quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Acampando no Canadá - parte II


A segunda parte dessa viagem se passou mais no interior do Parque Nacional da Penísula de Bruce.

Esse tipo de camping por lá se chama Backcountry camping o que significa que é uma área mais isolada, de difícil acesso, com a Natureza próxima, bem íntima,  mas com alguma intervenção do homem. Não há chuveiro e o banheiro é de compostagem. A água tambem deve ser coletada e purificada, ou então percorra o caminho com seus litros no lombo. Fizemos isso. -Roots!!!

Não é camping selvagem. Pois o Estado está lá organizando e fiscalizando - porém a fiscalização é escassa, vimos lixo na trilha e fogueiras onde não deveria.  Vc só pode acampar se fizer reserva, nisso eles eram organizados, dá para fazer tudo pelo site.

Pois bem, nossa área de Camping era num sítio chamado Stormhaven.





Todas as informações desse tipo de camping estão disponíveis pela internet. Pode-se fazer inclusive reservas online. Visite o site e admire as lições de ecoturismo.


A caminhada está em vermelho
No mapa acima dá para ver nosso trajeto, sinceramente, não lembro por quantas horas andamos, mas pode ter sido umas 3h. Estacionamos o carro no P2 e o ponto incial foi no Yurts (uma tenda inspirada nas tendas dos nomades da Asia Central, que aliás, estão ali para serem alugadas).
Yurt
A trilha é demarcada, então, não precisa de guia. Algumas bifurcações não são bem sinalizadas, mas não o suficiente para se perder.
Coisa linda cheia de graça no início da trilha
 
Início trilha
 
Uma das muitas praias de pedra que passamos
 
Depois a trilha fica assim, repare na sinalização do tronco.

Nosso caminho até chegarmos a Bruce trail foi bem movimentado, era verão, então, o parque estava cheio. Depois foi super tranquilo, com poucos passantes e só visual para apreciar.

Parada para o banho

"Somos amigas, amigas, amigas pra valer...." lá lá lá

Bora que tem mais chão.

A área das nossas barracas era um deque de madeira na beira do lago, protegido pela vegetação.
Dequezinho show de bola

Duas barracas montadas e uma moça com caneca na mão fazendo pose de fodona
Lindo! Montamos a barraca e fomos aproveitar o restinho do sol e mergulhar na água mais cristalina que já vi. Delicinha. Preparamos a janta, tomamos nossa segunda garrafa de vinho e fomos dormir cedo, pq tínhamos pretensão de ver o sol nascer.
Fiquei na água até ficar enrugada

Restaurante
  
Não se engane pela claridade, devia ser quase 19h.
Como esse camping é mais afastado, é imperativo que a comida e artigos de higiene fiquem longe da barraca e pendurados. Podem aparecer ursos!
Cada deque tem seu ponto para pendurar os pertences. Nossa mochila não tinha cadeado e não ficamos com receio de sermos furtadas. Não é fantástico?!
Feito isso, ainda observamos as estrelas, continuamos a conversar e exaustas fomos desmaiar.

Na manhã seguinte... não deu para ver o sol nascer, estava nublado, mas mesmo assim foi esotérico. Aquele momento que você sabe que faz parte de algo maior e agradece por estar ali.
sozinhas na praia

Muito bem! Ganhou estrelinha da fisioterapeuta.
Preparamos o café e fomos explorar a área.
Estava muito bom! 

Aquele momento de planejar o dia tomando uma boa xícara de café

 Nesse dia nadamos muito. Na ponta da praia tinha uma formação rochosa curiosa que parecia a cabeça de um gigante mergulhado até a altura dos olhos mirando a outra margem do lago.
Andamos...
....descansamos...
...fizemos graça...

...até parar aqui...

....e retornamos...

...para entrar na água mais a frente e começar a nada. Essa grutinha é onde estávamos.

Quase chegando na cabeça do gigante.

Chegamos na cabeça do Gigante

Aproximadamente lá pelas 14h, fechamos nosso camping, demos tchau para aquele lugar maravilhoso e retornamos para a base.

Natureza diferente explorada.
Agora é chamar essas amigas aventureiras para planejar a próxima trip.
Obrigada lindas, a viagem foi o máximo.

Parada num café ucraniano à beira da estrada. Back to Toronto.
Fim.



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Dica Dazamigas - Como prender um biquini sem grampos


Super rápido.

Como pendurar biquini no Camping? Dazamigas mostra.

Conheça o nó  Boca de Lobo. Siga o passo-a- passo para fazê-lo.

Faça uma alça na corda

Passe a alça por trás da área (geralmente isso será um galho, uma outra corda) onde pretende fixar o nó

Puxe a alça para frente enquanto as pontas passam por dentro

Puxe as pontas, a alça fará uma constricção e terás o Nó Boca de Lobo


Agora um exemplo da vida real. Com o biquíni.



sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Acampando no Canadá - Parte 1

Meu primeiro camping internacional foi em Ontário, Canadá, numa cidadezinha do interior chamada Tobermory. A cidade é um porto no Grande Lago de Huron, mais especificamentente em Georgian Bay e encravada na Bruce Pensinsula.


Pequena Tobermory
A vegetação e fauna são bem limitadas para nossos padrões tropicais e esse foi meu primeiro grande impacto. Distingui-se rapidamente os pinheiros e os carvalhos, esquilos, guaximim, morcegos, algumas aves como corujas, gaivotas e pica-paus e cobras, porém, eu não vi nenhum peixe.

A foto está horrível, mas esse é o Panorama do Parque que fiquei
A mente viajava nesse cenário com cores mais amarronzadas, o solo preto e mais fofo, o espaçamento na vegetação. Eu vivia as florestas que encontrava nos filmes e seriados norte-americanos. Foi uma emoção de descoberta, desbravamento...

Terra fofa
Adorei meu camping por lá. Fiquei num lugar chamado Harmony Acres por 2 noites. Saímos na sexta-feira à noite de Toronto para evitar a hora do rush e chegamos ao nosso destino uma hora da manhã. Montadas as barracas, fomos dormir às duas. 
Meu pedacinho de terra ocupado
O lugar é muito diferente do que já vi no  Brasil, as secções destinadas ao camping são separadas por uns 5 a 7 metros de vegetação e cada um tem uma mesa com bancos e local para a fogueira. E por conta da preservação das árvores e essa "parede" natural,  o camping fica com sombra e nós não fomos expulsos da barraca pelo sol. Apesar da lotação máxima não tive a sensação de muvuca.

Isso que chamo de Camping, o resto é terreno baldio

O site do camping diz que o local tem trilhas para serem feitas, mas como o tempo não era  extenso, fomos atrás das atrações principais do local.
Depois do café da manhã delicioso e substancioso partimos para a primeira atividade do dia. Canoagem.

 Nunca fiz canoagem, ficava fora do ritmo, cansava os braços rápido, mas achei o passeio bem legal, quem sabe não procuro fazer a mesma coisa por aqui?!

Minha primeira instrutora

canal raso
 Depois de 1 hora remando, com direito a banho de lago, passar por uma área alagada com no máximo 20cm de profundidade, ultrapassar barreira de castor, ouvir o silêncio, paramos nossos caiaques numa entrada qualquer da trilha e a fizemos por uns 40min até chegar a Grande Atração do lugar The Grotto.
shiiii, silêncio por favor

Passando pela barreira dos castores

É uma praia de pedra com uma Gruta Gigante. Eu não paro de repetir, é muito diferente.
O local é a atração de Tobermory, então é cheio.  Uma das minhas amigas resolveu enfrentar o engarrafamento de pessoas e descer até a Gruta eu e a outra ficamos admirando do alto, nossa corajosa escaladora.



No fim eu acabei visitando também a Gruta, mas fui nadando de uma praia até lá. Aliás, a água é cristalina e mais quente que muita água de cachoeira no Brasil.
Ficamos por lá por tempo suficiente e a nossa volta foi muito mais tranquila que imaginamos.
Minha segunda instrutora, já pegando um pouco mais de jeito
Cansadas, mas felizes era hora de uma refeição descende.
No camping era permitido uma fogueira, mas a madeira só poderia ser uma espécie de pinus comprada lá mesmo e dentro de um local determinado. Como é bom ascender a fogueira!!! Não usei nenhuma técnica primitiva, queríamos fogo logo e rápido.





Comemos salsichas na brasa e couscus com legumes. Além disso ainda tinha espiga de milho que só ficou pronto muito tarde e foi usado no nosso café da manhã. Vinho e marshamelow ao estilo canadense. (Estávamos muito ocupada comendo e não deu tempo para tirar fotos)

E para fechar esse maravilhoso dia, uma rede preguiçosa.
Elas não tiveram coragem de deitar na rede, não confiaram no meu nó, mas nem ligo, pq aí ficou  só para mim....

Continua numa segunda parte.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

2 trilhas escondidas em Santa Rita de Jacutinga

Santa Rita de Jacutinga é uma cidade mineira bem próxima da fronteira sul do Rio de Janeiro. Com mais de 70 cachoeiras mapeadas, o turista tem acesso entre 10 a 20% delas. No mapa que te entregam no Centro de Informações turísticas as mais famosas aparecem.


O moço desse centro é muito prestativo e nos dava o ínicio do caminho para elas, mas gente, por mais gentis, acolhedores, os mineiros não sabem dar orientação, as informações que tínhamos eram sempre desencontradas com a realidade. As distâncias são medidas por "logo ali" e "nem tão longe, nem tão perto". Como ninguém tem pressa, no passinho do mineiro, devagarinho e parando sempre que víamos alguém chegávamos ao nosso destino.

E essa introdução é para falar de duas cachoeiras lindíssimas que não foram fáceis de achar, me disseram que só com guia eu conseguiria, porém, a internet me deu pistas e fui atrás para explorar.

Cachoeira dos Sonhos e Cachoeira do Pacau.

Essa cachoeira do Pacau eu peguei um breve relato que me deu algumas dicas de onde a trilha poderia começar. Foi difícil de achar. No mapa que nos dão, não existe escala e nem proporção, então usamos a lógica.

Para achar essa cachoeira vc tem que pegar a estrada que vai para Bom Jardim, MG-457, dirija com cuidado, pq a estrada tem trechos com buracos, é mal sinalizada e mal cuidada, mas tem pouco trânsito e numa velocidade tranquila o passeio é bem bonito.

Você passará pela Cachoeira do Mendonça à direita de quem sai de Jacutinga, que fica embaixo de uma ponte. Vc está no caminho certo.

No km 20 você verá um recuo e uma placa. Ali na verdade é um Mirante para a Cachoeira do Pacau e acredito tb que ali se avista a Cachoeira dos Sonhos um pouco mais abaixo.

Vista do Mirante, abaixo a ferrovia.

Seguindo a estrada, aproximadamente no km 15, vc verá outra ponte ao sair de uma curva, vá devagar, antes dessa ponte tem uma pequena entrada que parece uma estrada, mas não é. Sugiro que vc estacione nesse ponto. Há uns 5 metros aproximadamente da estrada  à esquerda tem o início da trilha que acredito ser da Cachoeira dos Sonhos, mas se não for, não tem problema, pq é um pedacinho do paraíso.


Vá de bota ou tenis com um solado firme e se vc tiver um bastão de caminhada sua vida será facilitada. A descida é fácil, mas tem um trecho bem íngreme de terra com pouco apoio. Para evitar uma maior erosão do caminho sugiro uma corda de uns 10m para esse trecho para facilitar a retorno, mas digo, sem isso é possível fazer a trilha em segurança.

Uns 2m do ínicio, tem uma bifurcação, pegue à direita e siga. A trilha é dentro de mata bem úmida, e deve levar uns 10 a 15min para fazer. A medida que vc vai descendo é possível ouvir a cachoeira a esquerda, não tem erro. Eu saí na primeira esquerda, logo após um toco de árvore no chão e me deparei com um poço super gostoso. Subindo um pouco mais pude aproveitar uma pequena banheira de hidromassagem natural com uma pedra perfeita ao lado para um descanso. A frente a vista do vale e se vc tiver um binóculo poderá achar o mirante. É possível descer um pouco mais, mas eu não tive interesse.

Se vc tiver fôlego, na volta, deixe  seu carro parado aí. Atravesse a ponte à pé, à direita tem outra entrada, dessa vez uma estrada de terra, siga por ela, em 10 a 20m tem a entrada que acredito ser o início da trilha para a Cachoeira do Pacau. Já eram 13:30 e preferi não descer. A partir desse ponto não poderei mais ajudar, mas pelo relato que li é uma trilha com as mesmas características da primeira trilha com o tempo de descida de 20min.


Prestando atenção a sua direita, vc verá essa entrada bem íngreme. Minha especulação é que aqui comece a trilha para a Cachueira do Pacau


ATENÇÃO: Se vc não tem experiência de trilhas e não sabe tem um básico de orientação e navegação procure fazer essas trilhas com guias credenciados.

P.S.: Eu fiz videos do local, mas infelizmente o cartão de memória deu zica e só cnsegui resgatar poucas imagens

segunda-feira, 27 de abril de 2015

terça-feira, 31 de março de 2015

5 Impressões sobre o Curso de Operador Bushcraft

Eu poderia resumir em uma palavra de quatro letras, que começa com F e termima com  A, todo o curso, mas extenderei minha narrativa para vocês entenderem o quê digo.

Breve

 Conheci a Equipe Black pelo fórum Bushcraftbr. No início não me interessou os cursos, porque tinha acabado de fazer um curso de sobrevivência e outro seria redudante, mas como o fórum tem bons parceiros, resolvi me colocar à prova depois de 2 anos.

Quem eles são?

"BLACK é um grupo de treinamento, instrução e assessoria que atua no segmento de aventura, na organização de cursos e atividades de aventura, dando o suporte necessário à empresas, escolas, grupos de resgate, escoteiros, guias, monitores de esportes radicais, atletas e praticantes de atividades de aventura."  Retirado da página de divulgação do fórum.

O curso foi na Serra do Mar, próximo a São Bernardo do Campo, nos pegaram no metro de SP, estação Sacomã, tivemos atraso na saída, pq houve imprevistos com uns dos participantes. Nossa viagem até a base foi muito tranquilla.
Represa Billings

Objetivo
O objetivo do curso era passar por aquele final de semana praticando os conhecimentos mateiros utilizando recursos arcaicos e modernos para garantir a nossa sobrevivência.

Aborda-se de tudo um pouco:

- Orientação e Navegação
Contador de passos

Orientação pelo sol

- Transporte de ferido
Padiola improvisada com troncos grossos e gandolas. Posição 1

Posição 3 

- Nós e Amarras
Tudo o que se vê foi montato por nós com a ajuda dos instrutores
- Técnicas de Captação, Filtragem e Purificação

Chapéu, lenços e bandanas para a filtragem de macroelementos da água

- Montagem de Abrigo
Rede Guepardo, Toldo 2 x 3 da Nautika, 8 m de corda

Não se deixa equipamento no chão

- Abate e limpeza de caça ( no caso uma galinha)
- Construçao de armadilha
Exemplo de armadilha

- Noções de nutrição na sobrevivência

- Bate-papo sobre lâminas de sobrevivência


Minhas impressões

1. A comunicação desde inscrição, pagamento, orientações de transporte foi boa, bem explicada.
2. Local excelente para prática, todos os recursos que precisávamos estavam lá.
3. Conteúdo bem abragente e bem explicado. Apenas a tarefa de transposição de vítima foi tumultuada, pois foi realizada tarde e um tanto apressada, acho que poderia ter sido segmentada. Éramos 7 alunos, enquanto uns poderiam ter adaptado a padiola para o transporte, outros poderiam arrumar o cabo de transposição.
4. Como usamos recursos naturais, acho que poderíamos levar mudas de plantas locais para refazer aquilo que precisamos usar e termos aulas sobre como melhor usar os recursos sem desperdício.
5. Curso totalmente recomendado. O valor foi justo e o local era desafiador e os instrutores bem capacitados. Valeu tudo.
Missão Cumprida

Valores
Curso R$237,00
Passagem Rio - SP ida e volta R$170,00
Outros (lanche, taxi, bus) 35,00

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Desempenho da Mochila EVO 20, Saco Estanque entre outras observações


O blog etá parado, mas eu não. Firme nas trilhas, me preparando para uma aventura maior que é subir o Monte Roraima ainda esse ano. O treinamento do trilheiro é a própria trilha.

No último final de semana de Janeiro fui conhecer finalmente a Trilha do Perigoso e da Praia do Meio em Barra de Guaratiba.

Essas duas praias fazem parte do conjunto de praias selvagens do Parque Estadual da Pedra Branca.
Agora não falarei delas, mas fiz um videozinho de 10 minutos mostrando o equipamento que usei e como eles ficaram depois de tomarem chuva.

 http://youtu.be/mBN3qhcPHDU

Esses produtos vocês podem encontrar na Loja Bihai Adventure,se você mencionar que conhece o blog Mulheres na Mata ao comprar qualquer produto da loja ganha uma surpresa.