade até hoje.
fonte: http://www.worldaffairsboard.com/attachments/ground-warfare/8864d1194715058-holy-cow-airborne-jumping-dont-seem-like-good-idea-after-all-764px-waves_of_paratroops_land_in_holland.jpg


O Exército Americano classifica essa corda em seis tipos. A mais usual é o tipo III (type III), nós encontramos anúncios com os seguintes dizeres: "550 Paracord Parachute Type III 7 Strand Core 100 FT. 

100 ft parachute cord lanyard
Color
49 colors for your selection
Weight
198g/6.93oz
Total length
100 ft / 31m
Max breaking strength
550lb
Core yarns
7 Strand
Diameter
approx 3.5-4mm/0.138”-0.158”
Essa é tabela que meu fornecedor usa no detalhamento do produto.

Cores: são várias. O interessante é que encontramos cordas com estampas que camuflam na vegetação, cores berrantes que facilitam a localização e até aquelas que refletem luz da lanterna no escuro que agiliza achar uma armadilha à noite, por exemplo.

Weight (peso): 198g e Total lenght (comprimento) 100ft or 31m (na verdade é 30,48m.na conversão exata), Diameter (diametro) 3,5-4mm.
São 31m de corda, com peso menor que 200g, isso faz dela uma ótima opção de corda para levar no kit de  sobrevivência porque não ocupa muito espaço e nem pesa na mochila.

Core yarns:  7 strand. No caso esse paracord tem 7 fios no seu interior. Imagina, você tem além daqueles 31m,  31x7= 217m de corda, claro que será algo mais fino, menos resistente, mas se você precisar construir um abrigo, improvisar uma linha de pesca ou fio para costurar sua mochila, etc tem muita corda confinada num volume mínimo.

Max breaking strengh: força máxima de ruptura: 550lb ou 250Kg.. Isso significa que seu paracord consegue aguentar uma força, tensão, de até 250kg,  não que ele sustente 250kg. Numa emergência ela pode ser usada para sustentar parcialmente o seu peso ( média de 70kg) numa descida, mas ela não se presta para uma corda de escalada, mas se você precisar descer um barranco de 7m, ela pode te auxiliar, com alguma segurança, mas não é recomendado.

Resumindo, esse paracord ou parachute - corda de para-quedas - que aguenta uma tensão de até 550lb ou 250kg, que seu core, sua área central é preenchida por 7 strand, 7 fios, tem 100ft ou 31m.

E para que serve?
O paracord é uma super corda de nylon. É um item de apoio para seu acampamento.

Com ele vc pode:

  • Construir um apoio para toldos, barraca, rede, cadeira.
  • Fazer bow drill e conseguir fogo.
  • Fazer armas primitivas e armadilha
  • Tecer uma rede de pesca.
  • Fazer um laço que segure sua faca ou ferramentas.
  • Fazer empunhadura de faca.
  • Conseguir fazer alguma sinalização se a cor for berrante.
  • Ser um passatempo enquanto espera socorro ou simplesmente relaxa.
  • Treinar nós e amarras

Como pode carregar:

  • Cadarço do seu calçado.
  • Pulseira
  • Chaveiro
  • Empunhadura da faca
  • Enrolada dentro do seu kit.
 fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Parachute_cord



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Escolha sua faca

Atenção as próximas dicas são para escolhas de facas para bushcraft e sobrevivência na mata.

Lá em Janeiro de 2012 depois do curso do CSAH percebi que era um erro fazer as trilhas apenas com meu canivete suiço. Tudo bem que nunca precisei de algo a mais, nunca precisei construir abrigo ou fazer fogueira, mas em certas ocasiões ter um facão iria ajudar a ver melhor o caminho e limpar a área de camping, ou fazer buracos.
Como sair andando é só colocar o tênis e ir, a preparação se restringia ao lanche, água (sem me preocupar com a purificação da mesma), uma jaqueta, um kit de primeiro socorros e um apito. Nada de cordas, purificadores de água, sinalizadores, cobertor de alumínio, faca, isqueiro etc.
Prática Segura? Nunca pensei nisso.
Felizmente os anos se passaram, fiquei mas ponderada e a coleta de informações ficou mais fácil.

Obviamente essas dicas não são minhas, não tenho experiência para isso, mas quero ter uma ferramenta boa, por isso, fiz meu dever de casa e quero repassar a todos como começar a escolher suas facas mateiras. 

Quando ler as dicas abaixo, lembre-se que você precisa cortar troncos para construir um abrigo ou acender uma fogueira, fazer pequenos entalhes, ou cortes de precisão para criar outros instrumentos úteis

O que se deve observar numa faca para sobrevivência:

1. LÂMINA:

  • Ser FIXA, isso quer dizer que uma lâmina fixa ao cabo é mais confiável e que ao fazer um trabalho mais pesado ela não vai ceder e te ferir.
  • Ser um MONOBLOCO, ou como você vai ouvir falar FULL TANG, isso quer dizer que a lâmina não acaba quando começa o cabo, na verdade o cabo vai envolver uma parte da peça. Existem modelos como a faca Mora que a peça de metal é tão boa, que ela afunila sua largura e chega até a metade do cabo e continua ser uma faca extremamente confiável para trabalhos pesados, por mais frágil que ela apareça.
  • Qualidade do Metal: esse item vale uma boa discussão, é um assunto muito rico que vale muitas observações. O aço é uma liga que contém principalmente ferro e carbono, mas outros elementos podem ser incorporados e a partir daí encontramos várias qualidades de aço para nossas lâminas, mas para o nosso caso, usa-se muito o Aço Inoxidável 440 C, ou o Aço Carbono 1095, 5160, 52100. Nas facas importadas se encontram os aços VG-10, AUS-8 e Sandvick 12 c 27. Com dureza na escala de Rockwell entre 56-60.
    • O que é a aço inoxidável?
      • A faca de aço inoxidável leva na sua composição cromo que aplicado na superfície confere uma camada que dificulta a oxidação da lâmina e facilita sua limpeza e conservação. O inox é uma ótima pedida para os que farão suas atividades com águas salgadas.
    • Você verá nos blogs e sites de cutelaria artesanal os seguintes termos:
      • Aço Damasco: cuteleiros mais experientes conseguem  misturar diferentes tipos de aço para conseguir um aço mais resistente e com características especiais.
      • Têmpera seletiva: é um tratamento térmico diferenciado no fio em relação ao dorso da faca. Assim, pode-se ter numa mesma lâmina um fio duro e um dorso mole que garantirá um corte preciso e um dorso capaz de absorver impacto evitando rachaduras e quebra da lâmina.
      • Uma questão muito curiosa é que os cuteleiros artesanais também reutilizam aços provenientes de peças de maquinário pesado, como molas de caminhão, serras de madeiras, lima etc.
  • Formato: Aqui entra muito o gosto pessoal, a que eu mais gosto tem o formato que chamam de Drop point ou formato de ponta de gota. Esse tipo de formato torna a faca robusta, mesmo que ela seja pequena, como nos canivetes, e de fácil manejo em lâminas um pouquinho maior, isso acontece porque ela vai formando uma pequena curva convexa até a ponta (no dorso), o que confere resistência na ponta e um maior área de corte. Ela não é indicada para perfurações, mas com pequenos ajustes personalizáveis isso pode ser atenuado como o falso fio no dorso junto à ponta.
  • Detalhes:
    •  Ranhuras no dorso: fica próximo a empunhadura (cabo) que propiciam mais firmeza ao polegar na hora que precisar colocar um pouco mais de força. Vi também o termo Filework, mas pelo que entendi são ranhuras por todo o dorso com apelo estético
    • Dorso plano e em ângulo reto: serve para ser um apoio para o polegar na hora de fazer trabalhos mais finos e superfície para riscar a pederneira.
    • Serrilhas: eu não gosto. Elas não são muito úteis para serrar tronco, nem rasgar tecidos, além disso diminuem á área de corte da lâmina lisa e assim você precisará gastar mais energia para um trabalho.
  • Fio: tem que vir com um bom fio de fábrica. Para saber se a faca está afiada corretamente basta ela cortar sem dificuldades, melhor ainda com o seu próprio peso, uma folha de papel.
  • Tamanho: entre 9 a 15cm  (estou falando só da lâmina). Esse tamanho é suficiente para cortar um pedaço de madeira e fazer entalhes com precisão. Além de ser mais fácil para carregar.
  • Espessura: entre 2,5 a 4mm. Isso fornece uma boa quantidade de aço para que a faca tenha um peso ótimo para trabalhos que exijam força. A faca tem que ser um pouquinho pesada.
  • Largura: eu gosto de até 6cm pelos motivos expostos acima.

2. EMPUNHADURA (cabo)

  • Ergonômica: você precisa sentir firmeza na pegada
  • Furo de artilho: um furo no final da cabo para passar um cordelete que se prende ao punho. Uma medida de segurança para não deixar a faca cair no chão
  • Pomo: de material resistente ou como continuação da lâmina para deferir golpes que sirvam para quebrar coco, castanhas, servir de martelo etc.
Algumas marcas indicadas por especialistas. Clique no nome para ser direcionado para o site com mais informações. 


Bushcraft Forest








Esee 3



Tramontina Commander


Ka-Bar BK2
Becker Campanion

Cold Steel SRK
SRK(SURVIVAL RESCUE KNIFE)


Para início é isso aí.

Principais fontes:
http://www.sbccutelaria.org.br/wiki/index.php?title=A%C3%A7os_para_Cutelaria

http://www.silveiraknives.net/site/content/view/3/11/lang,br/


Composição de alguns aços :

http://www.knifeco.ppg.br/acos.htm
http://www.spyderco.com/edge-u-cation/index.php?item=3

Bons exemplos de faca para bushcraft e sobrevivência

http://cutelariastein.blogspot.com.br/2012/05/review-e-teste-faca-guarani.html

http://www.cutelariaartesanal.com.br/vca/bushcraft/







quinta-feira, 21 de junho de 2012

Canivete multifunção

Ferramenta importantíssima o canivete deve ser um item obrigatório na mochila. Particularmente meu canivete multifunção está na minha bolsa junto com kit de emergência, inclusive já usei a chave de fenda para desmontar um armário, com a serra modifiquei um móvel que tinha no meu quarto, adaptei estante, cortei capa de fio, preparei comida, já abri várias latas de leite condensado, abri vinhos, entre outras coisas. Já usei muito, pois estava sempre ao meu alcance, sempre na bolsa e por todos esses anos ele ainda mantem seu fio, impecável. E somente hoje resolvi tratar ele melhor, lubrificando a engrenagem, limpando suas "entranhas" e assim que aprender vou afiá-lo.
Tenho um modelo Victorinox Camping que deve ser do ano 1998. Esse eu não largo e  nem empresto!



Testei esse tutorial para limpeza do canivete, só troquei o óleo por um de máquinas da Singer (tem que pingar muito pouco).


Existem muitos apaixonados por esse tipo de equipamento e por facas. Saber escolher uma boa marca é sinônimo de segurança no manuseio e eficácia no resultado. Um Victorinox é caro, mas é uma ferramenta para a vida toda, existem marcas nacionais que são bem conceituadas por aqueles que curtem cutelaria e com um preço bem mais acessível. As marcas que os fãs de cutelaria indicam: Zebu, Bianchi, Cimo e alguns indicam a Tramontina.
Para escolher um modelo você tem que decidir primeiro onde vai usá-lo, não compre por impulso, às vezes,  não se precisa de um canivete multifunção, mas sim de uma simples lâmina.

Uma curiosidade:
O termo "canivete suiço" é marca registrada da Victorinox AG e de sua subsidiária Wenger SA

Minha próxima ferramenta multifunção será uma Leatherman modelo juice Cs4, um modelo projetado em 2001, mas extremamente atual. Seu tamanho é de apenas 8,25 cm fechada e pesa apenas 156g. Olha que linda!

























E para fechar esse post indico uma leitura bacana sobre a origem do canivete suiço no blog Tocandira.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A opção da Bota de Segurança

Outro dia vi um review sobre botas para usar na Mata. O autor do vídeo analisou uma bota de segurança (epi) que visualmente se assemelha a essas botas de trekking que encontramos nas lojas de aventura.
Ele usa a tal bota há uns 8 anos e nunca o deixou na mão. Um dos argumentos usado é sobre os aspectos de segurança. A tal bota é destinada para ambientes que apresentam riscos de acidentes, seguem normas da ABNT e passaram pelo Inmetro, tem certificação de qualidade. Outro ponto a favor da bota era o preço, que atualmente fica em torno de R$ 100,00, muito mais barato do que vemos em lojas especializadas.
Além disso a bota se mostra muito confortável e resistente à água, em outro vídeo em resposta a esse primeiro, o  autor coloca que a numeração desse determinado fabricante é generosa, então, vale pedir até um número menor.
Assim que a minha bota da Timberland (o único ponto negativo que vejo nela é o solado que não é muito aderente), quiser aposentar vou testar uma dessas.

A numeração começa no 33. Esse aí parece ser o modelo novo, não é o mesmo que aparece no vídeo.
fonte: www.vichi.com.br/Nobuck/4048_VCEN_2400_LV.php

Segue os links:

Do video: http://www.youtube.com/watch?v=CY-pC_NwkoM
Da Especificação técnica: http://www.vichi.com.br/PDF/Nobuk%204048%20VCEN%202400%20LV.pdf

quinta-feira, 15 de março de 2012

Site muito interessante

Me registrei num fórum sobre bushcraft, ou arte mateira, uma atividade para utilizar dos recursos que o meio ambiente natural te oferece. É um resgate de técnicas que os bandeirantes, exploradores, índios, caboclos, peões, usavam para pescar, caçar por necessidade, se abrigar,etc. Ressurge como esporte.

Estou aprendendo muita coisa com eles, principalmente, a parte de sobrevivência e pescaria. Vale a pena ver os tutoriais e se gostar se registra e participe dos fórum. Fica a dica!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Mochilas

Não há nada mais debutante para a trekker do que comprar a primeira mochila para as caminhadas. Acho que a bota também entra nessa categoria, mas vamos ao que interessa, como escolher a mochila.

Você irá ouvir termos como ataque e cargueira, mas isso significa a capacidade da mochila.

As de ataque são mais leves, feitas para levarem equipamentos para um dia, geralmente chegam até 40L.
A minha primeira mochila foi de ataque, porque fazia somente trilhas de meio-dia, ela tinha, talvez, uma capacidade 15L. Usei muito nos tempos de faculdade e estágio, e acreditem eu a usei para trabalhar. Quando reparei que seu preto estava virando cinza, aposentei com muito dó no coração. Era uma Ferrino Walker 1, com barrigueira e acolcheamento nas alças do ombro e costas,  tinha uma formiguinha de emblema, gracinha e durou uns 10 anos de intenso uso do que posso afirmar. Depois que tomei gosto por essa vida andarilha, tive uma mochila cargueira da marca Kelty, 60L, que dura até hoje, desbotada, mas com todas as suas costuras e sem rasgo. Como nunca fui apegada, ela foi companheira de várias amigas e viajou por todo o mundo, acho que só não visitou Austrália e Japão
Minha Kelt em 2007
Não existe receita certa, mas alguns princípios podem ser considerados para escolher sua mochila:

1. Para que você quer a Mochila?

-Caminhada de meio-dia: Uma mochila de 18L pode ser suficiente, mas os adeptos do buscraft podem levar apenas uma bolsa a tira a colo (bornal), ou uma pochete com os equipamentos básicos. Há aqueles que gostam do estilo militar e usam um cinto com ou sem suspensórios em que acoplam cantil, faca, lanterna, kit de 1º socorros, kit de sobrevivência etc
                                                               

Também se observa alguns praticantes usando pochetes com capacidade 4,5L. Depende dos objetivos do trekker.

2. mercadolivre.com.br



-Caminhada de 1 dia com pernoite: considere uma mochila de uns 30L que tenham dispositivos capazes de prender um isolante térmico e barraca.
-Expedições de 3 dias ou mais: acima de 60L. Quase da metade do espaço será ocupado com mantimentos e depois o seu lixo.
Atualmente uso uma da Ferrino desenhada para mulheres com capacidade de 50L + 10L. Aprendi a levar pouco material e com essa mochila posso sair por até 7dias sem perrengues.
TRANSALP 50 LADY SS12TRANSALP 50 LADY SS12

Nessa foto não dá para ver muito bem, mas as alças são mais finas e seguem melhor o contorno dos ombros, colo e axila e assim não incomoda nos seios.

2. Compre uma mochila confortável, resistente, com vários compartimentos (organiza-se melhor o interior), e que se ajuste perfeitamente ao seu corpo. 

3. As mochilas mais modernas trazem um sistema de hidratação que acoplam uma mangueira a uma "bexiga" que irá próxima ao tronco dentro de um compartimento interno. Já experimentei esse modelo da Deuter e recomendo.
Acessórios de Aventura
http://www.deuter.com.br/show-acessorios-de-aventura

4.  Experimente várias mochilas e não só aquelas feitas para mulheres. Faça todos os ajustes necessários, ande pela loja com ela cheia e perceba se a mochila te permite uma certa liberdade de movimentos. Sente-se e levanta-se e veja se não te causa desequilíbrios. E siga a intuição quando diante daquele mundo de mochilas, dos mais variados formatos e cores alguma cintilar diante dos seus olhos, ela está te escolhendo.
Não se prenda a marcas, compre a que se encaixou a suas necessidades.

Para informações complementares:
http//www.trilhaserumos.com.br

Curiosidade para aquelas que gostam do estilo militar: O sistema MOLLE usado pelos militares americanos




terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Testando para crer

Algumas dicas colhidas na internet e devidamente testadas.

1. Bracelete com corda extra:  Testei um tutorial que mostrava a fazer uma pulseira de paracord.


Depois de ver colegas de selva usando esses braceletes fiquei super curiosa com suas funções, onde comprava, como se fazia e mesmo depois das explicações veio a necessidade de saber um pouco mais. 
Paracord  é uma corda com um volume reduzido e extremamente forte, que pode aguentar até 250kg, então, é super útil para ser parte do kit que levarás para a Mata. A pulseira, ou bracelete como irás encontrar pela net, é fácil de fazer. Fiz uma de cordelete de 2mm de 2m, que suporta até 70kg, para usar em trabalhos leves no acampamento. Essa técnica economiza muito espaço na mochila.


 Olha a minha pulseira!
 

Da onde eu aprendi a fazer:

P.S.: Indico muito o canal do Giutoniolo. Tem informação de qualidade.


2. Para facilitar a acender uma fogueira, ou fazer um chazinho rápido na caminhada, uma isca de algodão embebido em parafina. Super dica!


Eis o que fiz:


 

Da onde tirei:




Mulherada, mãos à obra!