Mais um post oriundo da minha viagem ao Monte Roraima, ainda sem a postagem da viagem em si, mas uma dica importante que queria já deixar publicada.
Tem alguns trilheiros, espero que sejam poucos, que não sabem o que fazer com o próprio lixo quando não vêem uma lixeira próxima, acham que a Natureza dará conta da reciclagem dos materiais descartados inapropriadamente.
Fiz um video mostrando uma área de camping com lixo comum e de como faço o manejo individual do lixo sanitário.
Deixo para leitura um link de um artigo muito interessante sobre os impactos de cagar no mato de forma errada e como manejar o número 2. Vale muito a leitura: http://www.extremos.com.br/noticias/121022_como_cagar_no_mato/
-No meu caso, estou de madame, o material pesado, de abrigo, cozinha e alimentação serão carregados por terceiros. Confesso que estou me sentindo menos autêntica com isso, com certo temor de atrapalhar a cultura indígena da Venezuela, sentindo como se estivesse explorando, assim como os escaladores do Monte Everest fazem com o povo Sherpa.
Porém, é renda e quem sabe uma possibilidade para garantir sustento digno para a família.
Com isso já tirei 2kg da barraca e uns 6kg de comida?! Eu calculo uma média de 700g de comida por dia. O que sobra é material pessoal.
A minha mochila é resistente, mas um pouquinho pesada. Vou economizar bastante na roupa, fiz um check list de acordo com a lista do guia. Vamos ver o resultado final.
Resultado final. Acho que tenho uma mochila de 12Kg.
O blog etá parado, mas eu não. Firme nas trilhas, me preparando para uma aventura maior que é subir o Monte Roraima ainda esse ano. O treinamento do trilheiro é a própria trilha.
No último final de semana de Janeiro fui conhecer finalmente a Trilha do Perigoso e da Praia do Meio em Barra de Guaratiba.
Essas duas praias fazem parte do conjunto de praias selvagens do Parque Estadual da Pedra Branca.
Agora não falarei delas, mas fiz um videozinho de 10 minutos mostrando o equipamento que usei e como eles ficaram depois de tomarem chuva.
Esses produtos vocês podem encontrar na Loja Bihai Adventure,se você mencionar que conhece o blog Mulheres na Mata ao comprar qualquer produto da loja ganha uma surpresa.
Todo mundo hoje sai com algum eletrônico no bolso, celular, camera, gps, sei-lá-mais-o-quê e para ficarem mais leve e durarem mais tempo esses aparelhos tem usados baterias recarregáveis ou invés de pilhas.
Às vezes o registro é tão intenso que a bateria é consumida rapidamente e para não lamentar o cessar de fotos, a solução são os power banks Atualmente, os camelôs cariocas têm oferecido esses bancos de bateria portáteis nas esquinas do centro da cidade. Fui no Saara (um grande mercado popular por aqui e comprei um para testar).
Na caixa diz que tem 5000mAh de armazenamento (0.o), Input: DC 5V-1000mA, Output DC 5.3V-1000mA(MAX), tamanho 22x24x96mm.
Review do gadget nesse video:
Minha conclusão: A qualidade é mediana, mas para emergência vale a pena.
Eu há muito tempo já deixei o miojão, essa é uma receita rápida, fácil e só pesa uns 700g na mochila. Indico para o primeiro dia de trekking.
Abra o video no YouTube para ter as medidas certas da receita.
Para continuar no embalo de 2013, acompanhei por mais uma vez o grupo Adventurers. Dessa vez o passeio foi a Trilha das Fortalezas, no Morro da Babilônia, com aproximadamente 2 Km de extensão, uns 200 m de altura e considerada de nível leve.
O Morro da Babilônia faz fronteira com Botafogo, Urca e Leme. Nesse morro encontramos a Comunidade do Babilônia/Chapéu Mangueira, pacificada em 1998. Essa trilha não é nova, mas devido à proximidade com uma área onde traficantes e ladrões se escondem, não é muito conhecida pelo público e temos relato de assalto, mas nada que tire o brilho dela.
Também encontramos uma casamata usada na Segunda Guerra Mundial, o Metro guardou por lá explosivos na época de suas obras em Copacabana, e nós passamos por esse Paiol.
O mais interessante nessa trilha é observar cartões postais do Rio por ângulos totalmente diferente.
São vários mirantes:
1. Mirante de Copacabana
2. Mirante Rio Sul
3. Mirante do Telégrafo
4. Pedra do Urubu
Eu fiz a trilha começando pela Vila Militar, mas também é possível contratar guias da Coop Babilônia para fazer o percurso, ótima alternativa, deixo aqui o relato de uma amiga blogueira que já fez essa trilha com eles e teve uma ótima experiência, confere lá no Ziga da Zuca o que estou falando.
E aqui outro relato com fotos bem bacanas e orientações de como fazê-la.
Veja o resumão em vídeo:
DICA: Visite a fanpage do grupo Adventurers no Facebook, siga a agenda de passeios, aproveite, porque ainda é de graça.
Eu já dei a dica do Fórum Bushcraftbr, um local de ótimas trocas de informações sobre mato e numa recente brincadeira entre seus membros, um deles ganhou o fogareiro desse pequeno post.
Passeando no supermercado, na secção de churrasco, encontrei um e não hesitei em levar. E após minha última trilha, resolvi testar.
Fiz a trilha do Bico do Papagaio, de intensidade pesada, e sabia que chegaria um tanto exausta no final do percurso.
Aprendi que um cafezinho é um ótimo restaurador de ânimo e ali seria o momento para testar esse pequenino.
Detalhes Técnicos:
O fabricante não menciona em qual metal o produto é feito, mas ele se parece com aquelas latinhas de tinta.
Ele é composto de três partes, uma tampa, suporte e recipiente ventilado. A tampa dá mais estabilidade ao conjunto e seria um regulador da chama também.
Acompanha três pastilhas de álcool sólido de 19 g.
Dimensões: 8,5 cm de diâmetro x 5,5 cm de altura.
Acompanha manual.
Uma pastilha leva 3,5 min para ferver 300 ml de água e a fervura se mantem por mais 8 min, segundo o fabricante. A minha caneca com uns 150 ml de água esquentou a água em 2,5 min, mas em 6 a pastilha havia acabado. Vale comentar que não usei a tampa e ventava forte no local.
O fabricante diz que:
1 pastilha queima por 9 min
2 pastilhas queimam por 15 min
3 pastilhas queiman por 25min
Com essas informações dá até para fazer uma refeição de preparo rápido (a ser testado).
Esse é um vídeo em que falo brevemente sobre o meu vestuário e acessórios no Pantanal. Os índios andavam nus por lá, mas nós não temos a mesma resistência.
Eu tive o dilema da calça comprida, fui numa época quente, sol forte o que pedia uma bermuda, só que aprendi que conforto vem em segundo quando se fala em ambiente natural.
A calça preferida para os passeios foi a Bihai Extreme, calça de tecido rip stop, com tramas de poliester e algodão, com seis bolsos que são extremamente úteis. O tecido da calça é o mesmo das calças militares, então, é bastante resistente.
E usei uma blusa de poliamida, de mangas longas, muito usada por pescadores para proteger do sol e assim evitar ficar passando protetor solar periodicamente. O fator de proteção UV da camisa é 50+.
Botas sempre.
Chapéu de abas grandes.
Óculos escuros.
Prefira os com lente polarizadas porque essas lentes aumentam o contraste das cores ao mesmo tempo que diminuem o reflexo da luz, em campo aberto faz muita diferença.
Binóculos
Fiz uma breve pesquisa e resolvi seguir as dicas de um site sobre Ornitologia e deu super certo. Precisava de algo pequeno, mas que atendesse as necessidades. Comprei um Tasco, uma marca do grupo Victorinox. Pensei, se o canivete é bom, provavelmente o binóculo dará conta do recado, e deu.
Repelente Extrême, já comentado em outro post.
Apesar de toda a especulação imobiliária, serviços inflacionados, políticos bandidos, o Rio de Janeiro é uma cidade fantástica.
Conheci por intermédios de amigas um grupo que faz as trilhas pela cidade, Projeto Descobrindo os Cantos do Rio, não apenas as mais conhecidas, mas aquelas que estão abrindo conforme o avanço das UPPs, ou aquelas que simplesmente não são divulgadas.
Essa minha primeira excursão com eles foi a Travessia Paineiras x Vista Chinesa, via Morro do Queimado, uma trilha que o Parque Nacional da Tijuca não divulga (?).
O grupo Adventurers é muito organizado. Existe uma pequena explicação sobre a trilha no ínicio da caminhada, os organizadores levam kit de primeiros socorros, água e alimentação para os desavisados. Para quem gosta de história a Rosely conhece bastante sobre o Parque.
Trilha moderada.
Uma pausa antes de continuar sobre os posts de Bonito/Pantanal.
Não ir ao campo não é opção para mim, então precisava de algo eficiente contra os carrapatos, meus piores vilões.Veja esse post sobre a Travessia Lapinha x Tabuleiro.
Depois de maus momentos com carrapatos, dessa vez eu utilizei de um repelente mais forte. O Exposis Extreme está recomendado por vários aventureiros e mateiros e seria o único a repelir os carrapatos. Funcionou muito bem. E agora não sairá mais da mochila. Recomendo muito. O vendedor não me apontou diferença entre o extrême e o spray, o que mudaria era a forma de aplicação.
Inspiração. Arte e esporte nos fazem sentir inspirados!
Se vc tira as máscaras quem é que surge de verdade?
Há uns 10 dias conheci a história de uma moça que percorrerá 6 países da América do Sul com sua bike numa viagem solo.
Eu, depois de tanto tempo, fiz minha primeira aventura sozinha.
E ontem vi uma peça "Parem de falar mal da rotina" que através do humor e poesia dá uma sacudida lá no íntimo e nos manda olhar direto para o coração e escancarar qual é a verdade que nos falta para sermos felizes. Não é peça auto-ajuda, mas um momento de lazer inteligente e inspirador.
Isso não é coincidência, é sincronicidade. Então, se a vida está chamando para um novo caminho, irei percorrê-lo. Isso é saber reconhecer Deus conversando diretamente com você. E Deus para mim é fonte de amor - independente de religião, não sou católica, nem evangélica, nem umbandista, nem budista, nem wicca, sou espiritualista, só para deixar claro.
Não é me lançar em viagens solos, mas naquilo que realmente me faz feliz, sair para o mato, se ninguém quiser me acompanhar, irei comigo, mas os amigos são sempre bem-vindos, já que mesmo o andarilho Christopher McCandless, disse " A felicidade só real quando compartilhada".
Observação: vc o conhece do filme Na Natureza Selvagem (Into the Wild - 2007) cuja trilha sonora é tema de vários filmes no YT, quando o assunto é aventura solitária.
Então, o foco agora está mais claro: Um final de semana por mês estarei saindo para o mato, montanha, mar, deserto, quem sabe não começo um projeto de andar pelas 10 maiores montanhas do Brasil, ou de cada estado, e quem sabe fazer percursos internacionais.
Ficarei atenta às conversas com Deus e caminharei pela minha felicidade.
E todo o projeto precisa de certos recursos financeiros. Tenho parceria com uma amiga em uma loja virtual de material esportivo, o lance é simples, já que muitas vezes fazemos pequenos pedidos com os distribuidores para atender a demanda de amigos montanhistas, que não tem tempo de ir às compras, então, aquilo que não estiver no site, mas gostaria de ter, nos envie por email, através da página de contato da loja que a gente tenta dar um jeito.
Estou indo para a mesorregião das Baixadas, na Bacia de São João, numa área que foi povoada pelos índios Guarulhos e posteriormente por imigrantes suíços e alemães, do município de Silva Jardim, mas que um dia foi Capivary, parto para um povoado chamado Aldeia Velha, as margens da BR-101.
Região de Mata Atlântica, com programas para a preservação do Mico-Leão-Dourado e de promoção de RPPN´s para criação de formas desenvolvimento sustentável e alternativas .
Vou preparada para o frio, umidade e chuva nessa primeira viagem solo. Extreme survival skills!
Meu destino é a Reserva Bom Retiro, uma RPPN desde 1993 com atividades de pesquisa científica, educação ambiental e ecoturismo. Eles oferecem vários tipos de hospedagem, mas pretendo ficar no estilo mais roots dentro da minha barraquinha ou rede. Se não aguentar o frio, e tiver espaço, me mudo para o alojamento.
Para chegar lá sairei do Rio às 5:30, (pela autoviação 1001), sairei antes do sol para ver se evito engarrafamento, já que no Rio acontece a Jornada Mundial da Juventude sendo Quinta e Sexta feriados. Quase um Carnaval!
Para chegar lá de ônibus, a melhor opção foi comprar passagem para Casimiro de Abreu, município limítrofe de Silva Jardim, a chegada está prevista para às 7:30. De Casimiro de Abreu pego outro busão ou van para Aldeia Velha, às 9h. Teria opções de outros horários saindo do Rio, mas para ter uma folga de um possível atraso, optei por esperar.
Não tenho roteiro definido, quero chegar e acampar. Se puder visito as principais atrações do lugar como 7 Quedas na Fazenda Shangri-lá ou Cachoeira Andorinhas, mas a própria RPPN tem um circuito e atrações para visitar.
Quero praticar nós e amarras, usar meu recém-feito Gasificador de Madeira que fiz através do tutorial do video abaixo, cavalgar, pescar (?) e sei lá mas o quê...
Espero que tudo ocorra conforme o planejado. Até a volta!
Todo hobby tem seus objetos de desejo que você compra um básico e logo depois quer outro mais incrementado, eu estou assim com canivetes, facas e itens de cozinha. Eu sempre usei um canivete, depois comprei um facão e hoje tenho algumas facas. Aprendi sobre diferenças de corte, formato de lâmina e sei que ter um canivete ou faca faz muita diferença na hora da necessidade.
Pois bem, todos os equipamentos têm sua manutenção, com as lâminas não é diferente, depois de usar você precisa limpar para tirar os resíduos e restabelecer o corte do fio se for preciso. Para me ajudar nessa última tarefa fiz um suporte de madeira para a pedra de afiar. Para saber as medidas das peças um pouco de matemática: finalmente usei as Leis dos Senos e Cossenos, Teorema de Pitágoras e Trigonometria (brincadeira, foi tudo no olho) , e com certeza um transferidor para saber se tudo ficou realmente no ângulo que deveria ficar.
Como aprendi no fórum Bushcraftbr um fio feito a 10° e depois terminado com um microfio a 20° permitem uma lâmina com boa capacidade de corte e manutenção do fio por mais tempo. Para ter mais precisão ao deslizar a lâmina da pedra resolvi criar esse suporte, já que a pedra fica na angulação que preciso e deslizando a lâmina numa posição reta em relação a pedra obtenho o fio necessário. No vídeo abaixo mostro o processo.
Esse não é o primeiro nó que aprendemos, na verdade ele nem foi mencionado no curso de sobrevivência, mas eu achei que seria uma boa ilustração para uma das funções do meu chaveiro-mosquetão de paracord.
Na loja Bihai Adventure você encontra esse chaveiro-mosquetão.
Para ver o esquema que me fez entender o nó segue o link: http://www.lisbrasil.com/pagina/volta-da-moringa
Achei um vídeo muito bom no canal GuiadoSobrevivente no YT que falava em como desidratar carne no forno para armazená-la sem refrigeração.
Ok. Foram 800g de carne temperadas com 2 dentes de alho, 1 folha de louro, 1 grão de pimenta, sal e açúcar e 65min no forno com a temperatura de aproximadamente 100°C. Tempo de conservação no saco à vácuo 2 anos.
Quando vi esse vídeo, pensei: "Essa seria a minha solução para levar carne para o trekking de forma leve e prática". Mas não é.
Primeiro meu forno aquece no mínimo a 180°C, mesmo deixando a porta aberta eu não sei se lá dentro está a 100°C. Pelo tempo que precisou para ficar seco e crocante, foram muito mais que 65min.
Peguei como referência outros videos gringos mostrando receitas diferentes, e fiz a minha. Acho que o importante no processo são temperos que tenham propriedades conservativas e a desidratação.
Essa terceira vez eu documentei.
Deixei as carnes de boi e frango marinando por 24h na geladeira, o tempeiro ficou muito bom. Ao coloca-los na grelha antes sequei com papel toalha o suco e os deixei mais secos para agilizar o processo. A desidratação deu certo, os bifinhos ficaram crocantes.
Porém, errei feio na hora do armazenamento, porque em duas semanas meus bifinhos estragaram e imaginava que sem estar à vácuo poderiam durar pelo menos 1 mês. Eu separei ele em três recipientes. Algo não ocorreu como deveria.
O primeiro recipiente é saco plástico para comida que ficou dentro da despensa. O saco furou e a comida foi invadida por formigas. Os outros dois recipientes foram potes de vidros cobertos com uma película plástica, um pote foi para a geladeira e outro para o armário. Os dois começaram a estragar em 10dias. O que estava na geladeira chegou a estufar a película e um odor azedo surgiu, o outro não.
A segunda vez que fiz esses bifes os levei para o camping, e eles duraram por 4 dias e fiz do mesmo jeito, não sei o que posso ter feito errado, acho que foram meus recipientes que estavam contaminados e estragaram antecipadamente minha comida, mas valeu a lição e com certeza tentarei de novo porque esses bifinhos ficam uma delícia.
Nos dias 25 a 27 de Outubro de 2012 acontece no Odeon Petrobras na Cinelândia a Mostra de Filmes de Montanha, na verdade filmes de aventura.
São vários curtas que a princípio parecem muito interessantes. E atividades paralelas como exposição fotográfica, lançamento de livro e documentário sobre 3 grandes alpinistas.
Horário: 19h e 21h
Ingresso: 24,00 inteira; 12,00 meia e passaporte de 80,00 que dá direito a 5 sessões
Fiz um vídeo das minhas impressões e experiências desse item.
Depois que se aprende um pouco sobre cutelaria, os canivetes que as lojas de aventura oferecem têm padrões mínimos de qualidade por preços elevados, é claro que existem exceções, mas quando se entra em sites estrangeiros as facas e canivetes aparecem com um preço justo e a balança é desfavorável para o consumidor brasileiro. Provavelmente, a cutelaria nacional não está mais resistindo a força da indústria chinesa e fica mais em conta importá-las. Só que todos sabem que a China não tem uma política severa contra a pirataria, então, percebe-se algumas cópias de modelos no mercado.
Bom, esse negócio de falar em público é difícil, por isso, o filme está mediano para ruim, mas como aprendemos com os erros decidi postar assim mesmo.
Atenção as próximas dicas são para escolhas de facas para bushcraft e sobrevivência na mata.
Lá em Janeiro de 2012 depois do curso do CSAH percebi que era um erro fazer as trilhas apenas com meu canivete suiço. Tudo bem que nunca precisei de algo a mais, nunca precisei construir abrigo ou fazer fogueira, mas em certas ocasiões ter um facão iria ajudar a ver melhor o caminho e limpar a área de camping, ou fazer buracos.
Como sair andando é só colocar o tênis e ir, a preparação se restringia ao lanche, água (sem me preocupar com a purificação da mesma), uma jaqueta, um kit de primeiro socorros e um apito. Nada de cordas, purificadores de água, sinalizadores, cobertor de alumínio, faca, isqueiro etc.
Prática Segura? Nunca pensei nisso.
Felizmente os anos se passaram, fiquei mas ponderada e a coleta de informações ficou mais fácil.
Obviamente essas dicas não são minhas, não tenho experiência para isso, mas quero ter uma ferramenta boa, por isso, fiz meu dever de casa e quero repassar a todos como começar a escolher suas facas mateiras. Quando ler as dicas abaixo, lembre-se que você precisa cortar troncos para construir um abrigo ou acender uma fogueira, fazer pequenos entalhes, ou cortes de precisão para criar outros instrumentos úteis
O que se deve observar numa faca para sobrevivência:
1. LÂMINA:
Ser FIXA, isso quer dizer que
uma lâmina fixa ao cabo é mais confiável e que ao fazer um trabalho mais
pesado ela não vai ceder e te ferir.
Ser um MONOBLOCO, ou como
você vai ouvir falar FULL TANG, isso quer dizer que a lâmina não acaba
quando começa o cabo, na verdade o cabo vai envolver uma parte da peça.
Existem modelos como a faca Mora que a peça de metal é tão boa, que ela
afunila sua largura e chega até a metade do cabo e continua ser uma faca
extremamente confiável para trabalhos pesados, por mais frágil que ela
apareça.
Qualidade do Metal: esse item vale uma boa
discussão, é um assunto muito rico que vale muitas observações. O aço é
uma liga que contém principalmente ferro e carbono, mas outros elementos podem
ser incorporados e a partir daí encontramos várias qualidades de aço para
nossas lâminas, mas para o nosso caso, usa-se muito o Aço Inoxidável 440 C, ou o Aço Carbono
1095, 5160, 52100. Nas facas importadas se encontram os aços VG-10,
AUS-8 e Sandvick 12 c 27. Com dureza na escala de Rockwell entre
56-60.
O que é a aço inoxidável?
A faca de aço inoxidável leva na sua composição
cromo que aplicado na superfície confere uma camada que dificulta a
oxidação da lâmina e facilita sua limpeza e conservação. O inox é uma
ótima pedida para os que farão suas atividades com águas salgadas.
Você verá nos blogs e sites de cutelaria
artesanal os seguintes termos:
Aço Damasco: cuteleiros mais experientes
conseguem misturar diferentes
tipos de aço para conseguir um aço mais resistente e com características
especiais.
Têmpera seletiva: é um tratamento térmico
diferenciado no fio em relação ao dorso da faca. Assim, pode-se ter numa
mesma lâmina um fio duro e um dorso mole
que garantirá um corte preciso e um dorso capaz de absorver impacto
evitando rachaduras e quebra da lâmina.
Uma questão muito curiosa é que os cuteleiros
artesanais também reutilizam aços provenientes de peças de maquinário
pesado, como molas de caminhão, serras de madeiras, lima etc.
Formato: Aqui entra muito o gosto pessoal, a que
eu mais gosto tem o formato que chamam de Drop point ou formato de ponta
de gota. Esse tipo de formato torna a
faca robusta, mesmo que ela seja pequena, como nos canivetes, e de fácil
manejo em lâminas um pouquinho maior, isso acontece porque ela vai
formando uma pequena curva convexa até a ponta (no dorso), o que confere
resistência na ponta e um maior área de corte. Ela não é indicada para
perfurações, mas com pequenos ajustes personalizáveis isso pode ser
atenuado como o falso fio no dorso junto à ponta.
Detalhes:
Ranhuras no dorso: fica próximo a
empunhadura (cabo) que propiciam mais firmeza ao polegar na hora que
precisar colocar um pouco mais de força. Vi também o termo Filework, mas pelo que entendi são ranhuras por todo o dorso com apelo estético
Dorso plano e em ângulo reto: serve para ser um apoio para o polegar na hora de fazer trabalhos mais finos e superfície para riscar a pederneira.
Serrilhas: eu não gosto. Elas não são muito
úteis para serrar tronco, nem rasgar tecidos, além disso diminuem á área
de corte da lâmina lisa e assim você precisará gastar mais energia para
um trabalho.
Fio: tem que vir com um bom fio de fábrica. Para
saber se a faca está afiada corretamente basta ela cortar sem
dificuldades, melhor ainda com o seu próprio peso, uma folha de papel.
Tamanho:entre 9 a 15cm (estou falando só da lâmina). Esse
tamanho é suficiente para cortar um pedaço de madeira e fazer entalhes com
precisão. Além de ser mais fácil para carregar.
Espessura: entre 2,5 a 4mm. Isso fornece
uma boa quantidade de aço para que a faca tenha um peso ótimo para
trabalhos que exijam força. A faca tem que ser um pouquinho pesada.
Largura: eu gosto de até 6cm pelos motivos
expostos acima.
2. EMPUNHADURA (cabo)
Ergonômica: você precisa sentir firmeza na pegada
Furo de artilho: um furo no final da cabo para passar um cordelete que se prende ao punho. Uma medida de segurança para não deixar a faca cair no chão
Pomo: de material resistente ou como continuação da lâmina para deferir golpes que sirvam para quebrar coco, castanhas, servir de martelo etc.
Algumas marcas indicadas por especialistas. Clique no nome para ser direcionado para o site com mais informações.
Outro dia vi um review sobre botas para usar na Mata. O autor do vídeo analisou uma bota de segurança (epi) que visualmente se assemelha a essas botas de trekking que encontramos nas lojas de aventura.
Ele usa a tal bota há uns 8 anos e nunca o deixou na mão. Um dos argumentos usado é sobre os aspectos de segurança. A tal bota é destinada para ambientes que apresentam riscos de acidentes, seguem normas da ABNT e passaram pelo Inmetro, tem certificação de qualidade. Outro ponto a favor da bota era o preço, que atualmente fica em torno de R$ 100,00, muito mais barato do que vemos em lojas especializadas.
Além disso a bota se mostra muito confortável e resistente à água, em outro vídeo em resposta a esse primeiro, o autor coloca que a numeração desse determinado fabricante é generosa, então, vale pedir até um número menor.
Assim que a minha bota da Timberland (o único ponto negativo que vejo nela é o solado que não é muito aderente), quiser aposentar vou testar uma dessas.
A numeração começa no 33. Esse aí parece ser o modelo novo, não é o mesmo que aparece no vídeo.
fonte: www.vichi.com.br/Nobuck/4048_VCEN_2400_LV.php