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terça-feira, 24 de maio de 2016

Lixo na trilha: não!

Mais um post oriundo da minha viagem ao Monte Roraima, ainda sem a postagem da viagem em si, mas uma dica importante que queria já deixar publicada.

Tem alguns trilheiros, espero que sejam  poucos, que não sabem o que fazer com o próprio lixo quando não vêem uma lixeira próxima, acham que a Natureza dará conta da reciclagem dos materiais descartados inapropriadamente.

Fiz um video mostrando uma área de camping com lixo comum e de como faço o manejo individual do lixo sanitário.



Deixo para leitura um link de um artigo muito interessante sobre os impactos de cagar no mato de forma errada e como manejar o número 2. Vale muito a leitura: http://www.extremos.com.br/noticias/121022_como_cagar_no_mato/


quinta-feira, 10 de março de 2016

Desapega-se para ficar mais leve, acho que não.

" Você carrega seu conforto nas costas".

E aí?! Qual vai ser?

-No meu caso, estou de madame, o material pesado, de abrigo, cozinha e alimentação serão carregados por terceiros. Confesso que estou me sentindo menos autêntica com isso, com certo temor de atrapalhar a cultura indígena da Venezuela, sentindo como se estivesse explorando, assim como os escaladores do Monte Everest fazem com o povo Sherpa.
Porém, é renda e quem sabe uma possibilidade para garantir sustento digno para a família.
Com isso já tirei 2kg da barraca e uns 6kg de comida?! Eu calculo uma média de 700g de comida por dia. O que sobra é material pessoal.
A minha mochila é resistente, mas um pouquinho pesada. Vou economizar bastante na roupa, fiz um check list de acordo com a lista do guia. Vamos ver o resultado final.



Resultado final. Acho que tenho uma mochila de 12Kg.




terça-feira, 8 de março de 2016

Friozinho na barriga - Preparativos para o Monte Roraima

Sabe quando você é bem claro quanto as coisas que gosta de fazer? É fácil para as pessoas te agradarem, elas sabem onde procurar presente no dia do seu aniversário, sabe o que te agrada ser compartilhado na sua timeline, enfim, num desses desabafos no Facebook de como gosto de fazer uma trilha, uma colega de trekking me fez um convite especial. Me chamou para fazer o Monte Roraima!!!!

Não sei qual é a fonte original dessa foto.
Isso foi em Janeiro e a viagem está marcada para a segunda quinzena de março de 2016. A passagem foi comprada no mesmo dia do convite. Monte Roraima é um dos trekkings que sonho fazer desde sempre. São 8 dias isolados. A quilometragem não é tão longa, são aproximadamente 40Km, 2000m para subir, o Monte tem 2800m de altura aproximadamente.

Mais uma imagem que não sei a fonte.

Minha pesquisa inicial envolveu visitar os sites das agências de turismo para ter uma ideia de como é organizada uma expedição.

Exemplo de expedição. Se pode fazer a expedição em várias formatações, meu grupo estava disposto a fazer 8 dias. Esse é um roteiro legal que peguei inspiração para comentar com o grupo
ROTEIRO SIMPLIFICADO 
1º dia: Cidade de origem / B. Vista
2º dia: B. Vista – reunião pela parte da manhã. Tarde livre para o grupo socializar, com opção de passeios pela tarde. Noite livre.
3º dia: Início da viagem de B. Vista – Fronteira – S. Elena – Paraitepuy e início do trekking para dormir às margens do rio Tek.
4º dia: Trekking do rio Tek até a base do Mt Roraima.
5º dia: Caminhada de subida da base para o topo do Mt Roraima – primeira noite no topo.
6º dia: Caminhada no topo para visitar Pedra Maverick, Piscinas Jacuzzi, La Ventana e Salto Catedral. Segunda noite no topo.
7º dia: Caminhada no topo, visitando o Vale dos Cristais / Ponto Triplo / El Foso – terceira noite no topo.8º dia: Inicio da volta, iniciando a descida para a base, onde almoçam, e depois seguir até o acampamento rio Tek. Pernoite.
9º dia: Último dia. Trekking do rio Tek até Paraitepuy, depois S. Elena e B. Vista. Fim da expedição.
fonte:http://www.roraima-brasil.com.br/

Depois comecei a ler o que os trilheiros falavam a respeito.Todos feitos por brasileiros, faltou a leitura em blogs dos estrangeiros, mas fiquei com preguiça de pensar em inglês ou espanhol. A minha triagem foi a seguinte:

1. Esse blog aqui tb foi ótimo para fazer a pesquisa e me nortear, tem muita coisa bacana.



2. Esse outro aqui foi mais intimista no relato com dicas desde os guias até hospedagem.




3. Esse terceiro relato que separei é do site Mochileiros.com. Foi muito bem escrito e está com uma fotos de tirar o fôlego...
 


No nosso grupo tem uma moça que sabe melhor o espanhol e está fazendo os contatos com os guias e pousadas. Os preços são um tanto tabelados nos passeios, nossa escolha ficou baseada em experiências positivas de conhecidos, a pousada foi a mais barata mesmo.
Tudo fechado para a aventura. 


sexta-feira, 4 de março de 2016

ReviewToalha Umedecida Plenitud


A maioria das trilhas que faço tem um rio ou cachoeira para banhar no final de um trekking, mas o próximo que irei fazer tem rios e piscinas naturais em que a temperatura é muito fria. Não sei o quanto é frio, mas como não quero ficar sem tirar a kraka no final do dia, comprei uma toalha umedecida para adulos.
Comprei a marca Plenitud, ela usada para pessoas acamadas, ao invés de comprar o lenço para crianças ou específico para higiene íntima.
No video abaixo falo das minhas percepções.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Um caminho diferente: Circuito Fazenda Santa Clara - Cachoeira do Boqueirão

Esse post foi escrito há quase um ano e eu não conseguia terminá-lo, não sei o por quê, acho que não estava me entendendo com google maps para mostrar o trajeto que fiz, e continuo a não entender, mas quando algo não está 100% a gente tem que desapegar e deixar fluir.

A primeira manhã na cidade das cachoeiras, resolvemos sair para conhecer a Fazenda Santa Clara, a Cachoeira dos Meireles e Boqueirão da Mira. Nosso anfitrião do Camping Sô Ito nos passou as primeiras coordenadas e pegamos o carro no sentido Rio Preto.

Aliás, esse camping é uma espécie de balneário, tem uma pequena praia fluvial, um gramadão, um barzinho com sinuca e água quente. Quem quiser também pode ficar hospedado em quartos, só funciona aos finais de semana durante a baixa temporada, nos feriados e nos meses de verão todos os dias. Pegamos um feriado do dia do trabalho e o camping estava vazio, além da minha tinha só outra barraca. Perfeito.


Voltando ao tema do post.

Fizemos um circuito bem legal, pegando estradas rurais que não são muito usadas, mas que um carro 1.0 conseguiria passar (se não tiver chovido).
Nesse trecho de asfalto de Santa Rita de Jacutinga para Rio Preto, MG-457, antes de uma ponte, à esquerda vc verá uma estrada de terra bem larga, com um outdoor do Restaurante do Duque, entre aí, essa é a RJ-151.
Foto de Halley Pacheco de Oliveira
Via Google Maps
Veja a entrada pelo link do Google Maps, o Street View esteve por lá! Isso é inacreditável!!!

Acredito que levei uns 30min para percorrer 15Km, pq simplesmente a estrada tem um visual bem contemplativo que esquecemos relógio. Passamos pela entrada de outras fazendas e assim que você vir uma antiga estação de trem, chamada João Honório, mas no mapa está escrito como estação Barbosa, entre à esquerda para ter acesso a uma estradinha que mais a frente tem uma ponte bem apertada para passar. Veja a rota do Google Maps.
fonte: http://www.turismovaledocafe.com/2010/11/estacoes-ferroviarias.html


foto de Solange Azevedo
https://www.flickr.com/photos/solange_azevedo/sets/72157627322909330



Vale a pena visitar a fazenda e conhecer sua história. Incrível e terrível passar por uma senzala e perceber que logo acima dela fica a sala de visitas. Deixo para vocês a questão filosófica que isso implica. A história da Fazenda pode ser lida no Wikipédia.

Esse circuito é para quem não tem pressa e gosta de passear de carro. Foram 30km, passando por povoados, fazendas, desviando de muito bois e contemplando vôo de aves nativas. Acredito que levamos 1h30min para chegar em Cruzeiro, povoado referência para a cachoeira do Boqueirão. Mais uma vez o Google Maps pode mostrar o caminho da Fazenda Santa Clara e Cruzeiro (via Est. Santa Rita - Rio Preto).


Esse caminho indicado passava por um povoado chamado São Cristóvão, saímos da Sede da Fazenda e pegamos uma estrada que passava na cachoeira da fazenda com um poço que vale o mergulho, depois seguimos por muito tempo sempre pegando às esquerdas. É uma via muito pouca usada, o mato crescia nos lugares que a roda do carro não passava, as placas eram pouquíssimas. Os moradores do local nos olhavam com muita curiosidade e era um a cada 20 minutos de estrada, dá apra sentir que estávamos o tempo todo com a sensação: "estamos perdidas", mas o tanque estava cheio, o carro é econômico, então, tudo bem. Mas sempre que um cidadão surgia perguntávamos se estávamos no lugar certo. E as orientações eram sempre no estilo mineiro de desorientar.

O povoado Cruzeiro é um mimo, mas não tem nada para fazer por lá, imagino aquilo na época do ouro e dos diamantes, um entreposto e nada mais. Só cachaça para fazer o tempo andar.

Dali para as cachoeiras é um pulo, sem erro, só seguir o barulho do Rio.

Boqueirão do Meio
fonte:http://www.santaritadejacutinga.net/

Vou ficar devendo as fotos pq o cartão de memórias queimou....mas posso afirmar  que vale muito a pena fazer esse circuito!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Dica Dazamigas - Como prender um biquini sem grampos


Super rápido.

Como pendurar biquini no Camping? Dazamigas mostra.

Conheça o nó  Boca de Lobo. Siga o passo-a- passo para fazê-lo.

Faça uma alça na corda

Passe a alça por trás da área (geralmente isso será um galho, uma outra corda) onde pretende fixar o nó

Puxe a alça para frente enquanto as pontas passam por dentro

Puxe as pontas, a alça fará uma constricção e terás o Nó Boca de Lobo


Agora um exemplo da vida real. Com o biquíni.



quinta-feira, 28 de maio de 2015

2 trilhas escondidas em Santa Rita de Jacutinga

Santa Rita de Jacutinga é uma cidade mineira bem próxima da fronteira sul do Rio de Janeiro. Com mais de 70 cachoeiras mapeadas, o turista tem acesso entre 10 a 20% delas. No mapa que te entregam no Centro de Informações turísticas as mais famosas aparecem.


O moço desse centro é muito prestativo e nos dava o ínicio do caminho para elas, mas gente, por mais gentis, acolhedores, os mineiros não sabem dar orientação, as informações que tínhamos eram sempre desencontradas com a realidade. As distâncias são medidas por "logo ali" e "nem tão longe, nem tão perto". Como ninguém tem pressa, no passinho do mineiro, devagarinho e parando sempre que víamos alguém chegávamos ao nosso destino.

E essa introdução é para falar de duas cachoeiras lindíssimas que não foram fáceis de achar, me disseram que só com guia eu conseguiria, porém, a internet me deu pistas e fui atrás para explorar.

Cachoeira dos Sonhos e Cachoeira do Pacau.

Essa cachoeira do Pacau eu peguei um breve relato que me deu algumas dicas de onde a trilha poderia começar. Foi difícil de achar. No mapa que nos dão, não existe escala e nem proporção, então usamos a lógica.

Para achar essa cachoeira vc tem que pegar a estrada que vai para Bom Jardim, MG-457, dirija com cuidado, pq a estrada tem trechos com buracos, é mal sinalizada e mal cuidada, mas tem pouco trânsito e numa velocidade tranquila o passeio é bem bonito.

Você passará pela Cachoeira do Mendonça à direita de quem sai de Jacutinga, que fica embaixo de uma ponte. Vc está no caminho certo.

No km 20 você verá um recuo e uma placa. Ali na verdade é um Mirante para a Cachoeira do Pacau e acredito tb que ali se avista a Cachoeira dos Sonhos um pouco mais abaixo.

Vista do Mirante, abaixo a ferrovia.

Seguindo a estrada, aproximadamente no km 15, vc verá outra ponte ao sair de uma curva, vá devagar, antes dessa ponte tem uma pequena entrada que parece uma estrada, mas não é. Sugiro que vc estacione nesse ponto. Há uns 5 metros aproximadamente da estrada  à esquerda tem o início da trilha que acredito ser da Cachoeira dos Sonhos, mas se não for, não tem problema, pq é um pedacinho do paraíso.


Vá de bota ou tenis com um solado firme e se vc tiver um bastão de caminhada sua vida será facilitada. A descida é fácil, mas tem um trecho bem íngreme de terra com pouco apoio. Para evitar uma maior erosão do caminho sugiro uma corda de uns 10m para esse trecho para facilitar a retorno, mas digo, sem isso é possível fazer a trilha em segurança.

Uns 2m do ínicio, tem uma bifurcação, pegue à direita e siga. A trilha é dentro de mata bem úmida, e deve levar uns 10 a 15min para fazer. A medida que vc vai descendo é possível ouvir a cachoeira a esquerda, não tem erro. Eu saí na primeira esquerda, logo após um toco de árvore no chão e me deparei com um poço super gostoso. Subindo um pouco mais pude aproveitar uma pequena banheira de hidromassagem natural com uma pedra perfeita ao lado para um descanso. A frente a vista do vale e se vc tiver um binóculo poderá achar o mirante. É possível descer um pouco mais, mas eu não tive interesse.

Se vc tiver fôlego, na volta, deixe  seu carro parado aí. Atravesse a ponte à pé, à direita tem outra entrada, dessa vez uma estrada de terra, siga por ela, em 10 a 20m tem a entrada que acredito ser o início da trilha para a Cachoeira do Pacau. Já eram 13:30 e preferi não descer. A partir desse ponto não poderei mais ajudar, mas pelo relato que li é uma trilha com as mesmas características da primeira trilha com o tempo de descida de 20min.


Prestando atenção a sua direita, vc verá essa entrada bem íngreme. Minha especulação é que aqui comece a trilha para a Cachueira do Pacau


ATENÇÃO: Se vc não tem experiência de trilhas e não sabe tem um básico de orientação e navegação procure fazer essas trilhas com guias credenciados.

P.S.: Eu fiz videos do local, mas infelizmente o cartão de memória deu zica e só cnsegui resgatar poucas imagens

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Desempenho da Mochila EVO 20, Saco Estanque entre outras observações


O blog etá parado, mas eu não. Firme nas trilhas, me preparando para uma aventura maior que é subir o Monte Roraima ainda esse ano. O treinamento do trilheiro é a própria trilha.

No último final de semana de Janeiro fui conhecer finalmente a Trilha do Perigoso e da Praia do Meio em Barra de Guaratiba.

Essas duas praias fazem parte do conjunto de praias selvagens do Parque Estadual da Pedra Branca.
Agora não falarei delas, mas fiz um videozinho de 10 minutos mostrando o equipamento que usei e como eles ficaram depois de tomarem chuva.

 http://youtu.be/mBN3qhcPHDU

Esses produtos vocês podem encontrar na Loja Bihai Adventure,se você mencionar que conhece o blog Mulheres na Mata ao comprar qualquer produto da loja ganha uma surpresa.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mais uma Trilha - Morro da Babilônia


Para continuar no embalo de 2013, acompanhei por mais uma vez o grupo Adventurers. Dessa vez o passeio foi a Trilha das Fortalezas, no Morro da Babilônia, com aproximadamente 2 Km de extensão, uns 200 m de altura e considerada de nível leve.

O Morro da Babilônia faz fronteira com Botafogo, Urca e Leme. Nesse morro encontramos a Comunidade do Babilônia/Chapéu Mangueira, pacificada em 1998. Essa trilha não é nova, mas devido à proximidade com uma área onde traficantes e ladrões se escondem, não é muito conhecida pelo público e temos relato de assalto, mas nada que tire o brilho dela.

Em 5 de junho de 2013 foi criado por decreto o Parque Natural Municipal Paisagem Carioca, o que melhora ainda mais as ações para o manejo da área que futuramente integrará o grande projeto da Transcarioca.

Esse morro ganha sua cobertura mais típica desde 2001 a partir de esforços para seu reflorestamento.

Década de 90

Meados de 2008
fonte: http://liverio.wordpress.com/ acessado em 20/01/2014.

O nome da trilha se dá porque geograficamente ela fica entre as Fortaleza de São João e o Forte Duque de Caxias (Forte do Vigia ou do Leme) e por ali também encontramos ruínas do Forte da Ponta do Anel e da Guanabara (que não encontramos por ser de acesso difícil-dificílimo).

Também encontramos uma casamata usada na Segunda Guerra Mundial, o Metro guardou por lá explosivos na época de suas obras em Copacabana, e nós passamos por esse Paiol.

O mais interessante nessa trilha é observar cartões postais do Rio por ângulos totalmente diferente.
São vários mirantes:
1. Mirante de Copacabana
2. Mirante Rio Sul
3. Mirante do Telégrafo
4. Pedra do Urubu

Eu fiz a trilha começando pela Vila Militar, mas também é possível contratar guias da Coop Babilônia para fazer o percurso, ótima alternativa, deixo aqui o relato de uma amiga blogueira que já fez essa trilha com eles e teve uma ótima experiência, confere lá no Ziga da Zuca o que estou falando.

E aqui outro relato com fotos bem bacanas e orientações de como fazê-la.

Veja o resumão em vídeo:




DICA: Visite a fanpage do grupo Adventurers no Facebook, siga a agenda de passeios, aproveite, porque ainda é de graça.

Patrocínio: Bihai Adventure








segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Review Fogareiro Lumix


Eu já dei a dica do Fórum Bushcraftbr, um local de ótimas trocas de informações sobre mato e numa recente brincadeira entre seus membros, um deles ganhou o fogareiro desse pequeno post.
Passeando no supermercado, na secção de churrasco, encontrei um e não hesitei em levar. E após minha última trilha, resolvi testar.

Fiz a trilha do Bico do Papagaio, de intensidade pesada, e sabia que chegaria um tanto exausta no final do percurso.

 Aprendi que um cafezinho é um ótimo restaurador de ânimo e ali seria o momento para testar esse pequenino.

Detalhes Técnicos:
O fabricante não menciona em qual metal o produto é feito, mas ele se parece com aquelas latinhas de tinta.
Ele é composto de três partes, uma tampa, suporte e recipiente ventilado. A tampa dá mais estabilidade ao conjunto e seria um regulador da chama também.
Acompanha três pastilhas de álcool sólido de 19 g.
Dimensões: 8,5 cm de diâmetro x 5,5 cm de altura.
Acompanha manual.
Uma pastilha leva 3,5 min para ferver 300 ml de água e a fervura  se mantem por mais 8 min, segundo o fabricante. A minha caneca com uns 150 ml de água esquentou a água em 2,5 min, mas em 6 a pastilha havia acabado. Vale comentar que não usei a tampa e ventava forte no local.

O fabricante diz que:

  • 1 pastilha queima por 9 min
  • 2 pastilhas queimam por 15 min
  • 3 pastilhas queiman por 25min
Com essas informações dá até para fazer uma refeição de preparo rápido (a ser testado).

Segue agora o vídeo do teste desse fogareiro:




terça-feira, 19 de novembro de 2013

Travessia Paineiras x Vista Chinesa, via Morro do Queimado

Apesar de toda a especulação imobiliária, serviços inflacionados, políticos bandidos, o Rio de Janeiro é uma cidade fantástica.

Conheci por intermédios de amigas um grupo que faz as trilhas pela cidade,  Projeto Descobrindo os Cantos do Rio, não apenas as mais conhecidas, mas aquelas que estão abrindo conforme o avanço das UPPs, ou aquelas que simplesmente não são divulgadas.

Essa minha primeira excursão com eles foi a Travessia Paineiras x Vista Chinesa, via Morro do Queimado, uma trilha que o Parque Nacional da Tijuca não divulga (?).

O grupo Adventurers é muito organizado. Existe uma pequena explicação sobre a trilha no ínicio da caminhada, os organizadores levam kit de primeiros socorros, água e alimentação para os desavisados. Para quem gosta de história a Rosely conhece bastante sobre o Parque.
Trilha moderada.




sábado, 2 de novembro de 2013

Impressões sobre o repelente Exposis

Uma pausa antes de continuar sobre os posts de Bonito/Pantanal.

Não ir ao campo não é opção para mim, então precisava de algo eficiente contra os carrapatos, meus piores vilões.Veja esse post sobre a Travessia Lapinha x Tabuleiro.
Depois de maus momentos com carrapatos, dessa vez eu utilizei de um repelente mais forte. O Exposis Extreme está recomendado por vários aventureiros e mateiros e seria o único a repelir os carrapatos. Funcionou muito bem. E agora não sairá mais da mochila. Recomendo muito. O vendedor não me apontou diferença entre o extrême e o spray, o que mudaria era a forma de aplicação.


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Reflexões

Inspiração. Arte e esporte nos fazem sentir inspirados!

Se vc tira as máscaras quem é que surge de verdade?

 Há uns 10 dias conheci a história de uma moça que percorrerá 6 países da América do Sul com sua bike numa viagem solo.

Eu, depois de tanto tempo, fiz minha primeira aventura sozinha.

 E ontem vi uma peça "Parem de falar mal da rotina" que através do humor e poesia dá uma sacudida lá no íntimo e nos manda olhar direto para o coração e escancarar qual é a verdade que nos falta para sermos felizes. Não é peça auto-ajuda, mas um  momento de lazer inteligente e inspirador.

Isso não é coincidência, é sincronicidade. Então, se a vida está chamando para um novo caminho, irei percorrê-lo. Isso é saber reconhecer Deus conversando diretamente com você. E Deus para mim é fonte de amor - independente de religião, não sou católica, nem evangélica, nem umbandista, nem budista, nem wicca, sou espiritualista, só para deixar claro.
Não é me lançar em  viagens solos, mas naquilo que realmente me faz feliz, sair para o mato, se ninguém quiser me acompanhar, irei comigo, mas os amigos são sempre bem-vindos, já que mesmo o andarilho Christopher McCandless,  disse " A felicidade só real quando compartilhada".
Observação:  vc o  conhece do filme Na Natureza Selvagem (Into the Wild - 2007) cuja trilha sonora é tema de vários filmes no YT, quando o assunto é aventura solitária.

Então, o foco agora está mais claro: Um final de semana por mês estarei saindo para o mato, montanha, mar, deserto,  quem sabe não começo um projeto de andar pelas 10 maiores montanhas do Brasil, ou de cada estado, e quem sabe fazer percursos internacionais.
Ficarei atenta às conversas com Deus e caminharei pela minha felicidade.


E todo o projeto precisa de certos recursos financeiros. Tenho parceria com uma amiga  em uma loja virtual de material esportivo, o lance é simples, já que muitas vezes fazemos pequenos pedidos com os distribuidores para atender a demanda de amigos montanhistas, que não tem tempo de ir às compras, então, aquilo que não estiver no site, mas gostaria de ter, nos envie por email, através da página de contato da loja que a gente tenta dar um jeito.

http://www.bihaiadventure.com/

Então, se quiser, me apoiar nesse embrião de projeto pode divulgar para os amigos e comprar com a gente! :)
Onde a vida é Outdoor!

E vamos que vamos!

sábado, 20 de julho de 2013

Lapinha-Tabuleiro: Lição 2

Além das boas histórias e do bom povo que conheci, uns dos suvenir que trouxe para casa foram os carrapatos. A trilha é feita por cavalos e burros e vez e outra em alguns trechos devem passar vaca e boi animais notoriamente abrigo de micuins e carrapatos.
Esses parasitas ficam nas folhas e capins esperando um sangue quente passar para atacar. Dizem os artigos que os percebemos 24h depois.
No meu grupo todos foram sorteados, então creio que os intrusos fizeram seu ataque depois que passamos pela D. Maria.
Percebi as minhas primeiras feridas na barriga, provavelmente, os seres irritantes se aproveitaram dos momentos em que tirava a mochila das costas e apoiava no chão para pegarem carona na barrigueira. Depois apareceram as feridas na perna. Porém, só percebi a infestação um dia depois que cheguei em casa.

Extremamente cansada da viagem não tomei uma atitude simples de deixar a minha mochila e os equipamentos isolados, cheguei e joguei tudo no chão da sala e corri para o banho e depois cama.
Quando acordei, começou o martírio. No desespero, liguei para a veterinária da minha cachorra. :) A essa altura a minha cadela tinha passado o dia comigo, já que nós duas dormimos o sono dos guerreiros que voltam da batalha... As orientações foram simples, catar todos os carrapatos em mim, tomar banho com bucha, passar aspirador pela casa, comprar remédio de carrapato para passar no ambiente e  outro para passar na Juju. E observar. Com a Juju felizmente nada aconteceu, mas para mim, o inferno.
Tomava anti-histamínico como quem come bala, acaba o efeito, eu tomava outro e vivi por uma semana em estado alucinógeno, tomei remédio para verme, passei sabonete contra sarna e piolho,  jogava álcool 70% no corpo, tudo que podia eu fazia. A minha vontade era passar o vermífugo da juju em mim, mas deixa para lá. Foram quinze dias para passar a coceira e as feridas começarem a ficar menos vermelhas,
Mais de um mês e depois, ainda tenho algumas cicatriz  no corpo.
Pelo visto a barreira física da roupa, não foi suficiente. Para o próximo camping ou travessia similar a essa achei um produto anti-carrapatos que pode ser passado tanto nos equipamentos e roupas, quanto no corpo.
Se chama Exposis, vou comprar e experimentar e depois comento se funcionou mesmo.                            


Resumo

1. Quando chegar de uma trilha deixe seu equipamento em quarentena e lave imediamente suas roupas.  

2. Previna-se de carrapatos.                                                                                                                                                                                          





segunda-feira, 17 de junho de 2013

Lapinha-Tabuleiro: Treinos

Descobri a Travessia em dezembro de 2012, mas como estava muito fora de forma decidi adiar para meio de 2013. O projeto tomou vida em março. A primeira coisa que fiz foi entrar para a natação e melhorar meu condicionamento físico, nos feriados e finais de semana andava em lugares com aclives e declives, principalmente no Parque Nacional da Tijuca.
Início do percurso 7,5Km de subida até estrada do Sumaré
Cruzando com os macacos - Eu juro que pensei que ele iria levar a minha câmera

Vista Baía de Guanabara

De qualquer lugar se avista Ele

Depois comecei a treinar com alguns equipamentos e estudar mais sobre navegação e orientação. Passei um domingo inteiro com a companheira de viagem estudando vários percursos e definindo os pontos de orientação da trilha. Durante o início da trilha, até prestei atenção ao trajeto, procurando por pontos de referência, contei as porteiras, tirei foto das bifurcações, mas em determinados pontos, mesmo estudando o mapa, provavelmente iria me perder, até quem tinha GPS se perdeu, pois os pontos não eram tão precisos e algumas bifurcações ficavam camufladas, por exemplo, no contorno dos picos, ao invés de subir à esquerda no caminho mais difícil com um monte de pedras, o GPS indicava um caminho menos íngreme e mais paralelo, mas que não iria a lugar algum.
Acho que era para esquerda...Cadê o pessoal?

Passagem de nível. 

Apesar da trilha ter nos abrigos alimentação, todos os blogs alertavam para a possibilidade de não haver refeições para todos e com isso fiz umas pesquisas sobre o quê levar para fugir do miojo e da comida liofilizada. Calculei cerca de 1kg de comida por dia, eis, o que a princípio levaria para duas pessoas:
1. 300g de queijo provolone
2. 300g de salaminho
3. 2 porções de 175g de massa para pão de queijo
4. 4 ovos
5. 1 caixa de lentilha pronta (400g)
6. 2 xícaras de arroz
7. carne seca pronta 500g
8. purê de batata liofilizado 200g (rendia até 1kg)
9. 6 colheres de sopa de café e alguns saches de chá
10. 500g de feijoada pronta
11. 1 cebola média
12. 3 dentes de alho
13. sal, pimenta, azeite (30ml) e açúcar
14. umas 6 barrinhas cereais e alguns tabletes de chocolate
Além disso tinha uma panela, um jogo de talheres, fogareiro e mini butijão.
E a companheira de viagem ainda levava algumas coisas com ela, como tangerina e pão árabe
No início era isso.


Total da Cozinha e Alimentos: 4Kg


Meu planejamento eram duas refeições por dia: café da manha (café, mais pão de queijo e os frios), durante o percurso as tangerinas, as barrinhas de cereal e mais salaminho, queijo e pão, e no final do dia  algum grão, arroz e proteína. e chocolate ou fruta de sobremesa. Levaria uma refeição sobressalente caso me perdesse e precisasse ficar mais um dia acampada.

Achei que estava bom, mas na hora de montar a mochila ela estava pesando 16kg!!
Não dava, eu queria carregar no máximo 10kg, tirei a refeição sobressalente e cortei na metade o salaminho, queijo e ovos, e ainda troquei a carne seca, purê e cebola por 2 pacotes de miojo e levei só uma xícara de arroz .

No final a minha mochila estava assim: - Pesando uns 13kg.


não é o fim...

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Lapinha-Tabuleiro: Começo

Completada mais uma aventura. Houve muita pesquisa, muito planejamento, uma dose de coragem e um mix de eventos que você só encontra quando se abre para fazer parte da Natureza.
De certo tinha as passagens de ida, a carta topográfica, track log impresso, bússola, comida e recipientes para água extras. Eu já contava que poderia me perder.
Mas existe uns extras que havia esquecido por ficar tanto tempo longe dos trekkings longos: a solidariedade e generosidade dos caminhantes.
Antes mesmo de descer do ônibus BH-Santana do Riacho começou a se aglutinar um grupo que faria a travessia.
No frete até a Lapinha e depois do almoço as afinidades já se mostraram e o grupo se organizou, apenas um desistiu e partimos para nosso caminho.
Parte da galera

Lapinha
Aglutinação

Todo mundo limpinho e bem alimentado

Não vou descrever aqui o passo-a-passo da trilha, porque todas as dicas que peguei foram dos sites e blogs abaixo e tivemos um Cacique que havia feito a trilha mais de 12 vezes e nos mostrou alguns atalhos e dicas que facilitou ainda mais a vida.

Clube dos Aventureiros

Comecei a minha pesquisa por aqui. Por acaso, fuçando o site achei a travessia e me interessei de cara. Foi um ótimo começo, eles têm muito material, mas não segui a trilha deles porque preferi não subir os picos.

Chico Trekking

Também fez os picos, o relato dele e as fotos, principalmente, da Parte Alta da Cachoeira do Tabuleiro me fizeram ter a certeza de que iria fazer a travessia.

Destino Trilha

Mais um bom relato e dicas do que esperar na trilha.

Caçadores de Cachoeira.

Para quem se interessa em fazer a trilha contornando os picos esse blog faz uma excelente descrição do trajeto, tem até o tracklog. Esse foi o texto em que realmente em embasei para fazer a aventura. E por uma boa coincidência, encontrei duas pessoas que participaram da travessia descrita. O Alex, que talvez tenha como segunda casa a Serra do Cipó e foi nosso guia e o Raimundo que me pareceu um trilheiro também muito experiente.

Eu queria ter feito um monte de review dos equipamentos que levei. Estava preparada para colocar em prática os meus conhecimentos de orientação e etc, mas simplesmente me desliguei de qualquer compromisso que tinha. No próximo post conto mais da minha experiência.

Links para outros capítulos dessa trajetória:

Lapinha - Tabuleiro: Treinos
Lapinha - Tabuleiro: Lição 1
Lapinha - Tabuleiro: Lição 2



sexta-feira, 12 de abril de 2013

Tropeirismo e Trekking

Eu não gosto de comida liofilizada, salvo miojo (que acredito ser) todas têm um único gosto que não me agrada.
Acertar a quantidade de água e a temperatura no meio do mato não é fácil e se a hidratação da refeição não ocorre corretamente, o organismo será forçado a equilibrar roubando do próprio corpo a água a ser utilizada.
Lembrei da frase de um amigo naturapeuta sobre quais são os melhores alimentos a consumir e o mesmo me jogou que "aquilo que está ao ser redor já é suficiente". Então, para que inventar com produtos importados ou industrializados se poderia transportar e consumir alimentos que meus ancestrais utilizavam.
Busquei na nossa história pessoas que precisavam se deslocar em grandes distâncias e quais alimentos carregavam e cheguei nos tropeiros.
fonte:http://migre.me/e5M5h
fonte:http://migre.me/e5M7d

fonte: http://migre.me/e5Mav

Esses homens influenciaram enormemente os hábitos e a economia do Sul, Sudeste e Centro-Oeste na época do Brasil Colônia e Império e sua culinária resiste até hoje.
fonte: http://migre.me/e5Mvv
Eles eram chamados de tropeiros porque conduziam tropas de cavalos e mulas afim de transportar mercadorias e às vezes gado para os arraias que se formavam devido à mineração e depois escoavam a produção até o Rio de Janeiro. Devido aos seus deslocamentos ranchos foram criados que posteriormente evoluíram para vilas e cidades. Eles também eram os responsáveis por levar idéias e  notícias aos cantos do Brasil e podemos dizer que foram os primeiros a fazer a integração do território brasileiro.
Existe um projeto para que eles sejam reconhecidos como Patrimônio Imaterial pelo Iphan e até Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
A atividade do tropeirismo surgiu principalmente, porque todos os homens-livres e escravos eram empregados especificamente nas minas, então, alguém precisava levar comida, vestuário e utensílios até eles. No Sudeste, a Estrada Real é um legado dessa época.
mais sobre a Estrada Real acesse esse link: http://migre.me/e5Mk8

Os tropeiros carregavam para suas refeições principalmente: feijão, toucinho, fubá, farinha de mandioca, carne salgada ou seca, café, pimenta-do-reino e coité (um molho de vinagre com fruto caústico espremido). Daí surge um prato regional chamado Feijão Tropeiro.



A comida tropeira era, por si só, simples, prática e de muita “sustança’’, como os próprios tropeiros a definiam. O básico que o tropeiro levava para comer no caminho era o feijão, o arroz, a carne-seca e o toucinho. Depois vinham os acompanhamentos, como as farinhas de milho e de mandioca, o sal, o alho, o açúcar e o pó-de-café.
Logo de madrugada, o cozinheiro, que sempre era jovem, acordava e colocava o feijão para cozinhar, em um trempe “tripé” (arco de ferro com três pés, e sob o qual se coloca a panela ao fogo), enquanto os outros arreavam a tropa e colocavam a carga nos animais. Depois do feijão cozido, fazia-se o café, e, numa panela, fritava-se o toucinho, preparando um feijão tropeiro bem gordo, completando com a farinha de milho. Tomava-se o café com este feijão. O resto do feijão cozido, sem tempero, era colocado num caldeirão e levado no saco para o almoço no caminho. Depois de pelo menos 4 léguas (mais ou menos 24 Km), os tropeiros paravam num rancho e o cozinheiro ia preparar o almoço.
Fritava o torresmo numa panela, tirando o excesso de gordura, e só então colocava o feijão já cozido, os temperos e a farinha de milho, fazendo novamente o feijão tropeiro. Alguns tropeiros mais abastados tinham a carne-seca e a lingüiça que eram acrescidas ao feijão. Na seqüência, preparava-se o arroz tropeiro, fritando torresmo em pedaços, escorrendo o excesso de gordura e depois colocando o arroz para cozinhar.
Esse era o almoço e o jantar do tropeiro. Um outro fato curioso era o preparo do café, que era bebido logo após as refeições.
O tropeiro colocava o pó-de-café e o açúcar numa água já quente. Quando essa mistura fervia, para decantar o pó, o tropeiro colocava três carvões dentro da água, ou então uma pedra, que era  esquentados no próprio fogo.
Após todo esse procedimento, virava o café noutra vasilha e distribuíam para os membros da tropa.
Fonte: Sabores do Tempo dos Tropeiros – Caderno de Receitas
Esse prato vai constar no meu próximo trekking, porém, para não perder tempo e recursos cozinhando vou utilizar os feijões em caixinha pronto e temperado que já apresentei aqui no blog e das farofas prontas, o toucinho e algumas folhas de couve também me acompanharão, assim como o inseparável arroz.


fontes:
http://www.tropeirosdasgerais.com.br/historia.htm
http://www.uesc.br/revistas/culturaeturismo/edicao3/artigo2.pdf
http://site.er.org.br//index.php/home/index
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caminho_das_Tropas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tropeiro
http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/anteriores/edicao41/materia06/



terça-feira, 19 de março de 2013

Volta da Moringa


Esse não é o primeiro nó que aprendemos, na verdade ele nem foi mencionado no curso de sobrevivência, mas eu achei que seria uma boa ilustração para uma das funções do meu chaveiro-mosquetão de paracord.




Na loja Bihai Adventure você encontra esse chaveiro-mosquetão.

Para ver o esquema que me fez entender o nó segue o link: http://www.lisbrasil.com/pagina/volta-da-moringa

sexta-feira, 1 de março de 2013

Reflexões sobre Segurança - Kit de Sobrevivência


Li uma reportagem de um turista perdido na Ilha Chiloé, no Chile, e não posso deixar de comentar sobre a prudência de ter um kit de sobrevivência sempre junto ao corpo.

Eu tenho o meu no tamanho de um porta-câmera e nele tenho materiais sobressalentes do que carrego na minha mochila quando vou para o mato. Não é paranóia, é questão de segurança.



E se vc se perder ou se ferir? Sabe o que fazer?


A chance de se perder nas trilhas demarcadas dos parques é pequena, mas existe, principalmente nos trekkings em que há pernoite. Supõe-se que esse cenário nunca irá acontecer já que além de você andar por lugares demarcados, terá a companhia de um guia.

O kit também serve para locais isolados onde não haja eletricidade ou água, ou para qualquer situação em que esperar é a melhor estratégia para se sair do problema. Ele é um equipamento sobressalente.

Obviamente a montagem do kit depende de qual lugar você vai, mas existe uma regra que se deve decorar:
Ela é baseada no que fazer quando seu equipamento principal não pode ser operado, é o básico da sobrevivência. Deve ser compacto, leve e armazenado de forma que fique seco e sempre estar com você.

Vamos aos passos em ordem de prioridade:

1º Abrigo: Você provavelmente passará a noite esperando pelo socorro, já que a maioria das equipes de buscas encerram suas atividades pela noite ou madrugada. Mesmo se estiver com uma lanterna, não é aconselhável você procurar uma saída, acampe. Proteja-se de animais e do frio.
Opções: barraca de emergência,  ou saco de dormir,  ou cobertor de emergência aluminizados. São super compactos e leves.

2º Fogo: Além de ser uma fonte de calor, será uma forma de proteção contra animais e uma opção de sinalização para o resgaste. Junte gravetos, folhas secas, pedaços médios e grandes de madeira secas ou pouquíssimos molhados.
Opções: Isqueiro, palitos de fósforos impermeabilizados com parafina (e a lixa), pederneira, lima e pedra pirita, pedra de magnésio, lupa. Isca para o fogo (para começar a fogueira), algodão revestido com parafina ou vaselina sólida, OB (tem muito algodão compactado e já vem embalado de forma impermeável), pedaço de borracha de pneu, pedaço de pano com  parafina ou vaselina sólida,

3º Água: Um saco plástico, pastilhas de cloro, camisinhas.  Sem beber água por três dias você não sobrevive

4º Comida: Esse item é obviamente importante para a sobrevivência, mas você consegue ficar até 3 semanas sem comer. Deixe no seu kit uma barrinha de cereal, granola, barras protéicas, se vc for para um local que possa ter lagos e rios um mini kit de pesca com 2 anzóis e 10m de linha. Alguns sobrevivencialistas usam de armadilhas para caçar pequenos mamíferos, mas isso requer prática, e no Brasil a caça é proibida. Se você estudar pode entender de flora e fauna brasileira e procurar por comestíveis. Minhocas, escorpiões, lagartas de bambu etc são recursos calóricos que podem aliviar o cansaço.

5º Sinalização/Orientação: Apito, bússola e mapa do local, lanterna, espelho.

Outras ferramentas para seu kit: canivete, corda resistente (ex.: paracord), kit de costura (alfinete, agulha e linha), pinça, cortador de unha com lixa, fio dental, papel alumínio e fita adesiva (silver tape).