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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Bonito - Vale a pena! Parte 3

Dia 4

Boca da Onça


Mais uma fazenda com muitos atrativos e boa infraestrutura. Essa me chamou a atenção por ter a cachoeira mais alta do Mato Grosso do Sul.

Meu grupo chegou por volta das 9h no receptivo, fomos recebidos com café, suco, bolo caseiro, bolinho de chuva e de queijo. Esperamos por uns 30 minutos para partir, mas o receptivo é lindo e tem uma pequena sala contando a história do local, alguns artefatos cobertos com cálcario, ossos de alguns animais locais e cerâmica dos índios da região e como sempre um redário para descansar. O tempo voou...
O maior pertenceu a uma onça pintada e o menor a uma onça parda



 A Trilha ecológica da Boca da Onça tem 4km de extensão, mas é muito tranquila  de se fazer. Meu grupo começou no sentindo anti-horário, e o primeiro ponto de parada é na plataforma de rapel com uma descida de 90m.







De lá se tem a vista de todo o vale do Rio Salobra.
 

 E mais a frente começa uma descida de uns 800 degraus até a cachoeira que dá nome ao local. Eu recomendo muitíssimo que se faça o sentindo anti-horário da trilha, imagina subir 886 degraus, desafiante, né?!



Eu nunca tinha visto uma cachoeira com deck de madeira...

boca da onça


O poço é fundo e existe uma bóía que delimita o espaço para banho.

A água gelada curou a fatiga das pernas e continuamos o percurso. Friso que apesar de longa, a caminhada é muito tranquila, se o caminho não é plano, há corrimões, passarelas e escadas.











Nós passamos por várias formações curiosas com seus devidos nomes criativos até chegar no banho mais gostoso: no Buraco do Macaco.


Cachoeira do Fantasma?
Buraco do Macaco























De volta ao receptivo almoçamos, descansamos e retornamos à pousada.

A segunda recomendação desse passeio: se tiver papetes ou sandálias de trekking, use-as. São várias paradas para banho. Leve toalha e roupas de secagem rápida, além do fiel repelente.

À noite visitei o Projeto Jibóia. Sinceramente, para quem tem curso de sobrevivência como eu, não somou muito. O trabalho do cara é interessante, a palestra está mais para um Stand up comedy, e no final tiramos foto com uma jibóia no pescoço.

Bonito chegou ao seu final e deixou ótimas impressões, Esses 4 dias foram o suficiente para mim, mas se tivesse recursos ficaria mais com certeza.

Crédito das fotos para Jaciane Hammad.

continua agora com os passeios do pantanal

domingo, 4 de agosto de 2013

Acampamento solo na Aldeia Velha - Silva Jardim




Nem tudo foi como planejado. Adiei por um dia a minha ida à Aldeia Velha por conta da chuva. Valeu a pena. Peguei um ônibus para Casimiro de Abreu um pouco mais tarde do que havia dito inicialmente, mas foi ótimo, pois não precisei esperar muito tempo pela condução que me levaria para Aldeia Velha. Aqui vale uma informação valiosa: Já havia comprado passagem para quinta-feira, mas só precisei ir ao guichê para trocá-la por uma nova, ao contrário das passagens áreas, as rodoviárias não pagam multa por no show e você não perde o seu dinheiro. O ônibus que vai para Aldeia Velha partiu pontualmente às 9h da manhã. Muito fácil de encontrá-lo, é só atravessar a BR-101, ele fica estacionado na esquina que de um lado tem uma lanchonete e no outro uma loja de ferramentas.
 Como se vê o bus é antigo e vai devagar pela estrada, em 35min cheguei no destino.
 A estrada já dá uma ideia da bucolidade da região e qual é sua vocação principal, a pecuária.






A vila é pequena, sem grandes atrativos.



plaquinha feliz!
E eis o local que fiquei Fazenda Bom Retiro. 
capelinha




Detalhes do Caminho da Floresta dentro da Fazenda. Dispensa legendas.
No meio do caminho encontro uma cadeira do mato e um dos instrumentos para fazê-la.
Acampamento com a barraca Everest  e com a rede Amazon, ambos da Guepardo. Montei a rede para saber se poderia passar uma noite, mas só consegui cochilar. Primeiro usei uma corda de varal para prender a rede, mas ela cedeu com o meu peso, depois usei o paracord que deu conta do recado. Usei nós bem simples como a volta do fiel e nó direito.
Silver tape nas pontas das cordas  da rede como armadilha para insetos. Dica extraída do Fórum Bushcraftbr
Início da noite fez 18°C.
O que para uma carioca, é desculpa para um gorro e casaco fleece.
Artesanato no mato. Porta-velas e uma lamparina a óleo. Fiz outras coisinhas também, que mostrarei aos poucos.
Desjejuem.


Andar, simplesmente por andar.



E no retorno ao Acampamento, na entrada da Fazenda, encontra-se esse rio de águas cristalinas.



Depois um merecido descanso na rede. Nunca havia acampado com rede e posso dizer que é uma maravilha ter uma rede para deitar, não foi possível dormir, mas só de não sentar no chão valeu a pena. A rede Amazon da Guepardo é leve não ocupa muito espaço e se mostrou bem resistente.
Três dias e duas noites que passaram muito rápido. Domingo, às 16h o ônibus partia para Casimiro de Abreu e de lá para casa.

Minha primeira viagem solo. Foi para perto, fácil de chegar e sair. Acampamento seguro, num lugar lindo. Tentarei voltar para praticar mais as artes mateiras: reconhecimento de plantas, práticas de nós e amarras, entalhes de madeira, orientação e confecção de móveis e técnicas de obtenção de fogo.