Além das boas histórias e do bom povo que conheci, uns dos suvenir que trouxe para casa foram os carrapatos. A trilha é feita por cavalos e burros e vez e outra em alguns trechos devem passar vaca e boi animais notoriamente abrigo de micuins e carrapatos.
Esses parasitas ficam nas folhas e capins esperando um sangue quente passar para atacar. Dizem os artigos que os percebemos 24h depois.
No meu grupo todos foram sorteados, então creio que os intrusos fizeram seu ataque depois que passamos pela D. Maria.
Percebi as minhas primeiras feridas na barriga, provavelmente, os seres irritantes se aproveitaram dos momentos em que tirava a mochila das costas e apoiava no chão para pegarem carona na barrigueira. Depois apareceram as feridas na perna. Porém, só percebi a infestação um dia depois que cheguei em casa.
Extremamente cansada da viagem não tomei uma atitude simples de deixar a minha mochila e os equipamentos isolados, cheguei e joguei tudo no chão da sala e corri para o banho e depois cama.
Quando acordei, começou o martírio. No desespero, liguei para a veterinária da minha cachorra. :) A essa altura a minha cadela tinha passado o dia comigo, já que nós duas dormimos o sono dos guerreiros que voltam da batalha... As orientações foram simples, catar todos os carrapatos em mim, tomar banho com bucha, passar aspirador pela casa, comprar remédio de carrapato para passar no ambiente e outro para passar na Juju. E observar. Com a Juju felizmente nada aconteceu, mas para mim, o inferno.
Tomava anti-histamínico como quem come bala, acaba o efeito, eu tomava outro e vivi por uma semana em estado alucinógeno, tomei remédio para verme, passei sabonete contra sarna e piolho, jogava álcool 70% no corpo, tudo que podia eu fazia. A minha vontade era passar o vermífugo da juju em mim, mas deixa para lá. Foram quinze dias para passar a coceira e as feridas começarem a ficar menos vermelhas,
Mais de um mês e depois, ainda tenho algumas cicatriz no corpo.
Pelo visto a barreira física da roupa, não foi suficiente. Para o próximo camping ou travessia similar a essa achei um produto anti-carrapatos que pode ser passado tanto nos equipamentos e roupas, quanto no corpo.
Se chama Exposis, vou comprar e experimentar e depois comento se funcionou mesmo.
Resumo
1. Quando chegar de uma trilha deixe seu equipamento em quarentena e lave imediamente suas roupas.
2. Previna-se de carrapatos.
sábado, 20 de julho de 2013
sábado, 6 de julho de 2013
Faça você mesmo - Angulador para pedra de afiar faca
Todo hobby tem seus objetos de desejo que você compra um básico e logo depois quer outro mais incrementado, eu estou assim com canivetes, facas e itens de cozinha. Eu sempre usei um canivete, depois comprei um facão e hoje tenho algumas facas. Aprendi sobre diferenças de corte, formato de lâmina e sei que ter um canivete ou faca faz muita diferença na hora da necessidade.
Pois bem, todos os equipamentos têm sua manutenção, com as lâminas não é diferente, depois de usar você precisa limpar para tirar os resíduos e restabelecer o corte do fio se for preciso. Para me ajudar nessa última tarefa fiz um suporte de madeira para a pedra de afiar. Para saber as medidas das peças um pouco de matemática: finalmente usei as Leis dos Senos e Cossenos, Teorema de Pitágoras e Trigonometria (brincadeira, foi tudo no olho) , e com certeza um transferidor para saber se tudo ficou realmente no ângulo que deveria ficar.
Como aprendi no fórum Bushcraftbr um fio feito a 10° e depois terminado com um microfio a 20° permitem uma lâmina com boa capacidade de corte e manutenção do fio por mais tempo. Para ter mais precisão ao deslizar a lâmina da pedra resolvi criar esse suporte, já que a pedra fica na angulação que preciso e deslizando a lâmina numa posição reta em relação a pedra obtenho o fio necessário. No vídeo abaixo mostro o processo.
Por que tem um trecho de música de uma cantora famosa o link não está aparecendo, mas é só apertar que você será direcionado para o meu canal do YT.
Pois bem, todos os equipamentos têm sua manutenção, com as lâminas não é diferente, depois de usar você precisa limpar para tirar os resíduos e restabelecer o corte do fio se for preciso. Para me ajudar nessa última tarefa fiz um suporte de madeira para a pedra de afiar. Para saber as medidas das peças um pouco de matemática: finalmente usei as Leis dos Senos e Cossenos, Teorema de Pitágoras e Trigonometria (brincadeira, foi tudo no olho) , e com certeza um transferidor para saber se tudo ficou realmente no ângulo que deveria ficar.
Como aprendi no fórum Bushcraftbr um fio feito a 10° e depois terminado com um microfio a 20° permitem uma lâmina com boa capacidade de corte e manutenção do fio por mais tempo. Para ter mais precisão ao deslizar a lâmina da pedra resolvi criar esse suporte, já que a pedra fica na angulação que preciso e deslizando a lâmina numa posição reta em relação a pedra obtenho o fio necessário. No vídeo abaixo mostro o processo.
Por que tem um trecho de música de uma cantora famosa o link não está aparecendo, mas é só apertar que você será direcionado para o meu canal do YT.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Lapinha - Tabuleiro: Lição 1
Essa é uma boa travessia para quem está começando no trekking ou retornando. Se você está mediano fisicamente consegue fazer numa boa.
Porém, a orientação é difícil. mesmo com GPS pode-se perder nas bifurcações que aparecem.
| Garmin GPSMAP 62sc, outdoor Gear Lab |
Os aparelhos de GPS não são 100% precisos e isso pode confundir o usuário iniciante. Achei um bom comparativo entre os GPS no Outdoor Gear Lab.
Estava com carta e bússola e em certos momentos não tinha pontos de orientação suficientes para checar no mapa e nos tracklogs. Porém, se perder por lá não é tão ruim assim você andará mais, entretanto, como é área de fazendas e outras propriedades você achará algum caminho ou alguém que poderá te socorrer, mas se não achar e tiver que pernoitar por um dia , não será difícil já que a trilha têm várias fontes de água e bons locais para acampar.
Se você nunca fez a travessia como eu, procure por pessoas que também a farão, pelo que experimentei muita gente faz esse percurso. É fácil de se encaixar em um grupo, ou se não quiser contar com a sorte, procure um guia. Eu achei um que me cobrou R$1200,00 (para 2 pessoas) pelos três dias com suporte de mula e translado de BH-Lapinha e Tabuleiro-BH e não precisaria levar barraca, já que a hospedagem estava inclusa. Para alguns isso pode ser uma alternativa.
Essa é a primeira reflexão da minha viagem, não subestime a Orientação, se puder invista num aparelho de GPS, faça cursos para aprender usá-lo, saiba ler mapas e usar bússola, pq é melhor pecar pelo excesso do que ficar perdido na trilha.
Até.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Lapinha-Tabuleiro: Treinos
Descobri a Travessia em dezembro de 2012, mas como estava muito fora de forma decidi adiar para meio de 2013. O projeto tomou vida em março. A primeira coisa que fiz foi entrar para a natação e melhorar meu condicionamento físico, nos feriados e finais de semana andava em lugares com aclives e declives, principalmente no Parque Nacional da Tijuca.
Depois comecei a treinar com alguns equipamentos e estudar mais sobre navegação e orientação. Passei um domingo inteiro com a companheira de viagem estudando vários percursos e definindo os pontos de orientação da trilha. Durante o início da trilha, até prestei atenção ao trajeto, procurando por pontos de referência, contei as porteiras, tirei foto das bifurcações, mas em determinados pontos, mesmo estudando o mapa, provavelmente iria me perder, até quem tinha GPS se perdeu, pois os pontos não eram tão precisos e algumas bifurcações ficavam camufladas, por exemplo, no contorno dos picos, ao invés de subir à esquerda no caminho mais difícil com um monte de pedras, o GPS indicava um caminho menos íngreme e mais paralelo, mas que não iria a lugar algum.
Apesar da trilha ter nos abrigos alimentação, todos os blogs alertavam para a possibilidade de não haver refeições para todos e com isso fiz umas pesquisas sobre o quê levar para fugir do miojo e da comida liofilizada. Calculei cerca de 1kg de comida por dia, eis, o que a princípio levaria para duas pessoas:
1. 300g de queijo provolone
2. 300g de salaminho
3. 2 porções de 175g de massa para pão de queijo
4. 4 ovos
5. 1 caixa de lentilha pronta (400g)
6. 2 xícaras de arroz
7. carne seca pronta 500g
8. purê de batata liofilizado 200g (rendia até 1kg)
9. 6 colheres de sopa de café e alguns saches de chá
10. 500g de feijoada pronta
11. 1 cebola média
12. 3 dentes de alho
13. sal, pimenta, azeite (30ml) e açúcar
14. umas 6 barrinhas cereais e alguns tabletes de chocolate
Além disso tinha uma panela, um jogo de talheres, fogareiro e mini butijão.
E a companheira de viagem ainda levava algumas coisas com ela, como tangerina e pão árabe
Meu planejamento eram duas refeições por dia: café da manha (café, mais pão de queijo e os frios), durante o percurso as tangerinas, as barrinhas de cereal e mais salaminho, queijo e pão, e no final do dia algum grão, arroz e proteína. e chocolate ou fruta de sobremesa. Levaria uma refeição sobressalente caso me perdesse e precisasse ficar mais um dia acampada.
Achei que estava bom, mas na hora de montar a mochila ela estava pesando 16kg!!
Não dava, eu queria carregar no máximo 10kg, tirei a refeição sobressalente e cortei na metade o salaminho, queijo e ovos, e ainda troquei a carne seca, purê e cebola por 2 pacotes de miojo e levei só uma xícara de arroz .
No final a minha mochila estava assim: - Pesando uns 13kg.
não é o fim...
| Início do percurso 7,5Km de subida até estrada do Sumaré |
| Cruzando com os macacos - Eu juro que pensei que ele iria levar a minha câmera |
| Vista Baía de Guanabara |
| De qualquer lugar se avista Ele |
Depois comecei a treinar com alguns equipamentos e estudar mais sobre navegação e orientação. Passei um domingo inteiro com a companheira de viagem estudando vários percursos e definindo os pontos de orientação da trilha. Durante o início da trilha, até prestei atenção ao trajeto, procurando por pontos de referência, contei as porteiras, tirei foto das bifurcações, mas em determinados pontos, mesmo estudando o mapa, provavelmente iria me perder, até quem tinha GPS se perdeu, pois os pontos não eram tão precisos e algumas bifurcações ficavam camufladas, por exemplo, no contorno dos picos, ao invés de subir à esquerda no caminho mais difícil com um monte de pedras, o GPS indicava um caminho menos íngreme e mais paralelo, mas que não iria a lugar algum.
| Acho que era para esquerda...Cadê o pessoal? |
| Passagem de nível. |
Apesar da trilha ter nos abrigos alimentação, todos os blogs alertavam para a possibilidade de não haver refeições para todos e com isso fiz umas pesquisas sobre o quê levar para fugir do miojo e da comida liofilizada. Calculei cerca de 1kg de comida por dia, eis, o que a princípio levaria para duas pessoas:
1. 300g de queijo provolone
2. 300g de salaminho
3. 2 porções de 175g de massa para pão de queijo
4. 4 ovos
5. 1 caixa de lentilha pronta (400g)
6. 2 xícaras de arroz
7. carne seca pronta 500g
8. purê de batata liofilizado 200g (rendia até 1kg)
9. 6 colheres de sopa de café e alguns saches de chá
10. 500g de feijoada pronta
11. 1 cebola média
12. 3 dentes de alho
13. sal, pimenta, azeite (30ml) e açúcar
14. umas 6 barrinhas cereais e alguns tabletes de chocolate
Além disso tinha uma panela, um jogo de talheres, fogareiro e mini butijão.
E a companheira de viagem ainda levava algumas coisas com ela, como tangerina e pão árabe
| No início era isso. |
| Total da Cozinha e Alimentos: 4Kg |
Meu planejamento eram duas refeições por dia: café da manha (café, mais pão de queijo e os frios), durante o percurso as tangerinas, as barrinhas de cereal e mais salaminho, queijo e pão, e no final do dia algum grão, arroz e proteína. e chocolate ou fruta de sobremesa. Levaria uma refeição sobressalente caso me perdesse e precisasse ficar mais um dia acampada.
Achei que estava bom, mas na hora de montar a mochila ela estava pesando 16kg!!
Não dava, eu queria carregar no máximo 10kg, tirei a refeição sobressalente e cortei na metade o salaminho, queijo e ovos, e ainda troquei a carne seca, purê e cebola por 2 pacotes de miojo e levei só uma xícara de arroz .
No final a minha mochila estava assim: - Pesando uns 13kg.
não é o fim...
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Lapinha-Tabuleiro: Começo
Completada mais uma aventura. Houve muita pesquisa, muito planejamento, uma dose de coragem e um mix de eventos que você só encontra quando se abre para fazer parte da Natureza.
De certo tinha as passagens de ida, a carta topográfica, track log impresso, bússola, comida e recipientes para água extras. Eu já contava que poderia me perder.
Mas existe uns extras que havia esquecido por ficar tanto tempo longe dos trekkings longos: a solidariedade e generosidade dos caminhantes.
Antes mesmo de descer do ônibus BH-Santana do Riacho começou a se aglutinar um grupo que faria a travessia.
No frete até a Lapinha e depois do almoço as afinidades já se mostraram e o grupo se organizou, apenas um desistiu e partimos para nosso caminho.
Não vou descrever aqui o passo-a-passo da trilha, porque todas as dicas que peguei foram dos sites e blogs abaixo e tivemos um Cacique que havia feito a trilha mais de 12 vezes e nos mostrou alguns atalhos e dicas que facilitou ainda mais a vida.
Clube dos Aventureiros
Comecei a minha pesquisa por aqui. Por acaso, fuçando o site achei a travessia e me interessei de cara. Foi um ótimo começo, eles têm muito material, mas não segui a trilha deles porque preferi não subir os picos.
Chico Trekking
Também fez os picos, o relato dele e as fotos, principalmente, da Parte Alta da Cachoeira do Tabuleiro me fizeram ter a certeza de que iria fazer a travessia.
Destino Trilha
Mais um bom relato e dicas do que esperar na trilha.
Caçadores de Cachoeira.
Para quem se interessa em fazer a trilha contornando os picos esse blog faz uma excelente descrição do trajeto, tem até o tracklog. Esse foi o texto em que realmente em embasei para fazer a aventura. E por uma boa coincidência, encontrei duas pessoas que participaram da travessia descrita. O Alex, que talvez tenha como segunda casa a Serra do Cipó e foi nosso guia e o Raimundo que me pareceu um trilheiro também muito experiente.
Eu queria ter feito um monte de review dos equipamentos que levei. Estava preparada para colocar em prática os meus conhecimentos de orientação e etc, mas simplesmente me desliguei de qualquer compromisso que tinha. No próximo post conto mais da minha experiência.
Links para outros capítulos dessa trajetória:
Lapinha - Tabuleiro: Treinos
Lapinha - Tabuleiro: Lição 1
Lapinha - Tabuleiro: Lição 2
De certo tinha as passagens de ida, a carta topográfica, track log impresso, bússola, comida e recipientes para água extras. Eu já contava que poderia me perder.
Mas existe uns extras que havia esquecido por ficar tanto tempo longe dos trekkings longos: a solidariedade e generosidade dos caminhantes.
Antes mesmo de descer do ônibus BH-Santana do Riacho começou a se aglutinar um grupo que faria a travessia.
No frete até a Lapinha e depois do almoço as afinidades já se mostraram e o grupo se organizou, apenas um desistiu e partimos para nosso caminho.
| Parte da galera |
![]() |
| Aglutinação |
![]() |
| Todo mundo limpinho e bem alimentado |
Não vou descrever aqui o passo-a-passo da trilha, porque todas as dicas que peguei foram dos sites e blogs abaixo e tivemos um Cacique que havia feito a trilha mais de 12 vezes e nos mostrou alguns atalhos e dicas que facilitou ainda mais a vida.
Clube dos Aventureiros
Comecei a minha pesquisa por aqui. Por acaso, fuçando o site achei a travessia e me interessei de cara. Foi um ótimo começo, eles têm muito material, mas não segui a trilha deles porque preferi não subir os picos.
Chico Trekking
Também fez os picos, o relato dele e as fotos, principalmente, da Parte Alta da Cachoeira do Tabuleiro me fizeram ter a certeza de que iria fazer a travessia.
Destino Trilha
Mais um bom relato e dicas do que esperar na trilha.
Caçadores de Cachoeira.
Para quem se interessa em fazer a trilha contornando os picos esse blog faz uma excelente descrição do trajeto, tem até o tracklog. Esse foi o texto em que realmente em embasei para fazer a aventura. E por uma boa coincidência, encontrei duas pessoas que participaram da travessia descrita. O Alex, que talvez tenha como segunda casa a Serra do Cipó e foi nosso guia e o Raimundo que me pareceu um trilheiro também muito experiente.
Eu queria ter feito um monte de review dos equipamentos que levei. Estava preparada para colocar em prática os meus conhecimentos de orientação e etc, mas simplesmente me desliguei de qualquer compromisso que tinha. No próximo post conto mais da minha experiência.
Links para outros capítulos dessa trajetória:
Lapinha - Tabuleiro: Treinos
Lapinha - Tabuleiro: Lição 1
Lapinha - Tabuleiro: Lição 2
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Aplicativo Guepardo
Isso aqui não é um review do novo Aplicativo da Guepardo para Smartphones, é uma primeira impressão.
A interface é bastante amigável e na tela principal já aparecem os menus.
1. Diário de Bordo: Um Note, que vc pode anexar fotos do lugar em que está e se estiver com conexão pode até enviar por email ou postar no mural do Facebokk.
2.Check list: com duas abas; uma para Lista de Equipamentos e outra para mostrar o catálogo da Guepardo. A Lista de Equipamentos abre uma janela com três tipos de listas para o que levar em casos de Camping que pode ser Família, Estruturado ou Selvagem, as sugestões de equipamentos são completas.
O Catálogo mostra obviamente os produtos da Guepardo, uma interação bacana para quem gosta de saber as novidades da marca.
3. Navegação: Mostra Bússola (que eu achei de difícil visualização), prefiro se for o caso usar do próprio IPhone e um Medidor de distância que ainda não sei se funciona por passada ou se faz uso do sistema de localização dos Smartphone
4. Ferramentas: Lanterna que é deixar o visor do celular todo branco, um sinal sonoro programado de SOS, e sinalizador sonoro, que a princípio não surtiriam o efeito desejado, já que o alcance dos alto-falantes do telefone é curto.
5. E a opção Sobre que apresenta um Institucional da empresa, uma aba rápida para contato e mais uma vez o catálogo dos produtos.
É um aplicativo de entretenimento, gratuito, que pode distrair enquanto a carona para a trilha não chega!
Abs
A interface é bastante amigável e na tela principal já aparecem os menus.
1. Diário de Bordo: Um Note, que vc pode anexar fotos do lugar em que está e se estiver com conexão pode até enviar por email ou postar no mural do Facebokk.
2.Check list: com duas abas; uma para Lista de Equipamentos e outra para mostrar o catálogo da Guepardo. A Lista de Equipamentos abre uma janela com três tipos de listas para o que levar em casos de Camping que pode ser Família, Estruturado ou Selvagem, as sugestões de equipamentos são completas.
O Catálogo mostra obviamente os produtos da Guepardo, uma interação bacana para quem gosta de saber as novidades da marca.
3. Navegação: Mostra Bússola (que eu achei de difícil visualização), prefiro se for o caso usar do próprio IPhone e um Medidor de distância que ainda não sei se funciona por passada ou se faz uso do sistema de localização dos Smartphone
4. Ferramentas: Lanterna que é deixar o visor do celular todo branco, um sinal sonoro programado de SOS, e sinalizador sonoro, que a princípio não surtiriam o efeito desejado, já que o alcance dos alto-falantes do telefone é curto.
5. E a opção Sobre que apresenta um Institucional da empresa, uma aba rápida para contato e mais uma vez o catálogo dos produtos.
É um aplicativo de entretenimento, gratuito, que pode distrair enquanto a carona para a trilha não chega!
Abs
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Tropeirismo e Trekking
Eu não gosto de comida liofilizada, salvo miojo (que acredito ser) todas têm um único gosto que não me agrada.
Acertar a quantidade de água e a temperatura no meio do mato não é fácil e se a hidratação da refeição não ocorre corretamente, o organismo será forçado a equilibrar roubando do próprio corpo a água a ser utilizada.
Lembrei da frase de um amigo naturapeuta sobre quais são os melhores alimentos a consumir e o mesmo me jogou que "aquilo que está ao ser redor já é suficiente". Então, para que inventar com produtos importados ou industrializados se poderia transportar e consumir alimentos que meus ancestrais utilizavam.
Busquei na nossa história pessoas que precisavam se deslocar em grandes distâncias e quais alimentos carregavam e cheguei nos tropeiros.
Esses homens influenciaram enormemente os hábitos e a economia do Sul, Sudeste e Centro-Oeste na época do Brasil Colônia e Império e sua culinária resiste até hoje.
Eles eram chamados de tropeiros porque conduziam tropas de cavalos e mulas afim de transportar mercadorias e às vezes gado para os arraias que se formavam devido à mineração e depois escoavam a produção até o Rio de Janeiro. Devido aos seus deslocamentos ranchos foram criados que posteriormente evoluíram para vilas e cidades. Eles também eram os responsáveis por levar idéias e notícias aos cantos do Brasil e podemos dizer que foram os primeiros a fazer a integração do território brasileiro.
Existe um projeto para que eles sejam reconhecidos como Patrimônio Imaterial pelo Iphan e até Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
A atividade do tropeirismo surgiu principalmente, porque todos os homens-livres e escravos eram empregados especificamente nas minas, então, alguém precisava levar comida, vestuário e utensílios até eles. No Sudeste, a Estrada Real é um legado dessa época.
Os tropeiros carregavam para suas refeições principalmente: feijão, toucinho, fubá, farinha de mandioca, carne salgada ou seca, café, pimenta-do-reino e coité (um molho de vinagre com fruto caústico espremido). Daí surge um prato regional chamado Feijão Tropeiro.
fontes:
http://www.tropeirosdasgerais.com.br/historia.htm
http://www.uesc.br/revistas/culturaeturismo/edicao3/artigo2.pdf
http://site.er.org.br//index.php/home/index
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caminho_das_Tropas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tropeiro
http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/anteriores/edicao41/materia06/
Acertar a quantidade de água e a temperatura no meio do mato não é fácil e se a hidratação da refeição não ocorre corretamente, o organismo será forçado a equilibrar roubando do próprio corpo a água a ser utilizada.
Lembrei da frase de um amigo naturapeuta sobre quais são os melhores alimentos a consumir e o mesmo me jogou que "aquilo que está ao ser redor já é suficiente". Então, para que inventar com produtos importados ou industrializados se poderia transportar e consumir alimentos que meus ancestrais utilizavam.
Busquei na nossa história pessoas que precisavam se deslocar em grandes distâncias e quais alimentos carregavam e cheguei nos tropeiros.
![]() |
| fonte:http://migre.me/e5M5h |
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| fonte:http://migre.me/e5M7d |
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| fonte: http://migre.me/e5Mav |
Esses homens influenciaram enormemente os hábitos e a economia do Sul, Sudeste e Centro-Oeste na época do Brasil Colônia e Império e sua culinária resiste até hoje.
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| fonte: http://migre.me/e5Mvv |
Existe um projeto para que eles sejam reconhecidos como Patrimônio Imaterial pelo Iphan e até Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
A atividade do tropeirismo surgiu principalmente, porque todos os homens-livres e escravos eram empregados especificamente nas minas, então, alguém precisava levar comida, vestuário e utensílios até eles. No Sudeste, a Estrada Real é um legado dessa época.
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| mais sobre a Estrada Real acesse esse link: http://migre.me/e5Mk8 |
Os tropeiros carregavam para suas refeições principalmente: feijão, toucinho, fubá, farinha de mandioca, carne salgada ou seca, café, pimenta-do-reino e coité (um molho de vinagre com fruto caústico espremido). Daí surge um prato regional chamado Feijão Tropeiro.
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A comida tropeira era, por si só, simples, prática e de muita “sustança’’, como os próprios tropeiros a definiam. O básico que o tropeiro levava para comer no caminho era o feijão, o arroz, a carne-seca e o toucinho. Depois vinham os acompanhamentos, como as farinhas de milho e de mandioca, o sal, o alho, o açúcar e o pó-de-café.Esse prato vai constar no meu próximo trekking, porém, para não perder tempo e recursos cozinhando vou utilizar os feijões em caixinha pronto e temperado que já apresentei aqui no blog e das farofas prontas, o toucinho e algumas folhas de couve também me acompanharão, assim como o inseparável arroz.
Logo de madrugada, o cozinheiro, que sempre era jovem, acordava e colocava o feijão para cozinhar, em um trempe “tripé” (arco de ferro com três pés, e sob o qual se coloca a panela ao fogo), enquanto os outros arreavam a tropa e colocavam a carga nos animais. Depois do feijão cozido, fazia-se o café, e, numa panela, fritava-se o toucinho, preparando um feijão tropeiro bem gordo, completando com a farinha de milho. Tomava-se o café com este feijão. O resto do feijão cozido, sem tempero, era colocado num caldeirão e levado no saco para o almoço no caminho. Depois de pelo menos 4 léguas (mais ou menos 24 Km), os tropeiros paravam num rancho e o cozinheiro ia preparar o almoço.
Fritava o torresmo numa panela, tirando o excesso de gordura, e só então colocava o feijão já cozido, os temperos e a farinha de milho, fazendo novamente o feijão tropeiro. Alguns tropeiros mais abastados tinham a carne-seca e a lingüiça que eram acrescidas ao feijão. Na seqüência, preparava-se o arroz tropeiro, fritando torresmo em pedaços, escorrendo o excesso de gordura e depois colocando o arroz para cozinhar.
Esse era o almoço e o jantar do tropeiro. Um outro fato curioso era o preparo do café, que era bebido logo após as refeições.
O tropeiro colocava o pó-de-café e o açúcar numa água já quente. Quando essa mistura fervia, para decantar o pó, o tropeiro colocava três carvões dentro da água, ou então uma pedra, que era esquentados no próprio fogo.
Após todo esse procedimento, virava o café noutra vasilha e distribuíam para os membros da tropa.
Fonte: Sabores do Tempo dos Tropeiros – Caderno de Receitas
fontes:
http://www.tropeirosdasgerais.com.br/historia.htm
http://www.uesc.br/revistas/culturaeturismo/edicao3/artigo2.pdf
http://site.er.org.br//index.php/home/index
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caminho_das_Tropas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tropeiro
http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/anteriores/edicao41/materia06/
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