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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Manual de Primeiros Socorros

Demorei, mas não falhei em postar sobre atendimento de emergência. Segue uma Apostila da Fio Cruz atualizada sobre os procedimentos que todos os trilheiros conscientes deveriam conhecer.
Leia, estude e pratique. É fato que os primeiros socorros diminuem as taxas de mortalidade e lesões graves se bem executados.



domingo, 10 de agosto de 2014

Curso de Resgate em Situações Adversas - Cruz Vermelha

Mais uma experiência de tirar o fôlego! Privação de sono, conforto, fome, sede e nível de alerta máximo, mas como diria um companheiro do curso: "Muito feliz, faria tudo de novo"!

O Curso de Resgate instrui sobre sobrevivência, primeiros socorros, rapel, orientação, gestão de estresse (muito interessante), busca e salvamento, nós e amarras. Infelizmente o rapel não pode ser mostrado devido às condições climáticas.
http://www.cruzvermelharj.org/products/curso-de-resgate-em-situa%C3%A7%C3%B5es-adversas1/
A parte teórica foi muito bem fundamentada e parte prática bem executada.


Levei câmera, mas não dava tempo para registrar, percebi uma fotógrafa entre a equipe de apoio e deixei o trabalho para quem entende.
O curso exige algum preparo físico, além de leve privação de sono (que não deixa seu corpo descansar), vez ou outra carregamos vítimas com pelo menos 80Kg, exploramos o terreno a  procura de lenha, montamos abrigos em lugares desconfortáveis, subimos e descemos morros para cumprir a prova de orientação. Foi puxado!
Para começar fizemos pernoite na própria Cruz Vermelha e não sabíamos ao certo a que horas iríamos sair. Digamos que fomos acordados por instrutores animados!
Uma das muitas formações que íríamos fazer

Chegada no local das simulações
Não posso contar aqui tudo o que aconteceu e como, se não tiro o elemento surpresa de como acontecia as nossas simulações, mas em todas a adrenalina saía pela pele.


Porém, no Curso da Cruz Vermelha, tínhamos uma psicóloga à disposição e nossos limites eram testados frequentemente. No fim do curso ainda houve um tempo para a turma expor quais eram os fatores de estresse que mais afetaram nosso desempenho.
O fator emocional mina muito, então, ficou muito claro que devemos manter nosso corpo saudável, pq é menos um item para se preocupar numa situação de emergência. Outro fator que diminui bastante o estresse é conhecimento. Eu sei fazer nós e amarras, mas quando o tempo não está a seu favor, um nó simples não sai, lição aprendida: informação só vira conhecimento se colocado em prática, então pratiquemos nossas técnicas.
E quando todo mundo passa perrengue junto, a união é forte, um bom grupo saiu de lá.



Mas a volta foi assim para todo mundo...






sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

10 dicas de Segurança na Trilha


Para quem pratica esportes que o desafio e limite extremos são componentes da atividade a segurança deve ser sempre checada e rechecada.
Acidentes acontecem pelos seguintes eventos: negligência, imprudência e imperícia.


A saber:

  • Negligência é desleixo, desatenção, inobservância ou omissão no que deve ser feito.
  • Imprudência é falta de cautela, de observar o mal que pode acontecer e saber o que fazer para evitá-lo.
  • Imperícia é a falta de técnica para uma atividade.

Assim, os preparativos para um trekking incluem  além dos itens de segurança o auto conhecimento.

1. Antes da atividade saiba como está a sua saúde, faça check-up médico.


2. Esteja em dia com seu condicionamento físico. O trekking é sobre a caminhada e não sobre o destino. Se vc não estiver com a musculatura saudável, o risco de lesões é maior, as entorses, por exemplo, podem acabar com o passeio.

3. Conheça e respeite seus limites técnicos. Se vc ainda não sabe manusear um GPS ou uma bússola não se aventure em lugares que não conheça. Na verdade é sempre prudente andar com guias locais. 


4. Caminhada também exige equipamentos de proteção individual, exemplos: perneira, bota ou tênis, apito, boné, anorak... O equipamento depende da atividade e do lugar.


5. Sempre avise onde você vai, quantos dias pretende ficar e com quem vai. Se você tiver um rádio, leve um e deixe outro na base, se vc tiver problemas poderá acionar alguém rapidamente. Na falta, o celular pode até funcionar, mas não é garantido.

6. Tenha um kit de sobrevivência junto ao seu corpo, ele será um equipamento sobressalente se por acaso o seu principal falhar. 

7. Saiba primeiros socorros básicos. A intervenção simples, mas imediata pode salvar vidas.

8. Saiba a previsão do tempo e evite sair na chuva. Lugares com cachoeira e rios podem imundar imediatamente e vc correrá risco de vida.

9. Carregue lanternas, mesmo que faça a trilha pela manhã, e leve baterias extras.

10. Esteja alerta, não use drogas, a paisagem e as endorfinas internas já te levarão ao êxtase.



Curtam sempre a trilha com segurança!

Obrigada pela visita ao blog e até o ano de 2013!
Feliz Ano Novo!






segunda-feira, 12 de março de 2012

Desidratação



Depois das lesões traumáticas e picadas de insetos devemos estar atentos a desidratação nas nossas andanças e atividades esportivas na Mata.

Como disse anteriormente a Mata Atlântica é um lugar quente e úmido e estaremos em atividade física de moderada a forte intensidade, o que aumenta a nossa transpiração e torna a ingestão de líquidos  imprescindível. Sem água nosso organismo que se compõe basicamente da mesma começa a falhar.

Veja o percentual médio de água corporal total: (fonte: Instituto de Hidratação e Saúde)
  • Crianças:
    • até 6 meses: 74%
    • 6 meses a 1 ano: 60%
    • 1 ano a 12 anos: 60%
  • Mulheres
    • 12 a 18 anos: 56%
    • 19 a 50 anos: 50%
    •  acima de 50 anos: 47%
  • Homens
    • 12 a 18 anos: 59%
    • 19 a 50 anos: 59%
    • acima de 50 anos: 56%
Quanto maior a gordura, menos água nos tecidos a pessoa tem. Então, se você tiver um índice de massa corporal alto, antes de começar a atividade beba alguns copos de água e mantenha sua garrafinha perto durante o esforço.
Saiba também que sem a água o metabolismo não ocorre, ela está se deslocando ativamente entre as células e o sangue com ajuda dos eletrólitos (sais minerais, como Sódio e Potássio).
Sem água o sistema cardiovascular,  a regulação da temperatura do corpo e a nutrição dos músculos ficam prejudicados e corpo começa a falhar.
Quanto mais rápido for o seu metabolismo mais água você precisa, se no grupo de caminhada houver crianças, ofereça sempre água porque elas precisam de muito mais do que os adultos,
Uma diminuição de 1 a 2% no volume de água no sangue já provoca um estrago para o coração que precisa bater mais rápido para compensar essa perda e levar a mesma quantidade de sangue para os tecidos mesmo que o volume esteja menor.

O que pode causar desidratação:

  •  Febre
  • Exposição ao calor
  • Esforço Físico
  • Vômitos
  • Diarréias
  •  Ferimentos extensos na pele (ex.: extensas queimaduras
  • Incapacidade de ingerir líquidos (quando a pessoa está inconsciente por muito tempo)


Como identificar sintomas de desidratação:
As causas mais comuns de desidratação (sudorese excessiva, vômito e diarréia) provocam uma perda de eletrólitos (especialmente o sódio e o potássio), além da água. Por essa razão, a desidratação freqüentemente é acompanhada por uma deficiência de eletrólitos. Quando existe uma deficiência de eletrólitos, a água não se desloca tão rapidamente do grande reservatório intracelular para a corrente sangüínea. Conseqüentemente, o volume de água circulante no sangue é ainda menor. A pressão arterial pode cair, causando tontura ou a sensação de perda iminente da consciência, sobretudo quando o indivíduo coloca-se em pé (hipotensão ortostática). Se a perda de água e de eletrólitos persistir, a pressão arterial pode cair a níveis perigosos e provocar choque com lesões graves de muitos órgãos internos (rins, fígado e cérebro).

  • Aumento da sede 
  • Lábios e língua secos e inchados
  • Olho fundo
  • Fraqueza
  • Tontura
  • Confusão Mental
  • Lentidão 
  • Desmaios
  • Suor em excesso e depois de um período incapacidade de suar
  • Pouca urina  e com cheiro forte, amarelada ou alaranjada
  • Respiração acelerada
  • Febre
  • Pressão baixa
A sede é o primeiro sinal de que o corpo está precisando de mais água, então, obedeça. Lembre-se que procurar água é um dos principais itens da sobrevivência.


Tratamento

  • Beber pequenos goles de sucos, caldos, bebidas desportivas, água pura
  •  Refrescar o corpo, procurar uma sombra.
  • Pode até comer um pouquinho de sal
  • Em caso de vômito e diarréia usa-se o Soro Caseiro, 
Em caso de diarréia e vômito acrescentar a ingestão  de soro, Os Centros de Saúde fornecem pacotinhos de soro, que são os mais indicados. Eles contêm os Sais para Reidratação Oral (SRO). Na falta do SRO, pode-se optar pelo soro caseiro.
O preparo do soro caseiro é simples: basta colocar, em um litro de água filtrada, 40 gramas de açúcar (duas colheres das de sopa cheia ou 12 tampinhas de refrigerante) e 3,5 gramas de sal de cozinha (uma tampinha de refrigerante). Misture bem. 
Deve-se oferecer em média 50 mL de soro por quilo do paciente, que deve ser ingerida em duas horas e meia, e acrescentar 10 mL de soro por quilo, após cada evacuação líquida ou vômito. Ofereça à criança a cada meia hora. Se os sintomas não cederem procure orientação médica. 
A cor amarelada da água é tanino. Chapada Diamantina


Fontes: