Nos dias 25 a 27 de Outubro de 2012 acontece no Odeon Petrobras na Cinelândia a Mostra de Filmes de Montanha, na verdade filmes de aventura.
São vários curtas que a princípio parecem muito interessantes. E atividades paralelas como exposição fotográfica, lançamento de livro e documentário sobre 3 grandes alpinistas.
Horário: 19h e 21h
Ingresso: 24,00 inteira; 12,00 meia e passaporte de 80,00 que dá direito a 5 sessões
A marca Guepardo tem mostrado uns equipamentos para aventura bem interessantes e com um preço ainda aceitável. É importante novas marcas se expandirem no território brazuca, só assim, poderemos ter o direito de escolha real. Ainda no tema da cutelaria, fiz um video review do canivete Rescue. Com design mais tático, do que para esporte outdoor, ela deu conta do recado nos testes de resistência . Confira o video e dê sua opinião.
Fiz um vídeo das minhas impressões e experiências desse item.
Depois que se aprende um pouco sobre cutelaria, os canivetes que as lojas de aventura oferecem têm padrões mínimos de qualidade por preços elevados, é claro que existem exceções, mas quando se entra em sites estrangeiros as facas e canivetes aparecem com um preço justo e a balança é desfavorável para o consumidor brasileiro. Provavelmente, a cutelaria nacional não está mais resistindo a força da indústria chinesa e fica mais em conta importá-las. Só que todos sabem que a China não tem uma política severa contra a pirataria, então, percebe-se algumas cópias de modelos no mercado.
Bom, esse negócio de falar em público é difícil, por isso, o filme está mediano para ruim, mas como aprendemos com os erros decidi postar assim mesmo.
Atenção as próximas dicas são para escolhas de facas para bushcraft e sobrevivência na mata.
Lá em Janeiro de 2012 depois do curso do CSAH percebi que era um erro fazer as trilhas apenas com meu canivete suiço. Tudo bem que nunca precisei de algo a mais, nunca precisei construir abrigo ou fazer fogueira, mas em certas ocasiões ter um facão iria ajudar a ver melhor o caminho e limpar a área de camping, ou fazer buracos.
Como sair andando é só colocar o tênis e ir, a preparação se restringia ao lanche, água (sem me preocupar com a purificação da mesma), uma jaqueta, um kit de primeiro socorros e um apito. Nada de cordas, purificadores de água, sinalizadores, cobertor de alumínio, faca, isqueiro etc.
Prática Segura? Nunca pensei nisso.
Felizmente os anos se passaram, fiquei mas ponderada e a coleta de informações ficou mais fácil.
Obviamente essas dicas não são minhas, não tenho experiência para isso, mas quero ter uma ferramenta boa, por isso, fiz meu dever de casa e quero repassar a todos como começar a escolher suas facas mateiras. Quando ler as dicas abaixo, lembre-se que você precisa cortar troncos para construir um abrigo ou acender uma fogueira, fazer pequenos entalhes, ou cortes de precisão para criar outros instrumentos úteis
O que se deve observar numa faca para sobrevivência:
1. LÂMINA:
Ser FIXA, isso quer dizer que
uma lâmina fixa ao cabo é mais confiável e que ao fazer um trabalho mais
pesado ela não vai ceder e te ferir.
Ser um MONOBLOCO, ou como
você vai ouvir falar FULL TANG, isso quer dizer que a lâmina não acaba
quando começa o cabo, na verdade o cabo vai envolver uma parte da peça.
Existem modelos como a faca Mora que a peça de metal é tão boa, que ela
afunila sua largura e chega até a metade do cabo e continua ser uma faca
extremamente confiável para trabalhos pesados, por mais frágil que ela
apareça.
Qualidade do Metal: esse item vale uma boa
discussão, é um assunto muito rico que vale muitas observações. O aço é
uma liga que contém principalmente ferro e carbono, mas outros elementos podem
ser incorporados e a partir daí encontramos várias qualidades de aço para
nossas lâminas, mas para o nosso caso, usa-se muito o Aço Inoxidável 440 C, ou o Aço Carbono
1095, 5160, 52100. Nas facas importadas se encontram os aços VG-10,
AUS-8 e Sandvick 12 c 27. Com dureza na escala de Rockwell entre
56-60.
O que é a aço inoxidável?
A faca de aço inoxidável leva na sua composição
cromo que aplicado na superfície confere uma camada que dificulta a
oxidação da lâmina e facilita sua limpeza e conservação. O inox é uma
ótima pedida para os que farão suas atividades com águas salgadas.
Você verá nos blogs e sites de cutelaria
artesanal os seguintes termos:
Aço Damasco: cuteleiros mais experientes
conseguem misturar diferentes
tipos de aço para conseguir um aço mais resistente e com características
especiais.
Têmpera seletiva: é um tratamento térmico
diferenciado no fio em relação ao dorso da faca. Assim, pode-se ter numa
mesma lâmina um fio duro e um dorso mole
que garantirá um corte preciso e um dorso capaz de absorver impacto
evitando rachaduras e quebra da lâmina.
Uma questão muito curiosa é que os cuteleiros
artesanais também reutilizam aços provenientes de peças de maquinário
pesado, como molas de caminhão, serras de madeiras, lima etc.
Formato: Aqui entra muito o gosto pessoal, a que
eu mais gosto tem o formato que chamam de Drop point ou formato de ponta
de gota. Esse tipo de formato torna a
faca robusta, mesmo que ela seja pequena, como nos canivetes, e de fácil
manejo em lâminas um pouquinho maior, isso acontece porque ela vai
formando uma pequena curva convexa até a ponta (no dorso), o que confere
resistência na ponta e um maior área de corte. Ela não é indicada para
perfurações, mas com pequenos ajustes personalizáveis isso pode ser
atenuado como o falso fio no dorso junto à ponta.
Detalhes:
Ranhuras no dorso: fica próximo a
empunhadura (cabo) que propiciam mais firmeza ao polegar na hora que
precisar colocar um pouco mais de força. Vi também o termo Filework, mas pelo que entendi são ranhuras por todo o dorso com apelo estético
Dorso plano e em ângulo reto: serve para ser um apoio para o polegar na hora de fazer trabalhos mais finos e superfície para riscar a pederneira.
Serrilhas: eu não gosto. Elas não são muito
úteis para serrar tronco, nem rasgar tecidos, além disso diminuem á área
de corte da lâmina lisa e assim você precisará gastar mais energia para
um trabalho.
Fio: tem que vir com um bom fio de fábrica. Para
saber se a faca está afiada corretamente basta ela cortar sem
dificuldades, melhor ainda com o seu próprio peso, uma folha de papel.
Tamanho:entre 9 a 15cm (estou falando só da lâmina). Esse
tamanho é suficiente para cortar um pedaço de madeira e fazer entalhes com
precisão. Além de ser mais fácil para carregar.
Espessura: entre 2,5 a 4mm. Isso fornece
uma boa quantidade de aço para que a faca tenha um peso ótimo para
trabalhos que exijam força. A faca tem que ser um pouquinho pesada.
Largura: eu gosto de até 6cm pelos motivos
expostos acima.
2. EMPUNHADURA (cabo)
Ergonômica: você precisa sentir firmeza na pegada
Furo de artilho: um furo no final da cabo para passar um cordelete que se prende ao punho. Uma medida de segurança para não deixar a faca cair no chão
Pomo: de material resistente ou como continuação da lâmina para deferir golpes que sirvam para quebrar coco, castanhas, servir de martelo etc.
Algumas marcas indicadas por especialistas. Clique no nome para ser direcionado para o site com mais informações.
Ferramenta importantíssima o canivete deve ser um item obrigatório na mochila. Particularmente meu canivete multifunção está na minha bolsa junto com kit de emergência, inclusive já usei a chave de fenda para desmontar um armário, com a serra modifiquei um móvel que tinha no meu quarto, adaptei estante, cortei capa de fio, preparei comida, já abri várias latas de leite condensado, abri vinhos, entre outras coisas. Já usei muito, pois estava sempre ao meu alcance, sempre na bolsa e por todos esses anos ele ainda mantem seu fio, impecável. E somente hoje resolvi tratar ele melhor, lubrificando a engrenagem, limpando suas "entranhas" e assim que aprender vou afiá-lo.
Tenho um modelo Victorinox Camping que deve ser do ano 1998. Esse eu não largo e nem empresto!
Testei esse tutorial para limpeza do canivete, só troquei o óleo por um de máquinas da Singer (tem que pingar muito pouco).
Existem muitos apaixonados por esse tipo de equipamento e por facas. Saber escolher uma boa marca é sinônimo de segurança no manuseio e eficácia no resultado. Um Victorinox é caro, mas é uma ferramenta para a vida toda, existem marcas nacionais que são bem conceituadas por aqueles que curtem cutelaria e com um preço bem mais acessível. As marcas que os fãs de cutelaria indicam: Zebu, Bianchi, Cimo e alguns indicam a Tramontina.
Para escolher um modelo você tem que decidir primeiro onde vai usá-lo, não compre por impulso, às vezes, não se precisa de um canivete multifunção, mas sim de uma simples lâmina.
Uma curiosidade: O termo "canivete suiço" é marca registrada da Victorinox AG e de sua subsidiária Wenger SA
Minha próxima ferramenta multifunção será uma Leatherman modelo juice Cs4, um modelo projetado em 2001, mas extremamente atual. Seu tamanho é de apenas 8,25 cm fechada e pesa apenas 156g. Olha que linda!
E para fechar esse post indico uma leitura bacana sobre a origem do canivete suiço no blog Tocandira.
O Rio de Janeiro foi colonizado a duras custas, de gente teimosa e muito ambiciosa porque toda a região que consiste Zonal Sul, Centro e Zona Norte era um grande pântano, de mata muito fechada que nem os próprios índios se dispunham a enfrentar. Foi aterrada, deu passagem para a agricultura e povoamento desordenado, até que pela escassez de água fez o governo imperial proteger as nascentes da Floresta. Grande parte do território foi devastado, mas a outra foi reflorestada e protegida virando posteriormente o Parque Nacional da Tijuca, um lugar farto para aventuras.
A maioria das trilhas estão bem demarcadas, o nível de dificuldade varia de iniciante a difícil mas existem algumas agências de ecoturismo que fazem os passeios.
Achei um site muito interessante que tem informações de qualidade sobre várias trilhas e tem um material muito bom sobre o Parque Nacional da Tijuca, que inclui fotos, croquis, mapas...
Outro dia vi um review sobre botas para usar na Mata. O autor do vídeo analisou uma bota de segurança (epi) que visualmente se assemelha a essas botas de trekking que encontramos nas lojas de aventura.
Ele usa a tal bota há uns 8 anos e nunca o deixou na mão. Um dos argumentos usado é sobre os aspectos de segurança. A tal bota é destinada para ambientes que apresentam riscos de acidentes, seguem normas da ABNT e passaram pelo Inmetro, tem certificação de qualidade. Outro ponto a favor da bota era o preço, que atualmente fica em torno de R$ 100,00, muito mais barato do que vemos em lojas especializadas.
Além disso a bota se mostra muito confortável e resistente à água, em outro vídeo em resposta a esse primeiro, o autor coloca que a numeração desse determinado fabricante é generosa, então, vale pedir até um número menor.
Assim que a minha bota da Timberland (o único ponto negativo que vejo nela é o solado que não é muito aderente), quiser aposentar vou testar uma dessas.
A numeração começa no 33. Esse aí parece ser o modelo novo, não é o mesmo que aparece no vídeo.
fonte: www.vichi.com.br/Nobuck/4048_VCEN_2400_LV.php