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quinta-feira, 28 de maio de 2015

2 trilhas escondidas em Santa Rita de Jacutinga

Santa Rita de Jacutinga é uma cidade mineira bem próxima da fronteira sul do Rio de Janeiro. Com mais de 70 cachoeiras mapeadas, o turista tem acesso entre 10 a 20% delas. No mapa que te entregam no Centro de Informações turísticas as mais famosas aparecem.


O moço desse centro é muito prestativo e nos dava o ínicio do caminho para elas, mas gente, por mais gentis, acolhedores, os mineiros não sabem dar orientação, as informações que tínhamos eram sempre desencontradas com a realidade. As distâncias são medidas por "logo ali" e "nem tão longe, nem tão perto". Como ninguém tem pressa, no passinho do mineiro, devagarinho e parando sempre que víamos alguém chegávamos ao nosso destino.

E essa introdução é para falar de duas cachoeiras lindíssimas que não foram fáceis de achar, me disseram que só com guia eu conseguiria, porém, a internet me deu pistas e fui atrás para explorar.

Cachoeira dos Sonhos e Cachoeira do Pacau.

Essa cachoeira do Pacau eu peguei um breve relato que me deu algumas dicas de onde a trilha poderia começar. Foi difícil de achar. No mapa que nos dão, não existe escala e nem proporção, então usamos a lógica.

Para achar essa cachoeira vc tem que pegar a estrada que vai para Bom Jardim, MG-457, dirija com cuidado, pq a estrada tem trechos com buracos, é mal sinalizada e mal cuidada, mas tem pouco trânsito e numa velocidade tranquila o passeio é bem bonito.

Você passará pela Cachoeira do Mendonça à direita de quem sai de Jacutinga, que fica embaixo de uma ponte. Vc está no caminho certo.

No km 20 você verá um recuo e uma placa. Ali na verdade é um Mirante para a Cachoeira do Pacau e acredito tb que ali se avista a Cachoeira dos Sonhos um pouco mais abaixo.

Vista do Mirante, abaixo a ferrovia.

Seguindo a estrada, aproximadamente no km 15, vc verá outra ponte ao sair de uma curva, vá devagar, antes dessa ponte tem uma pequena entrada que parece uma estrada, mas não é. Sugiro que vc estacione nesse ponto. Há uns 5 metros aproximadamente da estrada  à esquerda tem o início da trilha que acredito ser da Cachoeira dos Sonhos, mas se não for, não tem problema, pq é um pedacinho do paraíso.


Vá de bota ou tenis com um solado firme e se vc tiver um bastão de caminhada sua vida será facilitada. A descida é fácil, mas tem um trecho bem íngreme de terra com pouco apoio. Para evitar uma maior erosão do caminho sugiro uma corda de uns 10m para esse trecho para facilitar a retorno, mas digo, sem isso é possível fazer a trilha em segurança.

Uns 2m do ínicio, tem uma bifurcação, pegue à direita e siga. A trilha é dentro de mata bem úmida, e deve levar uns 10 a 15min para fazer. A medida que vc vai descendo é possível ouvir a cachoeira a esquerda, não tem erro. Eu saí na primeira esquerda, logo após um toco de árvore no chão e me deparei com um poço super gostoso. Subindo um pouco mais pude aproveitar uma pequena banheira de hidromassagem natural com uma pedra perfeita ao lado para um descanso. A frente a vista do vale e se vc tiver um binóculo poderá achar o mirante. É possível descer um pouco mais, mas eu não tive interesse.

Se vc tiver fôlego, na volta, deixe  seu carro parado aí. Atravesse a ponte à pé, à direita tem outra entrada, dessa vez uma estrada de terra, siga por ela, em 10 a 20m tem a entrada que acredito ser o início da trilha para a Cachoeira do Pacau. Já eram 13:30 e preferi não descer. A partir desse ponto não poderei mais ajudar, mas pelo relato que li é uma trilha com as mesmas características da primeira trilha com o tempo de descida de 20min.


Prestando atenção a sua direita, vc verá essa entrada bem íngreme. Minha especulação é que aqui comece a trilha para a Cachueira do Pacau


ATENÇÃO: Se vc não tem experiência de trilhas e não sabe tem um básico de orientação e navegação procure fazer essas trilhas com guias credenciados.

P.S.: Eu fiz videos do local, mas infelizmente o cartão de memória deu zica e só cnsegui resgatar poucas imagens

sexta-feira, 13 de junho de 2014

De volta ao esquema!

Baterias recarregadas, de volta às atividades mateiras! 

Depois de 4 meses sem trilhas, ajudando o corpo a cicatrizar de uma lesão séria do joelho, meu médico deu a notícia que mais aguardava, que a minha lesão estava dentro do prazo de recuperação e que poderia partir para a segunda etapa do tratamento, o treinamento funcional.

Pois bem, para celebrar essa notícia e atender um pedido de duas amigas queridas, parti para meu camping preferido. 




Dia lindo com estrada tranqüila, partíamos num domingo contrafluxo de carros com direito a um lanche num dos Kiosques do Alemão, nunca se erra pedindo um croquete de carne.




Nossa chegada foi suave apesar da estrada de terra estar muito acidentada, a bucolidade local já nos impregnava de calmaria, menos a Juju, minha cachorrinha mais do que animada com a possibilidade de ter espaço para brincar.

O foguete em formato canino, pulou na barraca de minhas amigas e acabou quebrando as varetas de sustentação, mas não desanimamos, pois eu tinha Silver Tape!






O resto é a mesma boa história de camping. Segue.

Cachoeira das Andorinhas - Entrada R$ 5,00

Super fácil de chegar que até a minha cachorrinha conseguiu fazer o percurso

Poção fundo e bom para nadar.

Existe à direita de quem chega, transpondo o rio uma trilha mais inclinada que leva para um segundo e terceiro poço, vale a pena conferir. Outro olhar para a cachoeira.

Sopa de lentilha com arroz, tomate e ovo frito. 

Campeonato de tiro ao alvo com estilingue
 
Fiquei em último lugar e com o braço dolorido!
  
O vício pela manhã continuou.

Toda habilidade em prova



Trilha de 2h pela propriedade. Levemente inclinada, com pequenos obstáculos, mas de intensidade leve. Pedida perfeita para meu retorno.

Uso do filtro de emergência LifeStraw. 

Todo mundo, menos a Juju, experimentou. Ninguém sentiu gosto ruim e nem passou mal depois, filtro 100% operacional.



Só ando em boa companhia

É assim que eu lembro dessa minha volta às atividades mateiras, o verde vivo, o cheiro de terra molhada e a amenidade que só a floresta pode me proporcionar.


Para finalizar, voltei com meu espirito feliz e pleno de energia. Comecei a fazer uma série de musculação mais pesada e incluí umas corridinhas na esteira p aumentar gradativamente a carga no joelho. 

As semanas q se seguiram foram repletas de boas lembranças.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mais uma Trilha - Morro da Babilônia


Para continuar no embalo de 2013, acompanhei por mais uma vez o grupo Adventurers. Dessa vez o passeio foi a Trilha das Fortalezas, no Morro da Babilônia, com aproximadamente 2 Km de extensão, uns 200 m de altura e considerada de nível leve.

O Morro da Babilônia faz fronteira com Botafogo, Urca e Leme. Nesse morro encontramos a Comunidade do Babilônia/Chapéu Mangueira, pacificada em 1998. Essa trilha não é nova, mas devido à proximidade com uma área onde traficantes e ladrões se escondem, não é muito conhecida pelo público e temos relato de assalto, mas nada que tire o brilho dela.

Em 5 de junho de 2013 foi criado por decreto o Parque Natural Municipal Paisagem Carioca, o que melhora ainda mais as ações para o manejo da área que futuramente integrará o grande projeto da Transcarioca.

Esse morro ganha sua cobertura mais típica desde 2001 a partir de esforços para seu reflorestamento.

Década de 90

Meados de 2008
fonte: http://liverio.wordpress.com/ acessado em 20/01/2014.

O nome da trilha se dá porque geograficamente ela fica entre as Fortaleza de São João e o Forte Duque de Caxias (Forte do Vigia ou do Leme) e por ali também encontramos ruínas do Forte da Ponta do Anel e da Guanabara (que não encontramos por ser de acesso difícil-dificílimo).

Também encontramos uma casamata usada na Segunda Guerra Mundial, o Metro guardou por lá explosivos na época de suas obras em Copacabana, e nós passamos por esse Paiol.

O mais interessante nessa trilha é observar cartões postais do Rio por ângulos totalmente diferente.
São vários mirantes:
1. Mirante de Copacabana
2. Mirante Rio Sul
3. Mirante do Telégrafo
4. Pedra do Urubu

Eu fiz a trilha começando pela Vila Militar, mas também é possível contratar guias da Coop Babilônia para fazer o percurso, ótima alternativa, deixo aqui o relato de uma amiga blogueira que já fez essa trilha com eles e teve uma ótima experiência, confere lá no Ziga da Zuca o que estou falando.

E aqui outro relato com fotos bem bacanas e orientações de como fazê-la.

Veja o resumão em vídeo:




DICA: Visite a fanpage do grupo Adventurers no Facebook, siga a agenda de passeios, aproveite, porque ainda é de graça.

Patrocínio: Bihai Adventure








terça-feira, 19 de novembro de 2013

Travessia Paineiras x Vista Chinesa, via Morro do Queimado

Apesar de toda a especulação imobiliária, serviços inflacionados, políticos bandidos, o Rio de Janeiro é uma cidade fantástica.

Conheci por intermédios de amigas um grupo que faz as trilhas pela cidade,  Projeto Descobrindo os Cantos do Rio, não apenas as mais conhecidas, mas aquelas que estão abrindo conforme o avanço das UPPs, ou aquelas que simplesmente não são divulgadas.

Essa minha primeira excursão com eles foi a Travessia Paineiras x Vista Chinesa, via Morro do Queimado, uma trilha que o Parque Nacional da Tijuca não divulga (?).

O grupo Adventurers é muito organizado. Existe uma pequena explicação sobre a trilha no ínicio da caminhada, os organizadores levam kit de primeiros socorros, água e alimentação para os desavisados. Para quem gosta de história a Rosely conhece bastante sobre o Parque.
Trilha moderada.




domingo, 4 de agosto de 2013

Acampamento solo na Aldeia Velha - Silva Jardim




Nem tudo foi como planejado. Adiei por um dia a minha ida à Aldeia Velha por conta da chuva. Valeu a pena. Peguei um ônibus para Casimiro de Abreu um pouco mais tarde do que havia dito inicialmente, mas foi ótimo, pois não precisei esperar muito tempo pela condução que me levaria para Aldeia Velha. Aqui vale uma informação valiosa: Já havia comprado passagem para quinta-feira, mas só precisei ir ao guichê para trocá-la por uma nova, ao contrário das passagens áreas, as rodoviárias não pagam multa por no show e você não perde o seu dinheiro. O ônibus que vai para Aldeia Velha partiu pontualmente às 9h da manhã. Muito fácil de encontrá-lo, é só atravessar a BR-101, ele fica estacionado na esquina que de um lado tem uma lanchonete e no outro uma loja de ferramentas.
 Como se vê o bus é antigo e vai devagar pela estrada, em 35min cheguei no destino.
 A estrada já dá uma ideia da bucolidade da região e qual é sua vocação principal, a pecuária.






A vila é pequena, sem grandes atrativos.



plaquinha feliz!
E eis o local que fiquei Fazenda Bom Retiro. 
capelinha




Detalhes do Caminho da Floresta dentro da Fazenda. Dispensa legendas.
No meio do caminho encontro uma cadeira do mato e um dos instrumentos para fazê-la.
Acampamento com a barraca Everest  e com a rede Amazon, ambos da Guepardo. Montei a rede para saber se poderia passar uma noite, mas só consegui cochilar. Primeiro usei uma corda de varal para prender a rede, mas ela cedeu com o meu peso, depois usei o paracord que deu conta do recado. Usei nós bem simples como a volta do fiel e nó direito.
Silver tape nas pontas das cordas  da rede como armadilha para insetos. Dica extraída do Fórum Bushcraftbr
Início da noite fez 18°C.
O que para uma carioca, é desculpa para um gorro e casaco fleece.
Artesanato no mato. Porta-velas e uma lamparina a óleo. Fiz outras coisinhas também, que mostrarei aos poucos.
Desjejuem.


Andar, simplesmente por andar.



E no retorno ao Acampamento, na entrada da Fazenda, encontra-se esse rio de águas cristalinas.



Depois um merecido descanso na rede. Nunca havia acampado com rede e posso dizer que é uma maravilha ter uma rede para deitar, não foi possível dormir, mas só de não sentar no chão valeu a pena. A rede Amazon da Guepardo é leve não ocupa muito espaço e se mostrou bem resistente.
Três dias e duas noites que passaram muito rápido. Domingo, às 16h o ônibus partia para Casimiro de Abreu e de lá para casa.

Minha primeira viagem solo. Foi para perto, fácil de chegar e sair. Acampamento seguro, num lugar lindo. Tentarei voltar para praticar mais as artes mateiras: reconhecimento de plantas, práticas de nós e amarras, entalhes de madeira, orientação e confecção de móveis e técnicas de obtenção de fogo.